Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Legislação sobre Hong Kong deve chegar hoje a Trump e ser aprovada

A legislação que pode vir a fragilizar (ainda mais) as relações entre os Estados Unidos e a China deverá ser aprovada, esta quinta-feira, por Donald Trump.

EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 21 de Novembro de 2019 às 08:04
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...

Donald Trump deverá aprovar a legislação que foi votada unanimemente pelo senado e que se debruça sobre os protestos em Hong Kong. Esta iniciativa já foi criticada pela China e espera-se que a luz verde da parte de Trump venha azedar as relações entre os dois países num momento-chave das negociações comerciais.

O presidente dos Estados Unidos da América deverá receber, já esta quinta-feira, 21 de novembro, a legislação que foi aprovada na terça-feira pelo Senado dos Estados Unidos acerca dos protestos em Hong Kong. No entretanto, o texto já passou pela Casa dos Representantes, que teria a sua própria versão do documento, mas que aprovou com rapidez a redação enviada pelos congressistas.

De acordo com uma fonte próxima do processo, citada pela Bloomberg, o líder da Casa Branca prepara-se para assinar a última aprovação necessária antes de a legislação ser efetivada.

O Senado norte-americano aprovou, com unanimidade, o "Ato de Democracia e Direitos Humanos de Hong Kong", uma legislação que pode alterar a relação dos Estados Unidos com esta região administrativa da China, numa altura em que escala a violência dos recentes protestos.

Conforme o texto aprovado, o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo teria de certificar, pelo menos uma vez por ano, que Hong Kong tem o grau de autonomia suficiente em relação à China para justificar o estatuto especial de que beneficia atualmente como parceiro comercial dos Estados Unidos. Este estatuto permite a Hong Kong um tratamento diferente daquele que é dado à China e é importante para a reputação como um centro financeiro de relevo mundial.

A China reagiu horas depois de o Senado ter aprovado a referida legislação, afirmando que "condena fortemente e opõe-se firmemente" à interferência dos Estados Unidos nesta matéria. De acordo com a Bloomberg, Pequim ameaçou retaliar, sem especificar de que forma.

Esta é uma questão fraturante sobretudo numa altura em que a China e os Estados Unidos estão a discutir um acordo parcial que permita reduzir as diferenças comerciais e chegar, posteriormente, a um entendimento mais abrangente que resolva as divergências e permita acabar com as tarifas aduaneiras que têm sido impostas de parte a parte e que têm sido responsáveis por um abrandamento da economia mundial, além do impacto nestas nações.

Ver comentários
Saber mais Senado dos Estados Unidos Hong Kong Donald Trump China Estados Unidos política governo (sistema) economia negócios e finanças executivo (governo) macroeconomia
Outras Notícias