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Proença de Carvalho estará a ser investigado por suspeitas de fraude. Advogado desconhece investigação

Daniel Proença de Carvalho estará a ser investigado por fraude fiscal e branqueamento de capitais, avança o Correio da Manhã. O valor alvo das autoridades judiciais ultrapassará os 11 milhões de euros.

# Porque Desce - Muitas vezes apelidado de 'advogado dos poderosos', Daniel Proença de Carvalho assegura ele próprio um lugar entre os poderosos, ainda que com uma ligeira descida face ao ano passado. Porque Angola - com a qual mantém grande proximidade profissional - tem vindo a reduzir o peso na economia portuguesa e porque se viu envolvido de forma pouco clara na Operação Fizz. Mantém, contudo, o seu poder, tanto ao nível empresarial, como político e de influência.
Lusa
Negócios jng@negocios.pt 28 de Julho de 2021 às 12:24
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O advogado Daniel Proença de Carvalho estará a ser investigado por fraude fiscal e branqueamento de capitais, avança o Correio da Manhã, na edição desta quinta-feira. Em causa está um valor suspeito de 11,3 milhões de euros que, segundo o matutino, terá estado na origem do alerta dado pelas autoridades do Luxemburgo.

Em causa estará uma aplicação financeira, do tipo seguro de investimento, que terá sido feita no Luxemburgo e que terá envolvido a subscrição de um capital no montante de mais de 11 milhões de euros. O jornal avança que esse valor terá sido pago através de uma transferência de fundos com origem numa conta na Suíça, titulada por Daniel Proença de Carvalho.

O CM indica que, ao que foi possível apurar, não terão sido declaradas ao Fisco em Portugal nos anos próximos da constituição daquela aplicação quantias compatíveis com os montantes aplicados na Suíça em 2016.

Existirão ainda contradições entre o património revelado e aquele que é fiscalmente declarado por Proença de Carvalho. Há cerca de um ano, terá inclusive existido uma alteração dos beneficiários da referida aplicação, que passaram a ser os filhos do advogado português.

O CM indica que já terá sido pedida a quebra do sigilo bancário e fiscal.

"Não tenho conhecimento de qualquer investigação nem fui constituído arguido e estou certo de que não cometi qualquer ilícito", indicou o advogado, em resposta ao CM.

"Do que depreendo da peça do CM, trata-se de uma apólice de seguro que constituí em 2016, em que, por minha morte, serão beneficiários os meus filhos. Na altura em que a constituí, a seguradora informou-se, como é normal e obrigatório, sobre a origem dos fundos", diz Proença de Carvalho.

"Trata-se  de poupanças de muitos anos da minha atividade profissional e investimentos que realizei, muito antes da constituição dessa apólice. Na minha declaração de IRS está reflectida esta operação, nos termos legais. Será muito fácil comprovar a conformidade de tudo isto com a legislação aplicável", conclui.

(Notícia atualizada com resposta de Proença de Carvalho)


O advogado refere que "
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