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Parlamento israelita aprova dissolução e abre caminho a eleições antecipadas

O projeto de lei vai seguir para uma comissão antes de passar por três votações parlamentares. Se receber a aprovação final, processo que pode vir a demorar umas semanas, Israel poderá realizar eleições antes do prazo limite de 27 de outubro.

Parlamento israelita vota lei sobre pena de morte para palestinianos que matem israelitas
Parlamento israelita vota lei sobre pena de morte para palestinianos que matem israelitas AP Photo/Sebastian Scheiner
20 de Maio de 2026 às 16:06
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O parlamento israelita aprovou esta quarta-feira um projeto de lei para se dissolver, abrindo caminho para eleições antecipadas. Segundo o , num voto preliminar 110 dos 120 deputados colocaram-se a favor da dissolução do Knesset. 

O projeto de lei vai agora seguir para uma comissão antes de passar por três votações parlamentares. Se receber a aprovação final, processo que pode vir a demorar umas semanas, Israel poderá realizar eleições antes do prazo limite de 27 de outubro. 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tem vindo a enfrentar pressão crescente por parte de partidos ultraortodoxos que o acusam de não cumprir a promessa de aprovar uma legislação que isentaria os jovens ortodoxos do serviço militar obrigatório. 

Já a sua coligação de direita está em rutura. Esta quarta-feira o líder da coligação, Ofir Katz afirmou que a coligação “chegou ao fim dos seus dias”. No meio desta instabilidade, vários partidos da oposição anunciaram no início de maio que iriam apresentar projetos de lei para dissolver o Knesset.

Desde o ataque de 7 de outubro de 2023, um ano depois do regresso de Netanyahu à política, que a sua reputação na área da segurança tem sido colocada em causa. Desde então, e segundo o jornal britânico , as sondagens têm mostrado que a coligação do governo de Netanyahu está longe de alcançar maioria parlamentar. Contudo, existe a possibilidade dos partidos de oposição não serem capazes de fazer uma coligação, deixando o atual primeiro-ministro à frente de um governo interino até que o impasse seja resolvido. 

“Estas são as eleições de 7 de outubro, as eleições nas quais o público israelita mandará para casa o governo negligente que nos trouxe o maior desastre da história do Estado”, escreveu Yair Golan, líder do partido de esquerda Democratas, na rede social X.

Entretanto, o primeiro-ministro israelita também enfrenta um julgamento por corrupção que já dura há vários anos e o presidente, Isaac Herzog, está a negociar um acordo judicial que o poderá levar a abandonar a política. 

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