PSP avança contra Acampada de Lisboa e faz detenções. Tendas no Porto foram desmontadas
O Corpo de Intervenção da PSP interveio esta madrugada para retirar as tendas que se mantinham na Praça D. Pedro IV, no Rossio, e também na Praça D. João I, no Porto. Há detenções em Lisboa.
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De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 06:00, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada, numa operação lançada em simultâneo com outra contra o acampamento no Porto.
Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, mas o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo e realizou várias detenções, tendo alguns ativistas acusados os agentes policiais de agressões.
Várias pessoas foram detidas e identificadas, encontrando-se algumas sentados no chão na Praça do Rossio, onde desde sábado decorria a concentração.
Os manifestantes recuaram e deslocaram-se para a Praça da Figueira onde se reuniram, tendo decidido dispersar, mas prometendo regressar na quarta-feira. As tendas foram retiradas todas da Praça do Rossio pela PSP, estando a ser realizadas limpezas na zona, como constatou a Lusa no local.
Mais de 50 agentes da policia intervenção estavam às 06h45 concentrados Rua do Amparo, entre o Rossio e a Praça da Figueira, em Lisboa, onde estavam mais de uma centena de manifestantes, a realizar uma assembleia popular.
Intervenientes desta assembleia popular disseram querer recuperar os pertences que estão a ser removidos do acampamento da praça do Rossio e prometeram regressar "hoje e nos próximos dias".
Os manifestantes mantêm que se registaram "cerca de 30 feridos e detidos" durante a intervenção da polícia. Está pelo menos presente um advogado, que presta apoio aos manifestantes e que está a elaborar uma lista dos alegados detidos e feridos.
A Praça do Rossio está fechada ao trânsito, onde há mais de 20 veículos da Polícia de Segurança Pública e sete ambulâncias.
A Acampada de Lisboa, com o lema "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", tinha decidido de madrugada manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter "solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva".
Através de uma mensagem transmitida por megafone às centenas de pessoas que se mantêm na Praça D. Pedro IV, no Rossio, a porta-voz para a comunicação da Acampada de Lisboa, Ana Luíza, transmitiu um contacto feito com a Polícia de Segurança Pública (PSP) pela meia-noite, no qual se terá "solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva, dizendo que podia acontecer a qualquer momento, mas sem hora marcada.
Acampamento desmontado no Porto perante ameaça de intervenção da PSP
O grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I, no Porto, em protesto pela falta de habitação, decidiu esta madrugada desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.
Pouco antes das 06:00, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo a retirada das dezenas de tendas e ameaçando com a detenção dos resistentes. Os manifestantes acataram a ordem e retiram as tendas, permancendo alguns ainda no local.
Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampado, onde desde o dia 10 decorre um protesto pela habitação.
Já na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.