EUA dizem que acordos tarifários já feitos são para manter
Continuam as reações à decisão do Supremo Tribunal dos EUA que declarou como ilegais as tarifas recíprocas decididas unilateralmente pela Administração dos EUA. Desta vez é o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que é considerado também como o "arquiteto" da política tarifária agressiva que os americanos adotaram no ano passado, quem veio a jogo defender os acordos tarifários que os americanos firmaram no ano passado com vários países e blocos económicos.
Segundo Jamieson Greer, a Casa Branca espera "manter" os acordos tarifários já assinados. "Queremos que [os nossos parceiros] percebam que estes acordos são bons acordos. (...) Vamos mantê-los. E esperamos que os nossos parceiros também os mantenham".
PUB
As declarações foram feitas neste domingo ao programa Face the Nation do canal CBS. "Ainda não ouvi ninguém a vir ter comigo e dizer 'o acordo já não existe'. Os países querem ver como isto se desenrola".
O porta-voz americano para a política tarifária vai mais longe e diz mesmo que os acordos firmados antes da decisão do Supremo Tribunal dos EUA "não se baseiam" no que levou à decisão judicial. "Quer a Administração perdesse ou ganhasse, iríamos ter tarifas", acrescentou Jamieson Greer.
Mas a interpretação americana poderá não ter uma leitura tão linear do lado dos parceiros comerciais. Neste domingo, a Comissão Europeia exige garantias dos Estados Unidos de que o acordo comercial alcançado em julho do ano passado que fixou as tarifas de 15% para os produtos importados da União Europeia seja cumprido. E sobretudo após o Presidente americano, Donald Trump, ter respondido com um aumento das taxas aduaneiras globais para 15%.
PUB
Outros países, como o Japão e a Coreia do Sul, também fecharam importantes acordos comerciais com os EUA com base na ameaça da imposição de taxas mais elevadas sobre os produtos exportados para solo americano.
Nesta segunda-feira, os mercados continuam a digerir a incerteza que a decisão da justiça norte-americana veio trazer ao comércio mundial e, por exemplo, o ouro está a beneficiar pela procura de ativos-refúgio, enquanto o dólar está a ser penalizado.
Mais lidas
O Negócios recomenda