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Proposta do OE2023 não contempla "recessão" e projeta "crescimento acima da média europeia", diz Costa

O crescimento será menor do que este ano, mas o Governo ainda acredita que a economia portuguesa vai conseguir crescer no próximo ano e acima da média europeia.

Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 05 de Outubro de 2022 às 13:31
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O primeiro-ministro António Costa afirmou esta quarta-feira, à margem das comemorações do 5 de outubro, que a proposta para o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano não contempla nem "recessão" nem uma situação de "não crescimento".

"Na próxima segunda-feira vamos apresentar um OE ajustado as realidade e qual é a realidade? Este ano fomos o país da UE com crescimento mais alto. Agora, nós não somos imunes à evolução da Zona Euro, pelo que Portugal vai crescer menos, mas não vamos ter um cenário de não crescimento ou recesssão", assegurou António Costa.

"Temos ainda um cenário que assenta na desaceleração da taxa de inflação, queremos manter o emprego, rendimentos  das famílias e competitividade das empresas, mas em alimentar a espiral da inflação", acrescentou o primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas, o chefe de Governo recusou-se, porém, a avançar com um uma projeção para a taxa de crescimento do próximo ano, sublinhando que esses números devem ser informados "primeiro ao senhor Presidente da República e à oposição".

"O que posso dizer é que tendo este ano um crerscimento de 6%, para o próximo ano vamos ter um crescimento ajustado à  evolução da Zona Euro, ou seja não será desta ordem, mas país vai continuar a crescer acima da media europeia", salvaguardou.

António Costa espera ainda que o Orçamemto conte com "as medidas acordadas com os parceiros em sede de concertação social. Um acordo plurianual que visa assegurar que até 2026 o aumento do peso dos salários na riqueza nacional para 48%". Este tema ainda está a ser discutido em sede de concertação. 

Caso Manuel Pizarro "não é um caso"

"Andamos a abusar da palavra caso". Foi assim que António Costa respondeu aos jornalistas quando questionado sobre o caso de incompatibilidade do ministro da Saúde.

Para o primeiro-ministo, "uma pessoa que tem a sua atividade, tem de deixar de exercer um conjunto de atividades" quando assume uma pasta no Governo. 

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