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Trump aceita cessar fogo com Irão durante duas semanas. Teerão permite navegação em Ormuz

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Francisco Seco/ AP Fronteira entre o Irão e a Turquia. Foto: Aaron Schwartz/ Lusa_EPA Conferência de imprensa com o Presidente norte-americano, Donald Trump. Foto: Francisco Seco/ AP Jovem passa por complexo religioso que foi atingido por mísseis no Irão. Foto: Aaron Schwartz/ Lusa_EPA Conferência de imprensa com o Presidente norte-americano, Donald Trump. Foto: Oded Balilty/AP Pessoas juntam-se num local atingido por um míssil em Israel. Foto: Yaha Arhab/ Lusa_EPA Um homem usa um cinto de balas ao pescoço num protesto anti-EUA e anti-Israel no Iémen. Foto: Abedin Taherkenareh Praça Valiasr, em Teerão.
08 de Abril de 2026 às 00:36
Últimos eventos
07.04.2026

Trump aceita proposta de cessar fogo com Irão durante duas semanas. Teerão permite navegação em Ormuz

Donald Trump concordou com um cessar fogo de duas semanas no conflito no Médio Oriente proposto pelo Paquistão, escreveu o Presidente dos EUA na rede Truth Social, desde que o Irão conceda em reabrir o estreito de Ormuz. O adiamento da ofensiva contra alvos do Irão surgiu a cerca de uma hora e meia de se esgotar o prazo que Trump tinha dado aos iranianos para chegar a acordo.      

“Com base em conversações com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, em que pediram que eu adiasse a força destrutiva que seria enviada hoje à noite para o Irão, e sujeito à concordância da República islâmica do Irão com abertura completa, imediata e segura do estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeamento e ataque do Irão por um período de duas semanas”, escreveu Trump.  

Trump assinala que este será “um cessar fogo dos dois lados” e explica que acedeu ao adiamento porque os EUA “já cumpriram e excederam todos os objetivos militares”, contribuindo para um “acordo definitivo no que respeita à paz de longo prazo com o Irão e à paz no Médio Oriente”.   

O Presidente norte-americano refere também que os EUA receberam uma proposta de 10 pontos do Irão, que acredita ser “uma base de trabalho para as negociações” e que “quase todos os pontos de discórdia foram acordados entre os EUA e o Irão”. Ainda assim, o período de duas semanas permitirá que o acordo seja “finalizado e consumado”.     

Teerão também aceitou a proposta de tréguas de duas semanas, o que foi confirmado depois pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. O cessar fogo foi aprovado pelo novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, avançou o New York Times. Em comunicado, o conselho assinala que as negociações terão lugar em Islamabad a partir de sexta-feira.   

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu também a passagem segura pelo estreito de Ormuz, desde que “cessem os ataques” ao país. A navegação será possível em "coordenação" com as forças armadas iranianas e “tendo em consideração limitações técnicas”, escreveu Abbas Araghchi. 

Contudo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional enfatiza que o acordo "não significa o final da guerra" e que as "suas mãos continuam no gatilho". "Caso o mais pequeno erro seja cometido pelo inimigo, será respondido com força total".

Israel vai também suspender os bombardeamentos no Irão para que as negociações prossigam, avançou um responsável da Casa Branca à CNN.       

07.04.2026

Esperam-se "boas notícias" das negociações EUA-Irão, diz CNN. Acordo pode ser fechado esta noite

Depois de o primeiro-ministro paquistanês ter pedido a Donald Trump um prolongamento do prazo dado pelo Presidente dos EUA ao Irão por duas semanas para que as negociações para um cessar-fogo no Médio Oriente prossigam, uma fonte da região citada pela CNN internacional diz que "se esperam boas notícias de ambas as partes em breve".

A mesma fonte acrescentou que um acordo deve ser fechado esta noite, com as negociações a serem lideradas pelo chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. 

O Presidente dos EUA confirmou antes à Fox News que as negociações estão em curso e a Casa Branca disse que Trump vai dar uma resposta à proposta do Paquistão.

07.04.2026

Trump diz que EUA estão em "discussões acaloradas" com o Irão

O Presidente dos EUA, Donald Trump disse à Fox News que a sua Administração está em negociações difíceis com o Irão antes do prazo que deu para atacar as infraestruturas energéticas do país.    

Contudo, Trump recusou dizer ao canal de televisão norte-americano o que pensava sobre o impasse, depois das ameaças que fez de arrasar o país. “Não posso dizer-vos, porque estamos agora em discussões acaloradas.”

07.04.2026

Paquistão pede a Trump que prolongue prazo dado ao Irão por duas semanas

O Paquistão pediu ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o prolongamento do prazo dado ao Irão por duas semanas para que as negociações prossigam, ao mesmo tempo que solicitou aos iranianos que reabram o estreito de Ormuz durante esse período, como "gesto de boa vontade".  Nessas duas semanas, seria observado um cessar-fogo entre as partes em conflito.     

