16.03.2026
Trump afasta possibilidade de guerra no Irão terminar esta semana. Pede à China adiamento da cimeira por um mês
Acompanhe os desenvolvimentos desta segunda-feira relativos ao conflito no Médio Oriente. Guerra dos EUA e Israel contra o Irão, que se alastrou a outros países, entrou na terceira semana.
Negócios 16 de Março de 2026 às 22:24
16.03.2026
Trump pede à China adiamento da cimeira por um mês por causa da guerra
16.03.2026
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- Trump afasta possibilidade de guerra no Irão terminar esta semana
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afastou hoje a possibilidade de o conflito no Médio Oriente terminar esta semana, limitando-se a reiterar que tal acontecerá "em breve". "Não creio [que a guerra termine esta semana], mas será em breve. Não falta muito para termos um mundo muito mais seguro", respondeu Trump na Casa Branca, questionado pela imprensa sobre a duração do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que causou fortes perturbações nos mercados energéticos globais. Trump reiterou que a operação militar em curso, denominada ‘Fúria Épica’ pelo Pentágono, permitiu dizimar a marinha, a força aérea e até a liderança iraniana. "Em apenas duas semanas, dizimámo-los. Já não têm marinha; já não têm força aérea. Não têm liderança. A sua elite governante desapareceu", enfatizou. Insistindo na necessidade da ofensiva para impedir Teerão de desenvolver uma arma nuclear, Trump defendeu que o ataque americano "impediu uma Terceira Guerra Mundial". "Tinha a obrigação de o fazer. Não queria fazê-lo. Se não tivéssemos agido, teria começado uma guerra e da qual não teria sobrevivido absolutamente nada", argumentou o Presidente norte-americano. A administração Trump afirma que o objetivo da ofensiva é destruir o programa de mísseis do Irão e a sua capacidade de fabricar uma arma nuclear, mas não apresentou um calendário claro nem definiu a duração do conflito, que foi inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas. Na semana passada, o Presidente já tinha declarado que a guerra está "praticamente terminada" porque as capacidades militares do Irão estão no mínimo.
Com o argumento de que é importante ficar em Washington para supervisionar o rumo da guerra no Médio Oriente, o Presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à China para adiar a cimeira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante cerca de um mês. “Estamos a trabalhar nisso agora. Estamos a falar com a China. Adoraria ir, mas por causa da guerra, quero estar aqui”, referiu Trump na Casa Branca quando questionado sobre as notícias sobre um possível adiamento da cimeira. O encontro de alto nível deveria decorrer entre 31 de março e 2 de abril. “Tenho de estar aqui. E por isso pedimos um adiamento por um mês ou isso, e estou interessado em estar com eles. Temos uma relação muito boa”, continuou. “Mas por causa da guerra – não há aqui truques. (…) temos uma guerra a decorrer. Penso que é importante estar aqui. Por isso é possível que adiemos um pouco, não muito.” O encontro entre os dois líderes estava a ser bastante antecipado como uma forma de resolver os diferendos entre os dois países, que se agravaram depois da imposição de tarifas pela Administração Tump à China. Delegações dos dois países reuniram-se em Paris para discutir potenciais áreas de acordo, incluindo o investimento chinês nos EUA e as exportações de semicondutores.
