Bloco e PCP não compram guerra dos professores

Embora apoiem a “justa reivindicação” dos docentes, Bloco e PCP não vão trazer esta matéria para as negociações do Orçamento.
Lusa
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Negócios 10 de setembro de 2018 às 23:15

Não será por causa das carreiras dos professores que o Orçamento do Estado para 2019 não será aprovado. Apesar de Bloco de Esquerda e PCP discordarem das opções do Governo nesta matéria, os dois partidos já decidiram que esta não será uma linha vermelha nas negociações que decorrem sobre o Orçamento do Estado.
Os dois parceiros do Governo entendem que a chave para a solução do problema está no Orçamento do Estado do ano corrente e atiram para o Governo a responsabilidade pela forma como levou à prática o que estava previsto. Não deixarão de criticar o Governo pelas suas escolhas, mas não farão disso uma guerra sua.
Disso mesmo dava conta ontem o site do Diário de Notícias, ao final do dia. Tanto Catarina Martins como Jerónimo de Sousa consideram que já fizeram o que tinham a fazer e que o problema agora deve ser debelado entre o Governo e os sindicatos dos professores.
"A contagem do tempo de serviço dos professores foi decisiva no Orçamento passado. Votámos que em todas as carreiras o tempo de serviço seria contado", disse Catarina Martins. Acrescentando: "Pela nossa parte é uma matéria a que não voltaremos no próximo Orçamento", disse ontem a líder do Bloco, citada pelo Diário de Notícias.
Quanto ao líder do PCP, Jerónimo de Sousa também considera que o seu partido já fez o que tinha a fazer. "O Orçamento do Estado para 2018 consagrou a reivindicação dos professores, disse numa entrevista à RTP no início deste mês, acrescentando que a questão dos professores não seria uma condição necessária para que o PCP aprovasse o Orçamento.
Para o secretário-geral do PCP, a forma como  o tempo passado será considerado é uma matéria para ser discutida com os sindicatos. "É neste quadro [negociação entre sindicatos e Governo] que se deveria considerar esta justa reivindicação dos professores."

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