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Comissário Fitto em Portugal para angariar apoios para o orçamento europeu

Vice-presidente da Comissão Europeia inicia esta quarta-feira uma visita de dois dias com a missão de recolher apoios à proposta para o próximo orçamento europeu. Vai reunir com membros do Governo e visitar projetos cofinanciados por Bruxelas, depois de uma visita atribulada à Bélgica.

Comissário europeu Raffaele Fitto inicia esta quarta-feira uma visita de dois dias a Portugal.
Comissário europeu Raffaele Fitto inicia esta quarta-feira uma visita de dois dias a Portugal. European Parliament
07 de Abril de 2026 às 10:31

O vice-presidente da Comissão Europeia, Raffaele Fitto, responsável pelas pastas da Coesão e Reformas, inicia esta quarta-feira uma visita de dois dias a Portugal, com o objetivo de conquistar apoios para . A missão surge num altura em que se aproximam negociações decisivas no Conselho Europeu.

Em – conhecido como quadro financeiro plurianual (QFP) –, a Comissão Europeia está focada já no passo seguinte: obter apoios no Conselho Europeu, onde se sentam os líderes dos 27. É aí que, até junho, se prevê que venha a ser debatido o próximo QFP, num processo complexo que cruza diferentes interesses nacionais e que  – daí ser apelidado de "a mãe de todas as batalhas".

As , e o fazem antever um duelo difícil no Conselho Europeu. E é precisamente para "desbravar" caminho e assegurar a aprovação da proposta da Comissão – que precisa de unanimidade para passar no Conselho Europeu – que Raffaele Fitto vem a Portugal.

No primeiro dia da visita, o comissário italiano vai reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Na agenda, está prevista também uma reunião, à porta fechada, com deputados na Assembleia da República e um encontro com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas. Raffaele Fitto vai ainda ao terreno visitar o plano de drenagem da cidade de Lisboa e o projeto "Robotics 4 Farmers", apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa contribuir para uma "agricultura moderna" com recurso à tecnologia e reforçando a competitividade e a segurança alimentar.

No dia seguinte, Raffaele Fitto segue para os Açores, onde vai reunir-se com o presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro. Aí, vai visitar outros projetos apoiados por fundos europeus, nomeadamente uma estação de tratamento de águas na ilha de São Miguel, o projeto de habitação "Detráz os Mosteiros" na freguesia de Sete Cidades e o IPRA – Centro de Qualificação dos Açores.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já disse que , . A intenção de Bruxelas é simplificar as regras de acesso a esses fundos europeus, mas o O líder do Executivo quer ainda que o próximo QFP assegure um "tratamento específico das regiões ultraperiféricas", nomeadamente da Madeira e dos Açores.

Os fundos da Política de Coesão e da Política Agrícola Comum (PAC) vão passar a ser, segundo a proposta de Bruxelas, operacionalizados através de 27 planos nacionais e regionais de parceria (um por país), favorecendo sinergias entre as duas principais políticas da União Europeia (UE). A proposta da Comissão é que, , a que acrescem outros fundos que estão fora desse envelope, como é o caso do e o mecanismo para gestão de crises.

Uma visita atribulada à Valónia e a "F-word"

Antes de Portugal, o périplo de Raffaele Fitto pelas capitais europeias para angariar apoios para aprovar a proposta da Comissão Europeia para o próximo QFP passou pela Bélgica, onde o comissário italiano foi recebido com protestos que obrigaram a alterar a agenda.

Em causa esteve um , na região da Valónia, para conhecer alguns projetos financiados pela UE. Durante a manifestação que juntaram mais de 100 pessoas entre professores e alunos, foi usada a palavra "fascista" para mencionar o comissário, lembrando as suas ligações à extrema-direita italiana e a recente participação numa ação de campanha do populista esloveno Janez Janša, em março, que foi duramente criticada por pôr em causa a "neutralidade" da Comissão Europeia em campanhas políticas nacionais.

Noutras paragens, Raffaele Fitto tem sentido de perto a ira dos autarcas e agricultores face à proposta da Comissão Europeia para o próximo QFP, de "renacionalizar" a gestão dos fundos europeus no período pós-2027. Segundo Raffaele Fitto – que tem agora o peso de "vender" uma proposta com a qual não concorda a 100% –, a proposta da Comissão Europeia traz um "quadro racionalizado e mais flexível" e "adaptado às necessidades específicas das regiões"

A Comissão Europeia tem de conseguir um acordo político com os Estados-membros e Parlamento Europeu o mais tardar até junho de 2027 para que o novo QFP possa entrar em vigor. Caso o novo orçamento europeu não seja adotado a tempo, aplicam-se os tetos máximos de despesa que estavam previstos no anterior. Embora isso , não evita que alguns instrumentos expirem no final do período orçamental. Além disso, o próximo orçamento terá de assegurar o pagamento da dívida contraída para financiar o NextGenerationEU, onde se inserem os PRR de cada país.

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