*Com Bloomberg
A companhia aérea British Airways decidiu cancelar grande parte dos voos planeados para a região do Golfo Pérsico até ao final de maio - um sinal que a empresa antecipa que o conflito se vai alastrar por um longo período de tempo. Esta segunda-feira, a empresa anunciou que não iria voar para Dubai, Amã, Bahrein e Tel Aviv até ao dia 31 de maio, enquanto as rotas para Doha só vão operar nesse mês de forma bastante limitada. Já para Riade e Jedá, cidades na Arábia Saudita, os voos continuam, uma vez que o espaço aéreo do país tem sido dos menos afetados pelo conflito no Irão. Para já, Abu Dhabi vai continuar fora dos planos da British Airways. Esta é a maior interrupção de voos para o Golfo Pérsico anunciada até agora. Outras companhias aéreas europeias, como a Air France e a Lufthansa, já tinham anunciado cancelamentos, mas, para já, a suspensão está agendada para terminar no final deste mês. Esta decisão surge na sequência de um ataque de drones que levou o Dubai a fechar o seu principal aeroporto durante sete horas. A Emirates viu-se obrigada a redirecionar uma série de aviões que já estavam no ar devido aos impactos de um incêndio numa infraestrutura próxima, alimentando a incerteza em torno da segurança da cidade dos Emirados Árabes Unidos face a consecutivos ataques por parte do Irão.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) afirmou esta segunda-feira que "não há vontade" entre os Estados-membros para expandir missões navais do bloco para o Estreito de Ormuz e afirmou que a guerra no Irão "não é da Europa". "Por agora, não há vontade em mudar o mandato da operação 'Aspides'", afirmou Kaja Kallas em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE, em Bruxelas. A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referia-se à missão naval "Aspides", que visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, e que poderia eventualmente ser mobilizada para o Estreito de Ormuz caso os 27 assim o decidissem. Kaja Kallas referiu que, na reunião, os ministros concordaram em reforçar essa missão, "porque não dispõe de muitos navios", mas não quiseram expandir o seu mandato para o Estreito de Ormuz, optando por mantê-la no Mar Vermelho. "Embora o Estreito de Ormuz esteja no centro das atenções, o Mar Vermelho continua igualmente a ser crucial. O risco de os Huthis [rebeldes xiitas iemenitas] se envolverem é real, pelo que devemos permanecer vigilantes", defendeu, considerando, contudo, que se mantém "uma prioridade urgente" retomar a exportação de fertilizantes, comida e energia através do Estreito de Ormuz. Questionada sobre como é que irá conseguir conciliar o facto de os Estados-membros não quererem expandir a presença naval para o estreito de Ormuz mas defenderem a retoma das exportações nesse eixo central do tráfego marítimo, Kallas respondeu que "ninguém quer entrar ativamente nesta guerra" e o envolvimento que a UE tenciona ter é sobretudo diplomático. "Esta guerra não é da Europa", disse.
A presidente da Comissão Europeia admitiu esta segunda-feira que restrições prolongadas no fornecimento de petróleo e gás do Médio Oriente à União Europeia (UE) podem ter um "impacto significativo na economia europeia", embora afastando problemas no abastecimento. Numa carta dirigida aos líderes da UE antes da reunião do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira que será dedicada ao tema da competitividade e na qual serão debatidas medidas a adotar para aliviar os elevados preços da energia, Ursula von der Leyen alertou que "uma interrupção prolongada do fornecimento de petróleo e gás proveniente da região do Golfo poderia ter um impacto significativo na economia europeia", dado o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana. "Atualmente, a segurança física do abastecimento energético da UE está assegurada. No entanto, o aumento dos preços dos combustíveis fósseis já está a pesar sobre a nossa economia e, desde o início do conflito, a Europa já gastou mais seis mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis, um lembrete direto do preço que pagamos pela nossa dependência", apontou a responsável. Falando em impactos "cada vez mais visíveis" em áreas como economia, finanças, transportes e cadeias de abastecimento, a líder do executivo comunitário vincou que, "se o conflito se prolongar, as consequências podem aumentar e a resposta europeia terá de ser proporcional à gravidade das ameaças". Quando se registam elevados preços na energia da UE, Ursula von der Leyen propõe, na missiva enviada aos líderes europeus, várias medidas urgentes para mitigar os impactos da crise energética como a libertação da maior quantidade de reservas estratégicas de petróleo coordenada pela Agência Internacional de Energia para compensar possíveis interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz e a coordenação para restaurar a navegação na região, incluindo a possibilidade de escolta de navios quando as condições de segurança o permitirem. A responsável sugere, também, o incentivo ao aumento da produção de energia em países capazes de substituir fornecimentos interrompidos, o apelo para evitar restrições às exportações e a monitorização próxima dos impactos no mercado de fertilizantes, considerados essenciais para os agricultores e para a segurança alimentar global. A longo prazo, Ursula von der Leyen quer a UE a adotar outras medidas para reduzir os preços da energia como acelerar o investimento em energias renováveis para diminuir a dependência do gás, promover contratos de longo prazo de eletricidade para dar maior estabilidade de preços às empresas, evitar o encerramento prematuro de infraestruturas energéticas de baixo carbono como centrais nucleares e permitir apoios estatais e compensações de custos de carbono às indústrias intensivas em energia. Acrescem outras iniciativas como melhorar e expandir as redes elétricas para integrar mais energia renovável, reduzir impostos e encargos sobre a eletricidade e ajustar o sistema europeu de comércio de emissões para limitar a volatilidade dos preços e apoiar a descarbonização industrial.
