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Sonangol desmente demissão de Isabel dos Santos

Correu na rede Whatsapp uma nota de imprensa atribuída à Presidência da República de Angola, anunciando a demissão de Isabel dos Santos da Sonangol. Fonte oficial da petrolífera angolana desmente esta informação,

Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 03 de Novembro de 2017 às 12:58
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Isabel dos Santos foi demitida da Sonangol. A notícia desta saída correu na rede WhatsApp, dando como fonte uma nota de imprensa atribuída à Presidência da República de Angola e assinada por João Lourenço. Fonte oficial da petrolífera angolana, contactada pelo Negócios desmente esta informação.

Em Portugal esta notícia foi avançada pela RTP, mas segundo o Negócios apurou trata-se de mais uma notícia falsa, prática que tem sido habitual nas últimas semanas em Angola.

A exoneração que João Lourenço efectuou foi na Ferrangol, como consta no site da Presidência de Angola. A nota que foi colocada a circular, atribuída à Presidência da República, coloca administradores da Ferranagol como sendo da Sonangol, facto que comprova a falsidade da mesma.

Nos últimos dias a pressão sobre Isabel dos Santos e as notícias relativas à sua saída têm sido uma constante, sinal de que a gestora se encontra sob fogo cruzado e são muitas as pressões para que o presidente angolano, João Lourenço, a demita.

Nessas notícias falsas, veiculadas através do WhatsApp, a saída de Isabel dos Santos é definida como "o grito de vitória do povo oprimido que se verá livre do casulo de lusitanização do sector estratégico e nevrálgico da nação angolana" e a sua putativa demissão por parte de João Lourenço é classificada com um "acto heróico e soberano".

A realidade é que em Angola o momento político é de "mosquitos por cordas". Reina a contra-informação e o actual Presidente da República, João Lourenço, e o ex-Presidente e líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, aparentam estar numa trajectória de afastamento.

Estes rumores alimentam-se de factos, tais como as demissões de Walter Filipe e de Carlos Sumbula, dos cargos de governador do Banco Nacional de Angola e da Endiama (empresa diamantífera angolana), figuras tidas como muito próximas de José Eduardo dos Santos e desembocam na exoneração de Isabel dos Santos. E a pressão para a sua saída da Sonangol é cada vez maior.

Este clima de tensão é descrito pelo jornalista Gustavo Costa, que assina esta sexta-feira, 3 de Novembro, no Novo Jornal, a coluna de opinião "Palavra de Honra" na qual escreve: "O sr. João [Lourenço] está metido num vespeiro de abelhas alimentado por um sistema que faz da intriga o alimento visceral da politiquice e a principal fonte de abastecimento e de sobrevivência de muitos dos seus mais altos agentes."

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