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Gestora da ponte que caiu em Génova disponibiliza 500 milhões para famílias e reconstrução

Os responsáveis da Autostrade per l'Italia, entidade gestora da ponte que caiu em Génova, anunciaram que já estão disponíveis 500 milhões de euros para ajudar as famílias e a cidade e reconstruir a infra-estrutura.

Lusa 18 de Agosto de 2018 às 18:44
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A Autostrade per l'Italia, a entidade gestora da ponte que caiu em Génova, Itália, anunciou este sábado, 18 de Julho, que já estão disponíveis 500 milhões de euros para ajudar as famílias e a cidade e reconstruir a infra-estrutura.

 

"São fundos que estarão disponíveis a partir de segunda-feira", declarou em conferência de imprensa o administrador-delegado da sociedade que foi apontada como culpada da queda da ponte pelo Governo, Giovanni Castellucci.

 

A soma de 500 milhões de euros abrange um fundo de "milhões de euros" para os familiares das vítimas mortais, número este sábado estimado em 43, e "dezenas de milhões de euros" geridos pela autarquia da cidade portuária para realojar os habitantes de casas que estavam por baixo da ponte Morandi, que caiu na terça-feira, e ficaram afectadas pelos escombros.

 

"Temos um projecto que permite, em oito meses, entre demolição e reconstrução, ter uma nova ponte", garantiu o responsável, especificando que aquele prazo se inicia a partir da autorização da proposta pelas autoridades.

 

A empresa também vai obter "em tempo recorde" uma alternativa para os veículos pesados, perto do porto marítimo e, para facilitar a mobilidade na cidade, as auto-estradas na zona de Génova deixam de ser pagas a partir de segunda-feira.

 

Giovanni Castellucci e Fabio Cerchiai, presidente da empresa que gere cerca de metade dos seis mil quilómetros de auto-estrada do país, escusaram-se a falar acerca dos seus relatórios para o Governo, que iniciou na sexta-feira um procedimento para revogar a concessão do troço da ponte.

 

"Era uma ponte muito particular, mas considerada segura por todos aqueles que a examinaram. Alguma coisa se passou e cabe à justiça dizer o quê", explicou Giovanni Castellucci.

 

Não avançou possíveis causas para a queda da ponte Morandi, explicando que a empresa não teve acesso ao local e que a forte chuva que caia no momento do acidente escondeu as imagens da câmara de vigilância.

 

"Sabemos que devemos e podemos dar e fazer muito por Génova, e estamos determinados a fazê-lo com humildade, consistência e sentido de responsabilidade", insistiu o responsável, depois de ter iniciado a conferência de imprensa apresentando condolências de toda a empresa aos familiares das vítimas e à cidade.

 

Os dois dirigentes, a quem os líderes do Governo apelaram para se demitirem rapidamente, salientaram que, para já, vão manter-se nas suas funções.   

 

Na quinta-feira, o procurador da cidade italiana de Génova, Francesco Cozzi, admitiu que poderão existir 10 a 20 pessoas ainda soterradas nos escombros.

 

O Governo de Itália já admitiu que será "inevitável" que o número de mortos aumente à medida que os trabalhos de resgate prosseguem no terreno.

 

Entre os 15 feridos contabilizados, 10 ainda permaneciam hospitalizados na sexta-feira, dos quais seis em estado grave.

 

O executivo italiano exigiu a demissão da direcção da empresa Autostrade per l'Italia, filial da Atlantia e responsável pela gestão da ponte Morandi, bem como atribuiu parte da responsabilidade da tragédia às restrições orçamentais impostas pela União Europeia (UE).

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