O presidente executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, admitiu nesta segunda-feira que o organismo pode voltar a disponibilizar reservas estratégicas de petróleo dos seus estados membros, "se e quando necessário". Leia a notícia completa aqui.
Um petroleiro com bandeira do Paquistão atravessou no domingo o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreio ligado, podendo ter beneficiado de acordo de passagem, segundo dados divulgados por um 'site' de informação marítima. A embarcação, com 237 metros de comprimento e carregada com crude, entrou na zona económica exclusiva iraniana no domingo e transitou pelo estreito, indicou esta segunda-feira o 'site' especializado em dados de navegação marítima MarineTraffic. Segundo o MarineTraffic, a travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido naquela via marítima estratégica, devido à retaliação do Irão à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Dados da agência informativa Bloomberg indicam que o navio se encontrava ainda atracado a 28 de fevereiro na ilha de Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas energéticas mundiais, por onde transita cerca de um quinto da produção global de petróleo e do gás natural liquefeito. Teerão tem ameaçado tornar a passagem intransitável em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, numa tentativa de pressionar Washington através do impacto nos mercados energéticos globais. No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou à China e à NATO para ajudarem a reabrir a rota marítima. Dados da empresa Lloyd's List Intelligence indicam que 77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira, desde o início da guerra no Médio Oriente.
O Governo britânico anunciou um apoio de 53 milhões de libras (61 milhões de euros) para o aquecimento das casas de pessoas afetadas pela subida dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Médio Oriente. O pacote é direcionado a famílias de rendimentos baixos que usam gasóleo para o aquecimento das casas em zonas rurais em vez de gás, como a maioria dos britânicos, e por isso mais vulneráveis ao aumento dos preços. O Governo explicou que o preço do querosene, utilizado no gasóleo de aquecimento, subiu mais rapidamente do que a gasolina e o gás e é atualmente o dobro do preço do petróleo bruto. Ao contrário dos consumidores de gás e eletricidade, as pessoas que usam este meio de aquecimento não estão abrangidos pelo limite máximo de preços da energia determinados pelo regulador britânico. "São momentos como este que revelam a verdadeira natureza de um governo. A minha resposta é clara. Quaisquer que sejam os desafios que se avizinham, este governo apoiará sempre os trabalhadores. Esse é o meu primeiro instinto. A minha primeira prioridade é ajudá-los a fazer face ao custo de vida ao longo desta crise", afirmou o primeiro-ministro, Keir Starmer, numa conferência de imprensa. Entretanto, o preço da energia doméstica vai descer em abril e ficar ao mesmo nível durante três meses, como já tinha sido anunciado no fim de fevereiro, antes do início do conflito no Irão. Starmer admitiu tomar outras medidas, nomeadamente para evitar que as petrolíferas tirem proveito da crise geopolítica e do aumento dos preços. "Simplesmente não permitirei que as empresas obtenham lucros exorbitantes à custa das dificuldades dos trabalhadores", avisou. Um imposto extraordinário, a Taxa sobre Lucros Energéticos (EPL), foi introduzido em maio de 2022 após uma subida recorde de lucros no setor devido a um aumento acentuado dos preços da energia resultante da guerra na Ucrânia. O Governo trabalhista aumentou este imposto em 2024 para 78%. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região. Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.
Berlim defendeu esta segunda-feira que a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão "não tem nada a ver com a NATO", depois de o Presidente norte-americano ter pedido ajuda dos aliados para desbloquear o estreito de Ormuz. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é uma "aliança para a defesa do território" dos seus membros e "falta o mandato que permitiria a intervenção" da Aliança Atlântica fora das fronteiras da organização, afirmou o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, numa conferência de imprensa. "Esta guerra não tem nada a ver com a NATO. Não é a guerra da NATO", insistiu o porta-voz do chanceler Friedrich Merz. Na sexta-feira, Merz apelou ao fim da guerra no Médio Oriente, sublinhando que o conflito "não beneficia ninguém e prejudica economicamente muita gente". Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás. Trump previu "consequências muito negativas para o futuro da NATO" em caso de recusa. A Alemanha "tomou conhecimento" desse apelo, respondeu Kornelius.
