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Lima Massano: Angola "tem hoje condição de ir aos mercados e apresentar-se em condições"

Aludindo à dívida contraída junto de Pequim, que deixou o ano passado de ser o maior credor bilateral de Angola, "a decisão tomada é não voltarmos a contrair dívida colateralmente", destacou o ministro de Estado do país.

José de Lima Massano, ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola
José de Lima Massano, ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola João Cortesão / Jornal de Negócios
11:20

"Angola tem hoje condições, mesmo no mercado interno, de nos endividarmos em termos competitivos", disse José de Lima Massano, ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola. "Neste momento o país tem condição de ir aos mercados e apresentar-se em condições", acrescentou.

No ano passado, recordou Lima Massano na conferência “Radar África - Os Caminhos de Angola”, que o Negócios promove esta sexta-feira, Angola fez "uma emissão de dívida no mercado internacional e gostámos da reação do mercado". "Íamos à procura de 1,5 mil milhões de dólares e a oferta que recebemos foi de cerca de 6 mil milhões", revelou. Ainda assim, diz, "ficámos apenas com 1,75 mil milhões porque estamos também a gerir a divida".

Nesta linha, em 2025 a China deixou de ser o maior credor bilateral de Angola. Mas José de Lima Massano, ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, lembra que Pequim continua a ser "um parceiro importante para Angola e vamos procurar manter relações justas e equilibradas com os nossos parceiros".

O ministro destacou que "a dado momento, Angola, com uma forte necessidade de recursos para o desenvolvimento das suas infraestruturas, contou com o apoio da China", o que diz ter sido fundamental.

Aludindo ainda à dívida contraída junto de Pequim, "a decisão tomada é não voltarmos a contrair dívida colateralmente", destacou Lima Massano. "Do ponto de vista de estratégia do endividamento é a decisão tomada". "A este nível o elemento diferenciador com a China é termos o colateral", sublinhou, ainda que garante que Angola vai "continuar a cumprir os compromissos" que tem com Pequim.

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