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Cronologia da operação Lava Jato

A operação Lava Jato teve início há precisamente dois anos e é considerada uma das maiores investigações de corrupção na história do Brasil. Veja a cronologia da investigação ao caso que apanha partidos políticos e empresários.

10. Sérgio Moro
André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 17 de Março de 2016 às 20:09
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Faz esta quinta-feira, 17 de Março, precisamente dois anos que teve início a operação Lava Jato. Recorde os passos da investigação liderada pelo juiz Sérgio Moro.

 

1.ª fase
17 de Março de 2014: Inicia-se a operação pela Polícia Federal brasileira. 17 pessoas são presas, entre elas encontra-se Alberto Youssef, o "doleiro" (cambista que negociava com dólares) suspeito de comandar todo o esquema.

 

2.ª fase
20 de Março de 2014: Paulo Roberto Costa, director de abastecimento da Petrobras, empresa estatal da área da energia, entre 2004 e 2012, é preso por suspeitas de destruir e ocultar documentos do esquema de corrupção.

 

5 de Abril de 2014: A revista Veja escreve que o deputado André Vargas, do PT, actuou com Alberto Youssef para a assinatura de um contrato entre o laboratório Labogen, do qual Youssef é investidor, e o Ministério da Saúde.

 

9 de Abril de 2014: André Vargas renuncia ao cargo de deputado federal depois da abertura de um processo de cassação de mandato por suposta quebra do "decoro parlamentar" devido às suas relações com Youssef.

 

3.ª fase
11 de Abril de 2014: A Polícia Federal vai à Petrobras recolher documentos.

 

5 de Maio de 2014: A investigação liga Youssef a outro deputado, Luiz Argôlo, do Partido Solidariedade.

 

14 de Maio de 2014: É aberta a investigação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado brasileiro, presidida pelo senador Vital do Rêgo.

 

19 de Maio de 2014: O líder dos abastecimentos da Petrobras Paulo Roberto Costa é libertado após decisão do Supremo Tribunal Federal.

 

4.ª fase
11 de Junho de 2014: Paulo Roberto Costa volta a ser preso pela Polícia Federal devido ao suposto perigo de fuga e às contas que o empresário manteria na Suíça, com depósitos de 23 milhões de dólares (mais de 20 milhões de euros).

 

5.ª fase
1 de Julho de 2014: A Polícia Federal prende João Procópio de Almeida, suposto administrador de contas de Alberto Youssef.

 

3 de Julho de 2014: O juiz do processo, Sérgio Moro, envia ao Supremo Tribunal Federal indícios de suposta relação de Youssef com o senador do Partido Trabalhista, Fernando Collor.

 

6.ª fase
22 de Agosto de 2014: A Polícia Federal faz buscas no Rio de Janeiro, em empresas ligadas a Paulo Roberto Costa.

 

24 de Agosto de 2014: A justiça brasileira faz o primeiro acordo de delação premiada (acordo de denúncia feito com a justiça a troco de redução de pena) com o operador de câmbio Luccas Pace Júnior.

 

6 de Setembro de 2014: Também num acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa revela que três governadores, seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais foram beneficiados com pagamentos de subornos.

 

24 de Setembro de 2014: Alberto Youssef também assina acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

 

1 de Outubro de 2014: Devido ao acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa é libertado e passa a cumprir prisão domiciliária.

 

9 de Outubro de 2014: Paulo Roberto Costa diz que o esquema de corrupção financiava vários partidos políticos (PT, PMDB e PP) e foi usado na campanha eleitoral de 2010.

 

7.ª fase
14 de Novembro de 2014: A Polícia Federal cumpre mandados de prisão, busca e apreensão em empresas como a Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht, suspeitando que havia um cartel de construtoras que desviavam dinheiros públicos. Entre os detidos está Renato Duque, ex-director de serviços da Petrobras.

