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Presidente angolano quer nova política nos diamantes para captar grandes investidores  

O Presidente angolano, João Lourenço, exortou hoje a nova administração da administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), a segunda maior empresa nacional, a definir "boas políticas" para o sector, de forma a captar "grandes investidores estrangeiros".

Stephen Eisenhammer/Reuters
Lusa 03 de Novembro de 2017 às 15:09
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O chefe de Estado deu hoje posse, entre outros organismos, ao novo conselho de administração da Endiama, que passa a ser presidido por José Manuel Ganga Júnior, que sucede no lugar a Carlos Sumbula, que estava nas funções desde 2009 e que foi exonerado por João Lourenço na quarta-feira.

 

"Precisamos de boas políticas neste sector dos diamantes. Políticas que atraíam os grandes investidores, as multinacionais do diamante, de forma a que elas se sintam motivadas a investir no nosso país, a exemplo do que fazem em outras partes do mundo", disse João Lourenço, na intervenção que fez após dar posse à nova administração da Endiama.

 

O economista José Manuel Ganga Júnior exerceu até 2015 o cargo de director-geral da Sociedade Mineira de Catoca, responsável por 75% da produção diamantífera anual angolana, tendo sido eleito como um dos mais destacados gestores angolanos.

 

"Acreditamos que se encorajarmos uma política de comercialização que seja justa e transparente, vamos com isso atingir dois grandes objectivos. Atrair os investidores, por um lado, e de alguma forma desencorajar, afastar, o garimpo [ilegal, de diamantes] do nosso país", apontou ainda, na mesma intervenção, João Lourenço.

 

O chefe de Estado criticou ainda o estatuto de "Clientes Preferenciais", definido anteriormente, relativamente a projectos mineiros que venham a ser descobertos em Angola, para justificar que o afastamento dos investidores.

 

"Convido-os [administração da Endiama] a reanalisar com frieza e a apresentarem-me proximamente uma proposta sobre a melhor forma como tratar deste assunto, que eu sei ser uma questão delicada. No entanto, é nosso dever trabalharmos no interessa da economia nacional, para que além do petróleo, os diamantes - e outras riquezas do nosso país -, possam também contribuir para o crescimento do produto interno bruto, para termos um Orçamento Geral do Estado que seja o maior possível", concluiu o Presidente angolano.

 

Além de José Manuel Ganga Júnior, foram nomeados por decreto presidencial, para a concessionária estatal para o sector dos diamantes em Angola, que representa vendas anuais de mais de mil milhões de euros, Laureano Receado Paulo, Ana Maria Feijó Bartolomeu, Osvaldo Jorge Campos Van-Dúnem e Joaquim Filipe Luís, para os cargos de administradores executivos.

 

Para o cargo de administrador não executivo foi nomeado Santana André Pitra.

 

Foi ainda mudada - e empossada hoje - a administração da Empresa de Ferro de Angola (Ferrangol), concessionária do sector mineiro do país.

 

Diamantino Pedro Azevedo foi exonerado do cargo de presidente do conselho de administração da Ferrangol, com o Presidente angolano a nomear para o seu lugar João Diniz dos Santos.

 

Ainda para aquela empresa pública foram nomeados, como administradores, Romeu Artur Ribeiro, Djanira Alexandra Monteiro dos Santos, Kayaya Kahala e Henriques Kiaku Simão.

 

Foi ainda recomposta a administração do Banco Nacional de Angola, após a tomada de posse, na segunda-feira, do novo governador, José de Lima Massano.

 

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