Governo encerra Embaixada de Portugal no Irão
O Governo determinou, na quarta-feira, o encerramento temporário da Embaixada de Portugal no Irão, para onde desaconselha viagens em face do "contexto de tensão" e da "situação de conflito armado latente" na região.
Em comunicado, enviado às redações nesta quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indica que "todos os portugueses naquele país foram contactados", detalhando que oito cidadãos nacionais já abandonaram o território e que "alguns" encontram-se em processo de saída do país, "com diligências reservadas por motivos de segurança".
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E explica ainda que os restantes dez cidadãos nacionais (sete dos quais com dupla nacionalidade, portuguesa e iraniana) quiseram permanecer no país.
"Este é o ponto de situação actual, a que se junta o desaconselhamento de todas e quaisquer viagens ao Irão, como tinha sido já divulgado no Portal das Comunidades Portuguesas, em face do vigente contexto de tensão e da situação de conflito armado latente na região, o que resulta em significativo risco securitário", refere a mesma nota.
O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta quinta-feira para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão".
Segundo a organização Iran Human Rights, com sede na Noruega, a repressão dos protestos já resultou em mais de 3.000 mortes e mais de 10 mil detidos.
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