Novas explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas. Trump diz que urânio enriquecido será destruído
Ainda sem origem conhecida, deflagraram várias explosões na zona costeira junto ao estreito de Ormuz, de acordo com a imprensa iraniana. Pouco depois Trump voltou às redes sociais para escrever que o “urânio enriquecido será entregue imediatamente aos EUA para ser trazido para casa e imediatamente destruído”.
Voltaram a ouvir-se esta segunda-feira várias explosões na cidade de Bandar Abbas e outras localidades costeiras como Sirik e Jask junto ao estreito de Ormuz, avançam os meios de comunicação iranianos, embora sem identificar a origem das mesmas.
O Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana confirmou as explosões, incluindo junto ao aeroporto de Bandar Abbas, "tendo sido ativados os sistemas aéreos para contrariar alvos hostis”, disse a Guarda num comunicado citado pela CNN internacional.
Pouco tempo depois de terem sido ouvidas as explosões, o Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou às redes sociais para escrever que o “urânio enriquecido será entregue imediatamente aos EUA para ser trazido para casa e destruído”.
Em alternativa, que Trump diz ser preferencial, em “conjunção e coordenação com a República Islâmica do Irão", será "destruído no local ou noutra localização aceitável, com a Comissão de Energia Atómica, ou sua equivalente, a ser testemunha deste processo e evento”.
Antes, Trump tinha dito que as negociações com o Irão estavam a “progredir agradavelmente”, mas ligou um eventual entendimento à participação de vários países da região nos acordos de Abraão.
De acordo com o que Trump escreveu também na rede Truth Social, o acordo deve prever que países como a Arábia Saudita e o Paquistão integrem os acordos de 2020, em que os EUA procuraram normalizar as relações de Israel com vários países vizinhos.
O Presidente dos EUA quer que, além dos sauditas e paquistaneses, também o Qatar, a Turquia, o Egito e a Jordânia se juntem aos Emirados Árabes Unidos e ao Barém, que aderiram à versão original dos acordos.
Trump escreveu que “depois de todo o trabalho feito pelos EUA para tentar e conseguir juntar este puzzle, devia ser obrigatório que todos estes países, no mínimo assinem os Acordos de Abraão”, proposta que deve contar com a resistência da Arábia Saudita e Paquistão.
Como quase sempre, a mensagem de Trump também integra ameaças. "Será apenas um grande acordo para todos ou não haverá acordo de todo – de volta à frente de batalha e a disparar, mas com maior intensidade e mais fortes do que nunca – e ninguém quer isso”, assinalou.