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Ex-aliado de Lula condenado a 23 anos de prisão

José Dirceu foi condenado a 23 de anos de prisão no âmbito da operação Lava Jato por crimes como corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro. Dirceu está preso desde o Verão de 2015.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 18 de Maio de 2016 às 15:51
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O antigo ministro da Casa Civil durante a presidência de Lula da Silva, José Dirceu, foi esta quarta-feira, 18 de Maio, condenado a 23 anos de prisão. A justiça federal brasileira considerou que este antigo aliado de Lula da Silva cometeu crimes como corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro.

 

José Dirceu encontra-se preso desde o Verão passado, quando foi detido, em Agosto de 2015, por suspeitas de envolvimento nos esquemas de corrupção, pagamentos ilegais e financiamento partidário em torno da estatal Petrobras, mas antes já se encontrava em prisão domiciliária após ter sido condenado a quase oito anos de prisão por corrupção, dessa feita no âmbito do caso Mensalão.

 
A pena de Dirceu é a mais pesada entre os dez acusados que hoje conheceram a condenação aplicada.

José Dirceu foi durante largos anos o braço-direito político de Lula, havendo mesmo quem considerasse que Dirceu poderia ser o sucessor do antigo líder do PT. Mas o responsável, e a sua carreira política, começaram a cair em desgraça depois de ter sido considerado um dos principais rostos do esquema Mensalão, que consistiu na compra de votos de deputados brasileiros em 2005 e 2006.
 

A condenação de Dirceu desta quarta-feira, que está ainda sujeita a recurso, decorre de uma denúncia a que o Ministério Público Federal brasileiro deu provimento e que envolve o antigo aliado de Lula na prática de 129 actos de corrupção activa e de 31 actos de corrupção passiva entre os anos de 2004 e 2011. 

Ainda ligado ao PT - e entre os dez condenados que esta quarta-feira receberam penas entre os oito e os 23 anos - está também o nome de João Vaccari Neto. O antigo tesoureiro do Partido dos Trabalhadores viu ser-lhe aplicada uma pena de nove anos de prisão. 

Com conexões directas à estatal dos petróleos estão dois condenados - Renato de Souza Duque, ex-director, condenado a 10 anos de prisão por corrupção passiva, o mesmo crime que poderá colocar atrás das grades por 15 anos Pedro Barusco Filho, antigo gerente da empresa.

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