pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Azul sai da insolvência após acusar gestores da TAP de insolvência culposa da “TAP má”

A companhia aérea brasileira, que reclama o pagamento de um empréstimo obrigacionista de 180 milhões de euros à insolvente Siavilo (ex-TAP SGPS), anunciou ter concluído o processo de reestruturação financeira, saindo assim do Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos.

David Neeleman, fundador da companhia aérea brasileira Azul.
David Neeleman, fundador da companhia aérea brasileira Azul. Bloomberg
10:32

A Azul concluiu a saída do Capítulo 11 (“Chapter 11”) da lei de insolvências dos Estados Unidos, após ter concluído o processo de reestruturação, anunciou a ex-acionista da TAP, que se apresenta como “a maior companhia aérea do Brasil em número de cidades atendidas e rotas domésticas diretas”.

"Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global”, afirma John Rodgerson, CEO da companhia aérea, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil.

Entre as “principais conquistas da reestruturação”, destacam-se os 850 milhões de dólares (721 milhões de euros) recebidos em novos investimentos em ações e uma redução da dívida e obrigações de 2,5 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros), alcançando “o menor nível de alavancagem da sua história”, enfatiza a Azul.

A conclusão da saída do processo de recuperação judicial nos Estados surge depois da United Airlines e a American Airlines se terem comprometido a injetar 200 milhões de dólares (cerca de 169 milhões de euros) na Azul no âmbito da execução do plano de reestruturação.

Na passada segunda-feira foi anunciado que cada uma daquelas companhias aéreas norte-americanas contribuirá com 100 milhões de dólares (cerca de 84 milhões de euros) para apoiar a execução do plano e as operações da companhia após a saída do “Chapter 11”.

Recorde-se que a Azul mantém um litígio judicial com a TAP, no âmbito da insolvência da Siavilo (ex-TAP SGPS), onde a companhia aérea brasileira surge como credora, reclamando o pagamento de um empréstimo obrigacionista da ordem dos 180 milhões de euros realizado em 2016, quando David Neeleman era acionista da transportadora aérea portuguesa.

A Azul acusa a Siavilo de insolvência culposa e manobras para evitar o pagamento, que serviram, garante, para a TAP evitar pagar a dívida, uma vez que a SGPS ficou sem ativos relevantes.

O Tribunal da Comarca de Lisboa abriu um procedimento para avaliar se a insolvência da Siavilo foi culposa, medida que pode implicar fortes penalizações para os atuais e antigos administradores da companhia.

A “TAP má” faliu com dívidas superiores a 1,3 mil milhões de euros .

 

Ver comentários
Publicidade
C•Studio