O primeiro-ministro britânico afirmou esta segunda-feira estar a avaliar com os países aliados, incluindo europeus, um "plano coletivo viável" garantir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, ameaçada pelo conflito no Médio Oriente. Leia a notícia completa aqui.
Mais de 11.000 cidadãos da UE foram repatriados do Médio Oriente desde o início da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, incluindo portugueses, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia. “Desde o início da escalada da tensão na região, no final de fevereiro, o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da UE prestou apoio a cerca de 90 voos, que trouxeram de volta cerca de 11.000 cidadãos europeus para Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, França, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia”, indicou Bruxelas em comunicado. De acordo com a instituição, o quinto voo de evacuação do Médio Oriente, fretado e financiado na totalidade pela Comissão Europeia, aterrou no domingo, em Bucareste, permitindo “o repatriamento seguro de 134 cidadãos europeus após um pedido das autoridades romenas”. Partindo de Omã, o voo transportou 96 cidadãos romenos e 38 cidadãos de outros países europeus, retidos nos Emirados Árabes Unidos. A UE também cobriu até 75% dos custos de transporte rodoviário que os passageiros tiveram para chegar a Omã. Citada pela nota, a comissária europeia para a gestão de crises, Hadja Lahbib, disse que “a guerra no Médio Oriente mostra novamente que, quando as crises ultrapassam as capacidades nacionais, a Europa intervém”. “Já ajudámos a repatriar mais de 11.000 europeus e continuaremos a trabalhar até que todos os que precisam de ajuda a recebam”, adiantou. Qualquer país na Europa e fora dela pode solicitar assistência de emergência ativando o Mecanismo de Proteção Civil da UE.
Um ataque com um drone provocou esta segunda-feira um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais. Segundo o gabinete de imprensa do complexo petrolífero de Fujairah, um aparelho aéreo não tripulado (drone) provocou o incêndio na zona industrial, não se tendo registado feridos. As autoridades acrescentaram que as equipas de emergência estão ainda a tentar extinguir as chamas. O local situa-se na costa dos Emirados Árabes Unidos no Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi encerrado pelo Irão. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel no final de fevereiro está a provocar a subida do preço do petróleo em todo o mundo. Hoje, o preço do petróleo Brent, referência europeia, subiu mais de 2% às 08:22 e estava a ser negociado acima dos 105 dólares antes da abertura dos mercados bolsistas europeus.
As forças armadas israelitas anunciaram esta segunda-feira ter destruído o avião do anterior ‘líder supremo’ do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão. Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso". "Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo ‘ayatollah’, morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana. A atual guerra começou em 28 de fevereiro e já fez, pelo menos 1.230 mortos, segundo a última contagem oficial iraniana, que não é atualizada há 11 dias. No domingo, os militares israelitas disseram que estão a preparar uma "longa guerra", pois ainda têm milhares de alvos em mira, embora neguem qualquer escassez de intercetores para combater mísseis iranianos. Entretanto, Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei, foi o escolhido para suceder ao pai no topo da hierarquia da República Islâmica.
As Forças Armadas do Irão ameaçaram os países da região que cooperam com a televisão Iran International, sediada em Londres, afirmando que as infraestruturas regionais do canal foram consideradas objetivos militares. No domingo, as autoridades iranianas anunciaram a detenção de pelo menos 18 pessoas no Irão acusadas de enviar imagens e informações para a estação de televisão. O Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado no domingo à noite disse que o canal de televisão utiliza satélites e infraestruturas mediáticas de "certos países da região". Para os militares de Teerão o canal de televisão cria tensões, "fabrica narrativas falsas" que servem os interesses dos Estados Unidos e o Governo de Israel. Em 2022 o Irão classificou a Iran International como "organização terrorista" relacionando-a com o Governo de Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal estaria sujeita a sanções.
Um palestiniano foi esta segunda-feira morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades. As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado. A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.
O Japão vai libertar as reservas estratégicas de petróleo, dando início a uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia, mas não considera enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, como pediu Donald Trump. Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram na quarta-feira a libertação de 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão. Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos. A agência tinha dito no domingo que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março". O Japão, muito dependente do petróleo da região em guerra, confirmou hoje que iria recorrer - a partir de hoje - às suas reservas estratégicas. O Governo reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo nacional. Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, manifestou a intenção de libertar também 'stock' proveniente das reservas do Estado, representando um mês de consumo. Tal poderá ocorrer no final de março.
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