 

16 de Novembro de 2014: Delatores confirmam terem pagado 154 milhões de reais (37,6 milhões de euros) a membros do Partido Trabalhista (PT) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

 

2 de Dezembro de 2014: Renato Duque é libertado.

 

8 de Dezembro de 2014: Segundo a revista Época, documentos revelam que a Camargo Corrêa pagou 886 mil reais (mais de 216 mil euros) a uma empresa do ex-ministro José Dirceu.

 
18 de Dezembro de 2014 - A CPI mista da Petrobras aprova o relatório final, feito pelo petista Marco Maia, recomendando ao MPF o indiciamento de 52 pessoas, mas segundo a Globo poupa os políticos.

8.ª fase
14 de Janeiro de 2015 - Ex-director da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, é detido pela Polícia Federal sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro.


28 de Janeiro de 2015: A presidente da Petrobras, Graça Foster, revela que a empresa perdeu 88,6 mil milhões de reais (21,1 mil milhões de euros) devido à corrupção ligada à Lava Jato.

 

4 de Fevereiro de 2015: Graça Foster e outros cincos directores renunciam aos cargos na Petrobras.

 

9.ª fase "My Way"
5 de Fevereiro de 2015: Operação Lava Jato entra na nona fase com 26 empresas a serem investigadas e 11 operadores próximos, segundo a Globo, a Renato Duque, como João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.
 

3 de Março de 2015: O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, envia ao Supremo Tribunal Federal uma lista com políticos a serem investigados na Lava Jato.

 

6 de Março de 2015: O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, autoriza a investigação a 47 ministros.

 

10.ª fase "Que País É Esse?"
16 de Março de 2015: Renato Duque, o empresário Adir Assad e Lucélio Góes.

 

11.ª fase "A Origem"
10 de Abril de 2015: O ex-deputado André Vargas é preso por ter usado um avião alugado por Youssef e suspeito de ter cometido tráfico de influências no Ministério da Saúde a favor de uma empresa do "doleiro".

 

12.ª fase
15 de Abril de 2015: O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é preso sob suspeita de receber subornos em contratos com a Petrobras.

 

22 de Abril de 2015: A justiça brasileira condena os primeiros oito réus da operação Lava Jato, entre eles estão Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

 

9 de Maio de 2015: A Folha de S. Paulo diz que o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, afirma que doou 7,5 milhões de reais à campanha de reeleição de Dilma Rousseff por medo de retaliação.

 

13.ª fase
26 de Maio de 2015: O ex-director da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, é condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.

 

14.ª fase "Erga Omnes"
19 de Junho de 2015: Os presidentes das empresas de construção Odebrecht e Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, respectivamente, são detidos. Segundo a investigação, as empresas agiam de forma sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras, que envolvia o pagamento de subornos a directores da empresa estatal por contas bancárias no exterior.

 

15.ª fase "Conexão Mônaco"
2 de Julho de 2015: É preso o ex-director da área internacional da Petrobras Jorge Zelada, que tinha sido citado por delatores como um dos beneficiários do esquema de corrupção.

 

14 de Julho de 2015: A polícia cumpre mandados de busca e apreensão em casa de seis políticos, na operação Politeia, um desdobramento da Lava Jato: Fernando Collor, Ciro Nogueira, Eduardo da Fonte, Mário Negromonte, Fernando Bezerra Coelho  e João Pizzolati.

 

24 de Julho de 2015: A investigação aponta que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias na Suíça para pagar propinas a ex-directores da Petrobras.

 

16.ª fase "Radioatividade"
28 de Julho de 2015: Polícia Federal prende o presidente da Electronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva.

 

17.ª fase "Pixuleco"
3 de Agosto de 2015: José Dirceu é preso indiciado de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O ex-ministro é suspeito de receber dinheiro de subornos da Petrobras através da sua empresa, a JD Consultoria.

 

5 de Agosto de 2015: A investigação aponta que o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello, do PTB (Partido trabalhista brasileiro), terá recebido entre 2010 e 2014 26 milhões de reais como pagamento de subornos.

