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Maioria acha que investigação na Operação Influencer foi má, mas Governo fica com imagem negra

A investigação do Ministério Público (MP) Operação Influencer, que levou António Costa a demitir-se de primeiro-ministro, é vista como mal fundamentada pela maioria dos inquiridos pela Intercampus. Ainda assim, o atual Governo entrará para a história pelas piores razões, consideram.

Mariline Alves
25 de Novembro de 2023 às 09:00

A investigação na Operação Influencer - que constituiu como arguidos Vítor Escária, chefe de gabinete de António Costa, João Galamba, ministro das Infraestruturas, Nuno Mascarenhas, autarca de Sines, Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, CEO e administrador, respetivamente, da Start Campus, bem como Diogo Lacerda Machado, advogado e amigo do primeiro-ministro, e Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, e o advogado João Tiago Silveira - foi má fundamentada pelo Ministério Público (MP), considera a maioria dos inquiridos pela Intercampus no Bárometro de novembro para o CM, CMTV e Negócios.

A operação que levou à demissão de António Costa de primeiro-ministro resulta de uma investigação com falhas ao nível da fundamentação segundo 49% dos inquiridos. Já 30,1% considera que a investigação foi bem conduzida. Há ainda 20,9% que não sabem ou não respondem.

Apesar desta apreciação ao trabalho de investigação, o episódio da queda do Governo irá, para a maioria dos inquiridos, entrar para a História de forma mais negativa para o Executivo do que para o MP. Mais de metade dos cidadãos que responderam à sondagem (52,2%) referem que o Governo será lembrado como sendo corrupto. Ainda assim, 36% defende que o Ministério Público não tinha razões suficientemente graves para precipitar a queda do Governo.

A operação que levou à demissão de António Costa de primeiro-ministro resulta de uma investigação com falhas ao nível da fundamentação segundo 49% dos inquiridos. Já 30,1% considera que a investigação foi bem conduzida. Há ainda 20,9% que não sabem ou não respondem.

Maioria acha que investigação na Operação Influencer foi má, mas Governo fica com imagem negra

Apesar desta apreciação ao trabalho de investigação, o episódio da queda do Governo irá, para a maioria dos inquiridos, entrar para a História de forma mais negativa para o Executivo do que para o MP. Mais de metade dos cidadãos que responderam à sondagem (52,2%) referem que o Governo será lembrado como sendo corrupto. Ainda assim, 36% defende que o Ministério Público não tinha razões suficientemente graves para precipitar a queda do Governo.

Maioria acha que investigação na Operação Influencer foi má, mas Governo fica com imagem negra

FICHA TÉCNICA:

Objetivo: Sondagem realizada pela INTERCAMPUS para a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos Portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas. Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental. Amostra: A amostra é constituída por 604 entrevistas, com distribuição proporcional por género, idade e região.

Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo / móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2022) da Direção Geral da Administração Interna (DGAI). Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing).  O questionário foi elaborado pela INTERCAMPUS e posteriormente aprovado pela CMTV. A INTERCAMPUS conta com uma equipa de profissionais experimentados que conhecem e respeitam as normas de qualidade da empresa. Estiveram envolvidos 18 entrevistadores, devidamente treinados para o efeito, sob a supervisão dos técnicos responsáveis pelo estudo. Os trabalhos de campo decorreram de 14 a 17 de Novembro de 2023. Margem de Erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%. Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 62,9%.

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