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FMI assume que vai rever crescimento mundial em alta

A diretora do FMI admitiu esta terça-feira uma revisão da economia mundial em alta para 2021 e 2022, em 5,5% e 4,2% respetivamente. Para isso contribuem os investimentos em medidas fiscais e o avanço da vacinação um pouco por todo o mundo.

O FMI disponibilizou cerca de 107.000 milhões de dólares em ajudas financeiras a 85 países Reuters
João Ruas Marques 30 de Março de 2021 às 17:00
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai rever em alta o crescimento económico global para o período de 2021 e 2022 no boletim que deve divulgar na próxima semana. Isto depois de governos em todo o mundo terem gasto mais de 16 biliões de dólares com medidas fiscais no combate à pandemia e ao seu impacto económico.

O FMI deve agora apresentar uma previsão de crescimento de 5,5% para o ano de 2021 e 4,2% em 2022, a nível global, devido, sobretudo, aos investimentos com gastos fiscais nos Estados Unidos e aos avanços no processo de vacinação de outras economias avançadas. Ainda assim, e segundo referiu esta terça-feira a diretora do fundo, Kristalina Georgieva, mantém-se o cenário de grande incerteza com os desenvolvimentos a diferirem de país para país, e mesmo dentro de cada um. 

De acordo com a Reuters, a diretora do FMI está preocupada com a vacinação "que não chega ainda a toda a gente nem a todo o lado. Demasiadas pessoas continuam a enfrentar a perda do emprego e um aumento da pobreza".

Segundo Kristalina Georgieva, as economias emergentes (excluindo a China) devem enfrentar uma quebra cumulativa do PIB per capita na ordem dos 20%, enquanto as economias mais desenvolvidas se ficam pelos 11%. 

FMI deve aumentar Direitos de Saque Especiais

Ao todo o FMI disponibilizou cerca de 107.000 milhões de dólares em ajudas financeiras a 85 países, durante a pandemia, mas os mais pobres parecem precisar de mais segundo as mais recentes estimativas citadas pela presidente do organismo: 200 mil milhões ao longo de cinco anos para recuperar da pandemia e 250.000 milhões para recuperar o terreno perdido para os países mais desenvolvidos.

Face às estimativas, Georgieva admitiu que o FMI está a trabalhar na expansão do fundo de Direitos de Saque Especiais em 650.000 milhões de dólares, o que permite ajudar sobretudo os países mais pobres ao acrescentar fundos às suas reservas sem que façam crescer a dívida.
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