 
18.ª fase "Pixuleco 2"
13 de Agosto de 2015: O ex-vereador do PT Alexandre Oliveira Correia Romano é preso.

 
17 de Agosto de 2015 - O ex-director da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano e Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, por corrupção e lavagem de dinheiro.

10 de Agosto de 2015 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresenta denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por alegado envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, denunciando, ainda, Fernando Collor de Mello.

4 de Setembro de 2015 - O ex-ministro José Dirceu e outras 16 pessoas são denunciados por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Também é apresentada denúncia contra o deputado federal Arthur Lira e seu pai, o senador Benedito de Lira.

11 de Setembro de 2015: A polícia pede autorização ao Supremo Tribunal para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suspeito de ter beneficiado do esquema de corrupção.

 

19.ª fase - "Nessum Dorma"
15 de Setembro de 2015 - O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outras 13 pessoas viram réus por corrupção e outros crimes.

21 de Setembro de 2015: A justiça condena o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ex-director da Petrobras Renato Duque e outras oito pessoas por crimes de corrução e lavagem de dinheiro.

 
22 de Setembro de 2015 - Ex-deputado federal André Vargas, seu irmão Leon Vargas e o publicitário Ricardo Hoffmann são condenados. Com a sentença, André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara, é o primeiro político a ser condenado no âmbito do Lava Jato.

29 de Setembro de 2015: O ex-deputado Pedro Corrêa é condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a 20 anos e 7 meses de prisão.

 

20.ª fase "Corrosão"
16 de Novembro de 2015: Nesta fase, a investigação tem o objectivo de procurar provas de crimes cometidos dentro da Petrobras.

 

21.ª fase "Passe Livre"
24 de Novembro de 2015: A Polícia Federal prende o criador de gado José Carlos Bumlai. O delator Fernando Baiano disse que pagou 2 milhões de reais a Bulmai referente a uma comissão a que o criador de gado teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula na negociação de um contrato.

 

25 de Novembro de 2015: O senador Delcídio do Amaral (PT), líder do governo no Senado, é preso pela Polícia Federal alegadamente ter tentado travar as investigações. O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu Nestor Cerveró, também são detidos.

22.ª fase "Triplo X"
27 de Janeiro de 2016: A operação tem como objectivo investigar suspeitos de abrir "offshores" e contas no exterior para ocultar e disfarçar os crimes de corrupção.

 

19 de Fevereiro de 2016 - Senador Delcídio do Amaral (PT) deixa a prisão após 87 dias, ficando com restrições.

23.ª fase "Acarajé"
22 de Fevereiro de 2016: A Operação Lava Jato tem agora como alvo o publicitário João Santana, que trabalhou nas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff e na campanha de 2006 do ex-presidente Lula da Silva. Os investigadores suspeitam que o publicitário foi pago pelos serviços prestados ao Partido Trabalhista com dinheiro oriundo de contratos fraudulentos da Petrobras.

 

3 de Março de 2016: Num acordo de delação, o senador Delcídio do Amaral disse que Lula e Dilma tentaram barrar a operação Lava Jato.

 

24.ª fase "Aletheia"
4 de Março de 2016: As autoridades brasileiras investigam a relação de Lula da Silva e dos seus familiares com construtoras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Lula é alvo de um mandado de condução coercitiva para prestar esclarecimentos. 

 

8 de Março de 2016: A Justiça Federal condena Marcelo Odebrecht a 19 anos de prisão por corrupção activa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

10 de Março de 2016: Procuradoria pede prisão preventiva para Lula da Silva, investigado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa de uma casa que alegadamente é do ex-presidente, mas que este não a declarou.

17 de Março de 2016: Lula da Silva iria tomar posse como ministro do governo de Dilma Rousseff, chefiando a Casa Civil, mas a tomada de posse foi suspensa por tribunal.

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