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Starbucks usa copos para evitar precipício orçamental nos EUA

Os nomes dos clientes dos estabelecimentos Starbucks em Washington vão, até sexta-feira, partilhar o protagonismo com a expressão "Come Together". "Unam-se", pede o presidente da cadeia de cafés aos políticos norte-americanos.

26 de Dezembro de 2012 às 16:18

"Qual é o seu nome?" A pergunta costuma ser feita pelos funcionários da cadeia de cafés Starbucks aos seus clientes. O nome do cliente é depois escrito no copo onde é servida a bebida. Até sexta-feira, 28 de Dezembro, não será essa a mensagem escrita nos copos.

"Come Together", cuja tradução portuguesa se aproxima de "Unam-se", será a expressão escrita por todos os funcionários da empresa norte-americana nos copos servidos nos estabelecimentos da região de Washington D.C. A mensagem é dirigida aos políticos presentes na capital dos Estados Unidos.

"Há momentos nas nossas vidas em que temos a oportunidade de desencadear uma mudança extremamente positiva – não apenas nas vidas dos clientes e das comunidades que servimos todos os dias, mas do nosso país." As palavras são de Howard Schultz, o presidente executivo da Starbucks, inscritas num comunicado publicado no "site" da empresa intitulado "Resolvam o problema da dívida".

O gesto é "pequeno", admite o responsável da empresa, mas pretende contribuir para evitar uma situação que tem feito "tremer" os mercados financeiros. O precipício orçamental entrou no vocabulário dos mercados nos últimos meses e os Estados Unidos deverão aproximar-se desse precipício no início do próximo ano, quando entrarem em vigor, de forma automática, cortes de despesa e aumentos de impostos.

O precipício orçamental, que levará levar os Estados Unidos para uma recessão económica no próximo ano, poderá ser evitado caso a Casa Branca, com o democrata Barack Obama no seu segundo mandato, e o Congresso cheguem a acordo. O entendimento tem sido difícil, já que estão em causa bases políticas distintas. E o ano está a acabar.

"Mais do que sermos espectadores, temos a oportunidade – e pensamos que a responsabilidade – de usar a escala da nossa empresa para o bem, ao enviar uma mensagem respeitosa e optimista para as nossas autoridades eleitas, para que se juntem e alcancem uma base comum sobre esta importante matéria", continua o CEO Howard Schultz.

Já no ano passado, em Agosto de 2011, o responsável da cadeia norte-americana, que marca presença em Portugal, defendeu e dinamizou a ideia de não fazer doações para as campanhas políticas para as eleições que tiveram lugar em Novembro deste ano, de modo a obrigar a um entendimento entre os políticos norte-americanos relativo ao aumento do nível de endividamento.

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