pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Cuba admite cortes de energia até 22 horas por dia em Havana

País não tem recebido navios com combustíveis e o sistema elétrico está sem reservas.

Cuba admite cortes de energia até 22 horas por dia em Havana
Cuba admite cortes de energia até 22 horas por dia em Havana Ramon Espinosa / Associated Press
14 de Maio de 2026 às 07:36
Adicione como fonte preferencial no Google

O Governo de Cuba reconheceu que a situação do sistema elétrico da ilha é crítica e tem provocado apagões em Havana que ultrapassam as 22 horas por dia.

Na quarta-feira, o ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, destacou numa declaração lida na televisão pública que a principal causa da crise energética em Cuba é "fundamentalmente o bloqueio energético intransponível".

Desde janeiro que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o seu sistema político, aplicando novas sanções e fazendo até ameaças de intervenção militar.

De entre as medidas impostas pelos EUA a Cuba, destaca-se o embargo petrolífero, que praticamente impediu a chegada de crude importado à ilha, a par da mais recente ronda de sanções, com medidas secundárias de natureza extraterritorial. 

"Um bloqueio energético que se junta a um bloqueio que já durava há muitos anos, e que agravou e sobrecarregou ainda mais a situação económica e energética do país", disse O Levy.

O ministro recordou que, desde janeiro e até há algumas semanas, "Cuba não recebeu um único navio com combustível" e considerou esta "a principal causa das longas horas de apagões".

O Levy afirmou que a única excepção foi um petroleiro russo que trouxe uma doação de 100 mil toneladas de crude em abril, o que permitiu reduzir os apagões, e que mesmo em Havana houve "vários dias sem interrupções".

Mas o ministro salientou que a melhoria foi "uma miragem temporária", pois o crude russo já foi usado até ao início de maio, deixando o sistema elétrico cubano "sem reservas de combustível".

"Estamos a enfrentar temperaturas mais elevadas, e a rede elétrica está a funcionar apenas com centrais termoelétricas, a [geradora de energia] Energás e parques solares fotovoltaicos", acrescentou O Levy.

O ministro não abordou a situação nas outras províncias, onde há meses que a situação é muito pior do que na capital.

Horas antes, o Governo norte-americano ofereceu ajuda humanitária adicional no valor de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) a Cuba, enquanto as autoridades cubanas denunciaram a crise no país como resultado da "guerra económica" e do bloqueio energético impostos por Washington.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, defendeu Cuba nas redes sociais, afirmando que, apesar das "brutais medidas de estrangulamento económico e energético decretadas pelos Estados Unidos, Cuba se mantém de pé" e "não é um Estado falhado".

Também na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, advertiu que uma agressão militar dos Estados Unidos à ilha provocaria uma "catástrofe humanitária", além de um "banho de sangue" para ambos os países.

Em 02 de maio, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que iria assumir o controlo de Cuba "quase imediatamente", acrescentando que tal acontecerá assim que a guerra contra o Irão terminar.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.