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EUA reduzem tarifas de Taiwan para 15% em troca de investimentos de 500 mil milhões

O novo acordo comercial prevê o investimento direto de 250 mil milhões de dólares por parte de empresas taiwanesas em operações norte-americanas, além de uma garantia de crédito no mesmo valor por parte do Governo do território asiático.

Lai Ching-te tornou-se o Presidente de Taiwan em 2024.
Lai Ching-te tornou-se o Presidente de Taiwan em 2024. Ritchie B. Tongo / Lusa - EPA
20:34

Numa altura em que a política comercial de Donald Trump, Presidente norte-americano, enfrenta o Supremo Tribunal, os EUA chegaram a um novo acordo com Taiwan. A maior economia do mundo concordou reduzir as tarifas de produtos importados do território asiático de 20% para 15% em troca de uma promessa de investimento de 500 mil milhões de dólares por parte de empresas de semicondutores taiwanesas em operações norte-americanas. 

O comunicado lançado pela Casa Branca esta quinta-feira não faz referência direta à Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), mas o acordo tem claras implicações para a tecnológica - uma vez que, além de ser a maior empresa da ilha, é ainda a maior produtora de "chips" de inteligência artificial (IA) do mundo. De acordo com a Bloomberg, este acordo pode levar a TSMC a contruir quatro fábricas no Arizona, além das oito instalações que já prometeu abrir nos EUA. 

A promessa de investimento de 500 mil milhões de dólares divide-se em duas tranches iguais: 250 mil milhões em investimento direto e outros 250 mil milhões em garantias de crédito por parte do Governo de Taiwan. Todo este dinheiro vai ser canalizado para o setor tecnológico norte-americano, nomeadamente na produção de semicondutores que alimentam os modelos de IA. 

Face aos investimentos multimilionários, as empresas de "chips" taiwanesas vão receber isenções de tarifas futuras - sob algumas condições. Ou seja, as fabricantes que construírem novas operações nos EUA vão poder importar 2,5 vezes a sua capacidade atual durante o período de construção, com uma taxa mais baixa a ser aplicada quando ultrapassarem essa quota. O limite é reduzido para 1,5 vezes assim que as instalações estiverem concluídas. 

A nova política comercial dos EUA, a mais protecionista em um século, pode cair por terra, e impeça Trump de impôr unilateralmente tarifas contra outros países. Esperava-se uma decisão para esta semana, mas a justiça acabou por não se pronunciar - adiando uma deliberação para a próxima semana. 

Face a uma possível decisão desfavorável, o Presidente dos EUA já veio avisar o impacto que uma deliberação nesse sentido teria na economia norte-americana. Numa mensagem publicada na rede Truth Social, Trump afirmou que, caso as tarifas sejam declaradas inconstitucionais, a . Se somarmos o valor que esses países e empresas poderiam exigir devido aos investimentos que estão a fazer na construção de fábricas e equipamento para evitar as tarifas, estaríamos a falar de "biliões de dólares", acrescenta.

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