Coreia do Sul e Japão afinam parceria de apoio militar e logístico
A Coreia do Sul e o Japão discutiram este domingo a possibilidade de um acordo de apoio militar e logístico, afirmou o ministro da Defesa de Seul, acrescentando que Seul se mantém cautelosa em relação ao pacto, politicamente sensível.
A informação é avançada pela Reuters e citada pela imprensa internacional. "Requer a compreensão e a persuasão dos cidadãos de ambas as nações, e acredito que devemos ainda assim proceder com cautela", disse o ministro da Defesa Ahn Gyu-back aos jornalistas após se reunir com o homólogo Shinjiro Koizumi no Diálogo Shangri-La, encontro de responsáveis da defesa regional em Singapura, no sábado.
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Ahn referia-se a um potencial acordo de aquisição e prestação recíproca de serviços, que permitiria aos aliados dos Estados Unidos - Seul e Tóquio - partilhar e adquirir mutuamente recursos logísticos militares, como combustível, alimentos e munições, de acordo com a agência de notícias citada na imprensa internacional.
Já o ministério da defesa japonês afirmou em comunicado que Koizumi e Ahn discutiram a realização de um exercício conjunto de busca e salvamento humanitário em junho, pela primeira vez em cerca de nove anos.
Também este domingo, o Japão rejeitou a acusação da China de que estaria a prosseguir um "novo militarismo", numa resposta contundente a Pequim, à medida que as tensões entre os dois países continuam a aumentar.
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De acordo com a Bloomberg, sem nomear explicitamente a China, o ministro da defesa japonês afirmou no domingo que Tóquio estava a ser injustamente criticada pelas suas iniciativas de aumento de despesas em mísseis de longo alcance e outras armas.
"Há um país que possui um enorme arsenal de armas nucleares e bombardeiros estratégicos", disse o Ministro da Defesa Shinjiro Koizumi num discurso no mesmo fórum de defesa Shangri-La, em Singapura, citado pela Bloomberg. "O Japão não possui nenhuma dessas armas e, ainda assim, é apelidado de novo militarismo. Não é estranho?"
O Japão tem enfrentado pressão política por parte da China devido à decisão de Tóquio de investir mais na defesa, uma mudança de orientação que diz ser necessária para prevenir conflitos, dotando-se da capacidade de responder a ameaças. A primeira-ministra Sanae Takaichi tomou medidas para levantar as restrições às exportações de armamento e especulou abertamente sobre um confronto em torno de Taiwan, enquanto tropas de combate japonesas participaram recentemente em exercícios liderados pelos Estados Unidos nas Filipinas pela primeira vez.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou no início deste mês que "o novo militarismo do Japão tornou-se uma ameaça, pondo em perigo a paz regional".
A sugestão de Takaichi, no final do ano passado, de que tropas japonesas poderiam ser destacadas caso a China tentasse anexar Taiwan gerou a ira do governo de Xi Jinping. Pequim tem procurado mobilizar outros países em torno da ideia de que existem paralelos com a luta contra o Japão Imperial durante a Segunda Guerra Mundial.
"Mas nada está mais longe da verdade", disse Koizumi no domingo, acrescentando que os esforços do Japão visavam dissuadir conflitos e estavam a ser conduzidos de forma transparente.
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