Manuel Durães Rocha: a reforma da legislação farmacêutica vai gerar mais riqueza
Manuel Durães Rocha e Catarina Mascarenhas, da Abreu Advogados, analisam as reformas que estão a ser feitas no setor da saúde ao nível europeu. Permitirão, na ótica dos advogados, melhorar a eficácia do sistema e fazer frente à crescente competição da China e dos EUA. Perspetivam ainda que vamos assistir a mais “movimentos de fusões entre as entidades que já estão no mercado”, por força dos “elevadíssimos investimentos que a transformação digital está a exigir” na área.
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O quadro regulatório do setor da saúde em Portugal e na União Europeia (UE) está em rápida mudança. As reformas que estão “na calha” vão da legislação farmacêutica à área da biotecnologia. Permitirão melhorar a eficácia do sistema e gerar mais riqueza, além de fazer frente à crescente competição, nomeadamente da China e dos Estados Unidos (EUA). É o que dizem, em entrevista ao Negócios, Manuel Durães Rocha e Catarina Mascarenhas, sócio e “of counsel” da Abreu Advogados, respetivamente. Sobre o uso de inteligência artificial (IA) no setor, alertam que um dos principais riscos se prende com a partilha de dados clínicos indiscriminadamente por parte dos próprios utentes e que “o papel da literacia é fundamental na área da saúde”. Antecipam ainda que, por força dos “elevadíssimos investimentos que a transformação digital está a exigir” na saúde, “vamos assistir a movimentos de fusões entre as entidades que já estão no mercado, para ganhar escala”.
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