Irão falha ataque com mísseis contra base americana no Oceano Índico
Base das Lajes com maior presença de aviões norte-americanos desde o início do conflito
Estados Unidos e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz
Explosões e mísseis intercetados na capital do Bahrain
Irão ameaça Emirados Árabes Unidos contra ataques que visem ilhas disputadas no Golfo
Explosões e mísseis intercetados na capital do Bahrain
O Irão tentou atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico, na sexta-feira, mas o ataque não foi bem-sucedido, confirmou hoje um responsável britânico à agência de notícias AFP. De acordo com esta fonte, a tentativa falhada ocorreu antes de o Governo britânico ter anunciado, na sexta-feira, que iria permitir aos Estados Unidos utilizarem algumas das suas bases para atacar alvos iranianos utilizados para atingir navios no Estreito de Ormuz.
O Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.
Quando contactado pela AFP, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) recusou comentar. O Ministério da Defesa britânico, através de um porta-voz, condenou hoje os "ataques irresponsáveis do Irão", que "constituem uma ameaça aos interesses britânicos e aos aliados do Reino Unido".
Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".
Irão falha ataque com mísseis contra base americana no Oceano Índico
O Irão tentou atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico, na sexta-feira, mas o ataque não foi bem-sucedido, confirmou hoje um responsável britânico à agência de notícias AFP. De acordo com esta fonte, a tentativa falhada ocorreu antes de o Governo britânico ter anunciado, na sexta-feira, que iria permitir aos Estados Unidos utilizarem algumas das suas bases para atacar alvos iranianos utilizados para atingir navios no Estreito de Ormuz.
O Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.
Quando contactado pela AFP, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) recusou comentar. O Ministério da Defesa britânico, através de um porta-voz, condenou hoje os "ataques irresponsáveis do Irão", que "constituem uma ameaça aos interesses britânicos e aos aliados do Reino Unido".
Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".
Base das Lajes com maior presença de aviões norte-americanos desde o início do conflito
A Base das Lajes, nos Açores, voltou a registar hoje um incremento do movimento de aeronaves militares norte-americanas, tendo sido verificado o maior número de aviões estacionados desde o início do ataque ao Irão.
Na manhã deste sábado, 21 de março, observou a Lusa no local, estavam estacionadas na Base das Lajes, na ilha Terceira, 32 aeronaves da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos, incluindo 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, que estão na infraestrutura desde 18 de fevereiro.
Desde o início do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, que vários destes reabastecedores têm descolado das Lajes, quase todos os dias, em missões de reabastecimento.
Entre domingo e segunda-feira, chegaram à base mais 11 aeronaves da Marinha norte-americana: seis Boeing EA-18G Growler, aviões de combate utilizados primordialmente na guerra eletrónica, e cinco Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye, aviões de alerta aéreo antecipado, comando e controlo tático de gestão de combate, que operam a partir de porta-aviões, em qualquer condição meteorológica.
A acompanhar estas aeronaves vieram mais dois reabastecedores KC-46 Pegasus e ao longo da semana chegou um terceiro, que aumentou para 18 o número total destas aeronaves na infraestrutura.
Esta noite chegaram ainda dois aviões KC-130, da Marinha norte-americana, que também têm função de reabastecedores.
Template: NenhumaRelacionados21/03/2026 14:40EconomiaIrão falha ataque com mísseis contra base americana no Oceano ÍndicoEditarDestaqueApagar19/03/2026 10:00EconomiaPorque continua Trump a ameaçar a ilha Kharg, a “joia da coroa” do Irão?EditarDestaqueApagar
Na infraestrutura já há algum tempo estava também um avião C-130 da Marinha norte-americana, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas.
Durante a manhã, o movimento de aeronaves nas Lajes foi intenso, com a saída dos seis aviões de combate e de três dos cinco aviões de alerta aéreo. Descolaram ainda oito dos 18 reabastecedores.
Irão ameaça Emirados Árabes Unidos contra ataques que visem ilhas disputadas no Golfo
O exército iraniano advertiu este sábado que atacará os Emirados Árabes Unidos, caso sejam lançados, a partir do seu território, ataques contra ilhas do Golfo controladas pelo Irão, mas reivindicadas pelos Emirados.
“Avisamos os Emirados Árabes Unidos de que, se forem lançadas novas agressões a partir do seu território contra as ilhas iranianas de Abu Musa e Grande Tunb, no Golfo Pérsico, as poderosas forças armadas iranianas submeterão Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a ataques violentos“, declarou o comando operacional do exército iraniano, Khatam al-Anbiya, num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
As ilhas de Abu Musa e as da Pequena e Grande Tunb, situadas no Golfo perto da entrada do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, são há muito uma fonte de tensões entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos.
O Irão acusa os seus vizinhos do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas lancem ataques contra o país a partir dos seus territórios.
Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, o Irão lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerão, visaram os interesses e a presença militar norte-americanos nesses países.
Estados Unidos e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz
Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.
“Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã“, afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim.
A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que “não foi reportada qualquer fuga de material radioativo” na área.
Natanz, o principal local de enriquecimento de urânio do Irão, foi atingido na primeira semana da guerra e vários edifícios pareciam ter ficado danificados, de acordo com imagens de satélite. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tinha dito que “nenhuma consequência radiológica” decorreu deste ataque.
A instalação nuclear, localizada a quase 220 quilómetros a sudeste de Teerão, já tinha sido alvo de ataques aéreos israelitas e norte-americanos na guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025.
O ataque de sábado ocorre após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que estava a considerar “diminuir” as operações militares no Médio Oriente, mesmo com os Estados Unidos a enviarem mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.
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