Libertados os arguidos detidos da megaoperação sobre suspeitas de corrupção nas luzes de Natal

Alberto Laplaine Guimarães, um dos arguidos neste processo, da Câmara Municipal de Lisboa, está suspenso de funções e não pode contactar com trabalhadores da autarquia.
Foto de arquivo de um elemento da Polícia Judiciária, responsável pela operação 'Lúmen'
Lusa 16:31

Os quatro arguidos detidos na operação "Lúmen", que , foram este domingo libertados, ficando a conhecer na terça-feira as medidas de coação, indicou fonte judicial.

"Os quatro arguidos foram colocados em liberdade porque o Ministério Público [MP] promoveu medidas de coação não privativas da liberdade. Nesse sentido, o juiz de instrução criminal entendeu libertá-los. Regressam na terça-feira ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para conhecerem as medidas de coação", explicou a fonte à agência Lusa.

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A mesma fonte adiantou que o MP promoveu, no caso do secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, um dos arguidos neste processo, a suspensão de funções, assim como a proibição de se deslocar às instalações da autarquia, ou de contactar com os trabalhadores do município e restantes arguidos no processo.

Alberto Laplaine Guimarães foi uma das quatro pessoas detidas pela Polícia Judiciária (PJ), na terça-feira, no âmbito da operação "Lúmen", que envolve suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Foi também detida a presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, e ainda um administrador e um funcionário da empresa Castros Iluminações Festivas.

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Na quinta-feira, foi conhecido um despacho do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, datado da véspera, a determinar a abertura de um inquérito à Secretaria-Geral do município "incidente sobre os procedimentos que levaram à celebração do Protocolo de Colaboração para as Iluminações de Natal na Cidade de Lisboa" com a UACS.

De acordo com fonte judicial, decorreram buscas em 10 municípios: Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira e foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.

De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades".

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