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Governo antecipa descida de dois mil milhões da dívida em Fevereiro

Embora o valor final ainda não esteja apurado, o Ministério das Finanças antecipa que a dívida do Estado tenha recuado dois mil milhões em Fevereiro. Uma variação explicada, em parte, pelo pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pedro Elias/Negócios
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 20:48
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Segundo fonte oficial do Ministério das Finanças, a dívida directa do Estado deverá ter diminuído dois mil milhões de euros no mês passado, devido à conjugação de vários factores. A contribuir para esta esta diminuição está o vencimento de uma obrigação do tesouro em Fevereiro (2,1 mil milhões de euros), a recompra parcial de obrigações que venciam em Outubro deste ano, Outubro de 2017, Junho de 2018 e Junho de 2019 (1,3 mil milhões) e a amortização antecipada de empréstimos realizados pelo FMI (dois mil milhões de euros).

 

Por outro lado, houve também factores a pressionar a dívida ao longo do mês de Fevereiro, É o caso da emissão de títulos de médio prazo (1,8 mil milhões de euros), o reforço do saldo de bilhetes do tesouro (mil milhões) e do saldo de certificados de aforro e certificados do tesouro (300 milhões). Tudo somado, entre contributos "positivos" e "negativos", a dívida terá diminuído pouco mais de dois mil milhões de euros.

 

Segundo dados desta manhã do Banco de Portugal, a dívida pública aumentou em 3,3 mil milhões de euros em Janeiro para os 234,4 mil milhões. Ao mesmo tempo, os depósitos do Estado também foram reforçados, o que, na prática, se traduz numa quebra da dívida pública líquida (excluindo depósitos).

 

"Em Janeiro de 2016, a dívida pública situou-se em 234,4 mil milhões de euros, aumentando 3,3 mil milhões de euros face ao final do mês anterior", lê-se na nota enviada à imprensa pelo BdP, onde se explica que "esta variação reflecte emissões líquidas positivas de títulos (3,0 mil milhões de euros) e um aumento das responsabilidades em numerário e depósitos (0,4 mil milhões de euros), nomeadamente por via dos certificados do Tesouro (0,3 mil milhões de euros)".

 

As Finanças referem que este aumento de 3,3 mil milhões reflecte uma emissão de obrigações do tesouro realizada em Janeiro (quatro mil milhões), assim como a emissão líquida de certificados de aforro e do tesouro (300 milhões). Factores que, segundo o Governo, foram compensados em parte por uma redução do stock de bilhetes do tesouro (1,4 mil milhões).  

 

"Estes movimentos estão em linha com a evolução da dívida directa do Estado, que aumentou €3,9 mil milhões no mesmo período, evolução que será parcialmente revertida em Fevereiro", refere fonte oficial do Ministério das Finanças.

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