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Operação Marquês: Ex-ministros terão sido "usados" por Sócrates em crimes de corrupção

O ex-primeiro-ministro José Sócrates terá "instrumentalizado" vários membros dos seus dois governos para favorecer uma empresa do Grupo Lena e o Grupo Espírito Santo, adianta o Público, que cita o despacho de acusação no processo Operação Marquês.

Negócios jng@negocios.pt 19 de Outubro de 2017 às 09:42
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Dois antigos ministros das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino e António Mendonça, integram o rol de antigos governantes que o Ministério Público acredita terem colaborado de forma involuntária num crime de corrupção imputado a José Sócrates no âmbito da Operação Marquês, escreve o jornal Público na sua edição desta quinta-feira, 19 de Outubro.

 

Aos nomes dos ex-ministros juntam-se ainda o da actual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que à data dos factos era secretária de Estado dos Transportes, e o seu sucessor, Carlos Fonseca.

 

Nenhum destes ex-governantes foi constituído arguido, mas, segundo a acusação, elaborada pelo Ministério Público, cometeram ilícitos administrativos de forma involuntária e "instrumentalizados" pelo então líder do Governo que, dessa forma, terá favorecido o consórcio ao qual foi adjudicado o primeiro troço do TGV, o qual integrava uma empresa do grupo Lena, e as empresas do Grupo Espírito Santo.

 

Estes favorecimentos, que o Ministério Público está convencido de que aconteceram, estão na base de duas das três acusações a Sócrates pelo crime de corrupção passiva.

 

Os ex-governantes não foram constituídos arguidos nem acusados pelo Ministério Público porque este acredita que o que fizeram foi porque Sócrates os convenceu de que o incumprimento da lei se justificava face ao interesse público, escreve ainda o Público. 

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