Pentágono nega que Hegseth tenha tentado investir no setor da defesa antes da guerra

De acordo com o Financial Times, o corretor de Hegseth na Morgan Stanley contactou a BlackRock em fevereiro para investir no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerão.
Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA
Manuel Balce Ceneta / Associated Press
Lusa 09:31

O Pentágono negou que o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha tentado investir em importantes empresas do setor antes do início da ofensiva contra o Irão, como noticiou o Financial Times.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou na segunda-feira como "falsa e inventada" a informação do jornal britânico, que indicava que um corretor da bolsa ligado a Hegseth teria procurado fazer um investimento multimilionário num fundo destinado a investir em empresas que fabricam armas, aviões e sistemas de defesa.

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De acordo com o Financial Times, o corretor de Hegseth na Morgan Stanley contactou a BlackRock em fevereiro para investir no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerão.

"Trata-se de mais uma difamação infundada e desonesta, concebida para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata", acrescentou Parnell, na conta oficial do Pentágono na rede social X.

O caso gerou um debate sobre a transparência e possíveis conflitos de interesses de funcionários com acesso a informações de defesa, enquanto analistas assinalam que movimentos financeiros em setores estratégicos costumam ser alvo de vigilância mediática, mesmo sem evidência de conduta ilegal.

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Também na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou com a destruição generalizada dos recursos energéticos do Irão e de outras infraestruturas vitais, incluindo estações de dessalinização, caso não se chegue "em breve" a um acordo para pôr fim à guerra, que dura há mais de cinco semanas.

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