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Governo chinês cria vistos 'gold' para atrair investimento estrangeiro

O governo chinês anunciou várias medidas para estimular o investimento na economia, cuja desaceleração preocupa os mercados internacionais, entre as quais a criação de vistos 'gold' para atrair talentos do exterior, anunciou a agência Xinhua.

Reuters
Lusa 15 de Setembro de 2015 às 18:21
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Uma das novas medidas consiste na criação de uma lista em que se estipula quais os sectores fechados ao investimento, o que implica que o restante poderá receber capital privado ou estrangeiro.

 

Até agora, a China elaborava uma lista oposta à anterior, ou seja, decidia os sectores onde se podia investir, que na prática limitava bastante a entrada de capital, já que os sectores abertos eram muito reduzidos.

 

Esta alteração "dará ao mercado um papel mais importante na distribuição de recursos" e tem como objectivo "construir um mercado aberto, equitativo e bem regulado de forma a que as empresas possam tomar decisões de forma independente e participar numa concorrência justa", destacou o comunicado oficial.

 

Outra medida anunciada hoje consiste em dar maiores facilidades para que os talentos estrangeiros possam solicitar pedidos de residência permanente na China.

 

Estes vistos serão atribuídos a trabalhadores em laboratórios, centros de investigação em engenharia e empresa de alta tecnologia que tenham, pelo menos, quatro anos de actividade na China.

 

O visto de residência permanente dará aos beneficiários "os mesmos direitos que os cidadãos chineses têm em áreas como investimento, compra de casas ou escolaridade" dos seus filhos, anunciaram as autoridades.

 

Estas e outras medidas foram decididas na 16ª reunião da Comissão para o Desenvolvimento da Reforma, uma instituição que dita as regras de alterações macroeconómicas liderada pelo presidente Xi Jinping, presente na reunião de hoje. "A China deve fazer esforços incansáveis para atrair investimento e tecnologia estrangeira e para melhorar os mecanismos de abertura do país", sublinhou Xi Jinping após a reunião.

 

A economia chinesa cresceu na primeira metade deste ano 7%, longe das taxas da década passada, sempre a dois dígitos.

 

Pequim assegura que a desaceleração da segunda maior economia mundial era uma situação esperada e controlável, consequência da alteração do modelo de crescimento mais próximo de países desenvolvidos. No entanto, a crise bolsista iniciada este Verão e piores indicadores macroeconómicos contribuíram para que a China elabore todo tipo de medidas de choque para evitar um travão brusco do crescimento económico, incluindo uma inesperada desvalorização da sua moeda, o yuan, em Agosto passado. 

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