O país, que tem servido de principal mediador entre as partes em conflito, diz que as negociações diplomáticas para alcançar um entendimento pacífico estão a progredir estavelmente, poucas horas antes de terminar a data limite para os EUA atacarem alvos civis iranianos (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Numa mensagem no X, o primeiro-ministro paquistanês escreveu que os “esforços diplomáticos para um desfecho pacífico da guerra em curso no Médio Oriente estão a progredir de forma estável, forte e poderosa, com potencial para levar a resultados substantivos num futuro próximo”.

Desta forma, “para permitir que a diplomacia faça o seu trabalho", Shehbaz Sharif pede a Trump  para prolongar o prazo por duas semanas. O Paquistão pede também aos "irmãos iranianos para abrirem o estreito de Ormuz por um período correspondente de tempo, como gesto de boa vontade”, acrescentou.               

Na mesma mensagem, Shehbaz Sharif pede “a todas as partes em conflito que observem um cessar fogo em toda a parte durante duas semanas para alcançar um fim conclusivo para a guerra, no interesse da paz e estabiliadde de longo prazo na região”.  

07.04.2026

Teerão promete responder com medidas "recíprocas e proporcionais" caso Trump avance com ataques

O representante iraniano nas Nações Unidas afirmou que Teerão “não vai ficar parado" se o Presidente dos EUA, Donald Trump, der seguimento às ameaças que fez esta terça-feira, que classifica como “crimes de guerra”.   

“O Irão não vai ficar parado perante estes chocantes crimes de guerra. Vai exercer, sem hesitação, o seu direito inerente à autodefesa e vai tomar medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse Amir-Saeid Iravani.     

O responsável referia-se às declarações de Trump de que “toda uma civilização vai morrer” se Teerão não chegar a um acordo de cessar-fogo que permita o desbloqueio do estreito de Ormuz até às 20:00 desta terça-feira (01:00 de quarta-feira em Lisboa).       

As palavras de Trump “constituem um incitamento a crimes de guerra e potencialmente a um genocídio”, diz o responsável iraniano. Durante uma reunião do conselho de segurança da ONU, Iravani pediu à comunidade internacional para condenar a retórica de Trump antes que seja demasiado tarde.

07.04.2026

Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares

A Casa Branca negou esta terça-feira que os EUA estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar “uma civilização inteira”.

A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington dispõe de “ferramentas” ainda não utilizadas no conflito.

“Nada do que o vice-presidente disse sugere” o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.

Vance tinha afirmado anteriormente que o Presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os EUA  ainda aguardam uma resposta iraniana.

“Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa”, disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como “terrorismo económico”.

As declarações de Vance surgem poucas horas antes do ultimato imposto por Trump ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz expirar, num contexto de crescente tensão militar entre Washington, Telavive e Teerão.

Após vários adiamentos, Washington fixou como limite as 20:00 de hoje (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), avisando que poderá desencadear o “inferno” caso Teerão não cumpra.

07.04.2026

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura do estreito de Ormuz

A Rússia e a China vetaram esta terça-feira no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China.

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional” pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — bem como com a Jordânia. 

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

 

 

07.04.2026

Irão suspende negociações com os EUA após publicação de Trump

O Irão suspendeu as comunicações diretas com os EUA depois de o Presidente Donald Trump ter escrito nas redes sociais que "uma civilização inteira morrerá esta noite", avança o Wall Street Journal, citando dirigentes do Médio Oriente. 

Negociações indiretas, mediadas pelo Paquistão e outros países, continuam, pelo menos até ao prazo fixado para a reabertura do estreito de Ormuz, às 20h (1h de quarta-feira em Lisboa).

Também o New York Times avança que o Irão informou o Paquistão que as negociações sobre um cessar-fogo não vão continuar.


07.04.2026

Rússia diz estar a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia

A Rússia está a receber "uma enorme quantidade de solicitações" para o fornecimento de energia devido à crise provocada pela guerra israelo-americana contra o Irão, anunciou hoje a presidência russa (Kremlin).

"Agora que o mundo se encontra imerso numa grave crise económica e energética, cuja magnitude aumenta dia após dia (...), recebemos inúmeras solicitações para adquirir os nossos recursos energéticos de destinos alternativos", afirmou o porta-voz do Kremlin.

Dmitri Peskov disse que aos contactos já conhecidos com a Sérvia e a Hungria se juntaram outros pedidos alternativos para o fornecimento de energia, que não especificou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O porta-voz do Presidente Vladimir Putin explicou em conferência de imprensa que Moscovo estava a negociar o fornecimento de hidrocarbonetos para "ajustar o melhor possível" os interesses nacionais.

