DST constrói centro de supercomputadores em Guimarães por 5 milhões
O grupo bracarense é responsável pela construção do Centro de Dados do Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA), localizado no polo universitário de Azurém, que irá alojar equipamentos informáticos avançados ao serviço da ciência, tecnologia e inovação.
Com uma faturação superior a 700 milhões de euros e um efetivo próximo de quatro mil trabalhadores, o grupo DST soma e segue: esta segunda-feira, 4 de maio, anunciou que está a executar a empreitada de construção do Centro de Dados do Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA) para a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
“O projeto, que representa um investimento global de 5,1 milhões de euros, deverá estar concluído em setembro de 2026”, avança o grupo bracarense, em comunicado.
Localizado no polo universitário de Azurém, em Guimarães, o novo centro de dados é considerado “uma infraestrutura estratégica para o ecossistema científico e tecnológico português”, tendo sido concebido para alojar equipamentos informáticos avançados ao serviço da ciência, tecnologia e inovação, incluindo sistemas da Universidade do Minho, supercomputadores europeus e nacionais, assim como equipamentos de telecomunicações e suporte da RCTS – Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade, responsável por interligar instituições de ensino superior e centros de investigação em todo o país.
Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do investimento Ciência Mais Digital, “o edifício foi concebido para responder às exigências técnicas associadas a infraestruturas digitais de elevada capacidade”, afiança o grupo liderado por José Teixeira.
A DST realça que a construção prevê uma estrutura porticada em betão armado pré-fabricado, com paredes exteriores em painéis pré-fabricados de betão com isolamento térmico, complementadas por soluções construtivas especializadas que garantem desempenho técnico e eficiência operacional.
“No interior, as compartimentações serão executadas com estruturas leves em montantes metálicos preenchidos com lã de rocha, enquanto os espaços dedicados ao ‘data center’ integrarão estruturas autoportantes com rede divisória metálica, adequadas às necessidades específicas de instalação e manutenção de equipamentos informáticos de alta performance”, destaca a construtora.