Justiça PJ suspeita de corrupção nas obras da Parque Escolar

PJ suspeita de corrupção nas obras da Parque Escolar

Segundo a notícia avançada este sábado pelo Expresso, a Unidade de Combate à Corrupção inspecciona milhões aplicados em 15 escolas.
PJ suspeita de corrupção nas obras da Parque Escolar
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de maio de 2018 às 12:22
Os inspectores da Unidade de Combate à Corrupção da PJ têm, nos últimos meses, visitado as escolas mais emblemáticas do Parque Escolar para analisar ao pormenor as obras realizadas ao abrigo do programa especial de modernização de secundárias que foi lançado em 2007 no Governo de José Sócrates, avança este sábado o Expresso. 


Em causa estarão as obras em cerca de 15 escolas. Estas estarão a ser passadas a pente fino para perceber se todo o dinheiro orçamentado foi aplicado ou se, pelo contrário, foi desviado para corromper alguém.

De acordo com o semanário, os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) terão estado na escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, um dos projectos mais emblemáticos da Parque Escolar, cuja requalificação foi distinguida em 2013 pela União Europeia ma categoria de conservação do património. 


Com esta acção, a PJ quis verificar se alguns equipamentos, materiais e mobiliário que constavam do caderno de encargos da obra e foram cobrados ao Estado tinha efectivamente sido adquiridos e existiam de facto. Esta visita ao Passos Manuel não terá sido aleatória, pois o custo da obra acabou por ser de 23 milhões de euros, depois de ter sido inicialmente orçamento em 18 milhões de euros, uma das maiores derrapagens da Parque Escolar. 

A derrapagem dos orçamentos ocorreu na maioria das obras da Parque Escolar. O custo médio por escola disparou dos 2,82 milhões de euros inicialmente projectados para os 15,45 milhões de euros. O orçamento total do programa já tinha sido ultrapassado quando tinham sido recuperadas pouco mais de metade das 332 escolas que o governo de Sócrates definiu como objectivo. 

A investigação da PJ dura desde 2014 e tem sido arrastada devido à estratégia seguida de verificar com especial cuidado a execução de cada um dos orçamentos. Contudo, o expresso realça que estas últimas visitas da PJ podem demonstrar que o processo estará a entrar na fase final.