A Rússia tem estado sujeita a um embargo a produtos petrolíferos desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, sobretudo dos aliados europeus de Kiev.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou recentemente algumas das sanções ao petróleo russo embarcado devido à crise gerada pela guerra contra o Irão que lançou conjuntamente com Israel em 28 de fevereiro.

A ofensiva foi lançada de surpresa enquanto decorriam conversações entre Teerão e Washington, sob mediação de Omã, sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra Israel e contra interesses norte-americanos nos países do Médio Oriente.

Israel abriu depois uma outra frente no Líbano por ter sido atacado pelo grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.

A guerra, que vai no 39.º dia, causou mais de 3.500 mortos só no Irão e no Líbano, segundo uma contabilização da TV do Qatar Al-Jazeera com base em dados oficiais.

Trump intensificou nos últimos dias as ameaças de apagar o Irão do mapa se Teerão não reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto continuam as operações para decapitar a cúpula iraniana.

O tráfego através de Ormuz, rota fundamental para fornecimento de gás e petróleo do Golfo Pérsico para o mercado mundial, representa agora menos de 10% dos níveis anteriores à guerra, de acordo com a Agência Internacional da Energia.

Também o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirmou hoje que os desenvolvimentos no Médio Oriente criaram "novas oportunidades económicas" para as empresas da Rússia, nomeadamente nos mercados energéticos.

Numa intervenção em Moscovo sobre a evolução dos mercados globais de energia, Mishustin destacou que um dos mais importantes corredores de transporte internacional no Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz, estava "efetivamente paralisado".

"O funcionamento das rotas marítimas estabelecidas foi interrompido", afirmou Mishustin, citado pela agência de notícias turca Anadolu, assinalando que aproximadamente 10% da produção global de gás natural liquefeito (GNL) foi retirada do mercado.

O primeiro-ministro russo defendeu que será necessário "tanto uma quantidade significativa de tempo como investimentos vultuosos para colocar os processos, a infraestrutura e a logística novamente nos eixos".

Mishustin disse que a crise "já se refletiu nos preços" e que a pressão inflacionária global deverá aumentar devido à situação no Médio Oriente, mas notou que o cenário atual apresenta novas oportunidades para a Rússia.

"Do ponto de vista económico, a situação atual para o nosso país apresenta novas oportunidades para melhorar, até certo ponto, a situação financeira dos setores orientados para a exportação e para proporcionar receitas adicionais ao orçamento", afirmou.

"Estamos a registar uma diminuição no desconto sobre o preço do petróleo russo", acrescentou Mikhail Mishustin.

07.04.2026

Teerão diz ter atacado complexo petroquímico saudita

O Irão afirmou hoje ter provocado "graves danos" com mísseis e drones a um dos maiores complexos petroquímicos do mundo na Arábia Saudita, em resposta a bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra infraestruturas energéticas iranianas.

Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, o complexo localizado em Al Jubail, na Arábia Saudita, e associado a empresas como a ExxonMobil, foi atingido em "ataques precisos".

"Estes ataques foram realizados em resposta às recentes agressões do inimigo americano-sionista contra vários complexos petroquímicos no Irão", informou a mesma fonte.

De acordo com Teerão, os Estados Unidos e Israel atacaram hoje a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, por onde passam cerca de 90% das exportações de crude do país.

Os desenvolvimentos ocorrem horas antes do prazo imposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irão reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de novos bombardeamentos contra infraestruturas energéticas iranianas.

Após vários adiamentos, Washington fixou como limite as 20:00 de hoje (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), avisando que poderá desencadear o "inferno" caso Teerão não cumpra.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irão bloqueou parcialmente o trânsito no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a circulação de navios de países considerados aliados, o que contribuiu para a subida dos preços da energia.

Poucas horas antes do fim do ultimato, decorrem contactos entre os Estados Unidos, o Irão e mediadores regionais para um eventual cessar-fogo de 45 dias, segundo o portal norte-americano Axios.

07.04.2026

"Uma civilização inteira morrerá esta noite", ameaça Trump

Donald Trump continua a escalar o tom das suas ameaças sobre o Irão. Numa publicação na rede Truth Social, feita ao início desta tarde, o Presidente norte-americano avisa : "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Não quero que isso aconteça, mas é provável que aconteça".

Donald Trump deu ao Governo do Irão um prazo para reabrir o estreito de Ormuz à navegação que termina à uma da madrugada, hora de Portugal. Caso isso não aconteça, o líder dos EUA promete atacar o Irão.

Todavia, após fazer este aviso, Trump opta por prosseguir a mensagem num registo que admite outro desfecho. "Agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Descobriremos esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte chegarão finalmente ao fim. Que Deus abençoe o Grande Povo do Irão!".

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