Criação de emprego nos EUA sobe mais do que o esperado. Taxa de desemprego mantém-se em 3,9%

Os Estados Unidos criaram mais postos de trabalho em Agosto do que esperavam os economistas, mas a taxa de desemprego manteve-se em 3,9%, quando as expectativas apontavam para uma queda para 3,8%.
Jornal de Negócios
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Rita Faria 07 de setembro de 2018 às 13:59

A taxa de desemprego nos Estados Unidos manteve-se em 3,9%, em Agosto, ligeiramente acima das estimativas dos economistas, que antecipavam uma queda para 3,8%, o nível mais baixo desde 1969.

Pelo contrário, a criação de postos de trabalho superou as projecções. De acordo com os dados revelados esta sexta-feira, 7 de Setembro, pelo Departamento do Trabalho, foram contratados, em Agosto, 201 mil trabalhadores, depois da subida de 147 mil no mês anterior. Os números de Agosto superaram as projecções dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam a criação de 190 mil postos de trabalho.

Juntamente com o número de empregos, também os salários aceleraram o seu ritmo de crescimento, validando a expectativa de mais duas subidas de juros por parte da Reserva Federal este ano. Uma em Setembro e outra em Dezembro.

Os salários médios, por hora, cresceram 2,9% face a Agosto do ano passado, depois da subida de 2,7% registada em Julho. Em relação ao mês anterior, o aumento foi de 0,4%, após um crescimento de 0,3% em Julho.

Na construção, o aumento do número de empregos foi de 23 mil, enquanto nos serviços atingiu os 178 mil, um máximo de três meses. Na indústria, pelo contrário, foram subtraídos 3 mil postos de trabalho, colocando um ponto final a um ano de sólidos aumentos.

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A evolução positiva da actividade das empresas e o corte de impostos implementado por Trump têm impulsionado os gastos dos consumidores e ajudado a manter a economia próxima do pleno emprego, num nível muito abaixo do que a Fed considera sustentável no longo prazo.

A autoridade monetária realiza a sua próxima reunião de política monetária nos próximos dias 25 e 26 de Setembro, e a expectativa é que seja anunciada mais uma subida dos juros, depois das duas que já foram feitas este ano.

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