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Ao minuto28.01.2026

Europa termina sessão com perdas pressionada por quedas da LVMH e ASML

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Bernard Arnault, CEO da LVMH
Bernard Arnault, CEO da LVMH Thibault Camus / AP
28 de Janeiro de 2026 às 17:32
28.01.2026

Europa termina sessão com perdas pressionada por quedas da LVMH e ASML

Os principais índices europeus terminaram a sessão desta quarta-feira com desvalorizações, à exceção do português PSI, com os resultados fracos apresentados pela dona da Louis Vuitton a pesarem sobre o sentimento dos investidores. Do lado geopolítico, as últimas ameaças de Donald Trump ao Irão também acabaram por minar a aposta dos investidores nos ativos de risco.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perdeu 0,75%, para os 608,51 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,29%, o espanhol IBEX 35 recuou 1,10%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,66%, o francês CAC-40 cedeu 1,06%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,52%, sendo que o neerlandês AEX caiu 0,45%.

No que diz respeito ao setor dos artigos de luxo, “o caminho de regresso ao crescimento para o setor, e para a LVMH como seu representante, continuará a ser acidentado nos próximos trimestres”, escreveu à Bloomberg Chiara Battistini, do JPMorgan. , anunciou a empresa durante o dia de ontem. A empresa liderada por Bernard Arnault afundou quase 8% na sessão.

Entre os restantes setores, o da saúde registou perdas de mais de 2%, enquanto a banca perdeu 1,30%. Por outro lado, o imobiliário liderou os ganhos com uma subida de 1,36%.

Já no que toca aos movimentos do mercado, a gigante tecnológica ASML cedeu quase 2%, depois de uma teleconferência entre investidores e a administração da empresa ter suscitado questões por parte de analistas sobre se a empresa poderá expandir a sua capacidade de produção a tempo de satisfazer a crescente procura por “chips”.

28.01.2026

Juros aliviam na Zona Euro em dia de perdas para índices bolsistas da região

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro fecharam com alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que os índices bolsistas do Velho Continente encerraram com perdas, com os investidores a mostrarem um maior apetite por ativos-refúgio, como é o caso das obrigações e de metais preciosos.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 1,7 pontos base para 2,856%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 0,9 pontos para 3,426%. Já em Itália, os juros recuaram 0,4 pontos para os 3,463%.

Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 1,5 pontos base para 3,206%, num dia em que , perfazendo o montante total que procurava em obrigações do Tesouro (OT) que vencem dentro de cinco e nove anos. Já a “yield” das obrigações espanholas cedeu 1,1 pontos para 3,218%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguiram a tendência inversa e agravaram-se em 1,9 pontos base, para 4,543%.

28.01.2026

Dólar recupera terreno face ao iene. Bessent diz que EUA não vão intervir no mercado cambial

dólar

O dólar está a registar valorizações face às suas principais concorrentes nesta tarde, ainda que continue a caminho da sua maior queda semanal desde abril, depois de

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,26%, para os 96,470 pontos, mantendo-se, ainda assim, perto de mínimos de quatro anos.

No que toca ao Japão, o dólar ganha 0,85%, para os 153,510 ienes, invertendo algumas das perdas expressivas registadas nas últimas sessões, depois de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent ter dito que os EUA não vão intervir no mercado cambial para apoiar o iene, após especulações terem crescido nos últimos dias de que os EUA e o Japão poderiam estar a preparar uma possível intervenção conjunta no mercado cambial para apoiar a divisa nipónica.

Por cá, a moeda única recua 0,74%, para os 1,196 dólares, depois de ter ultrapassado os 1,2 dólares pela primeira vez desde 2021. Já a libra desvaloriza 0,56%, para os 1,377 dólares, após ter tocado máximos de quatro anos face à “nota verde”.

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28.01.2026

Preços do petróleo valorizam e tocam máximos de quatro meses

Os preços do petróleo estão a negociar com ganhos em torno de 1% esta tarde e atingiram na sessão de hoje o valor mais alto desde o final de setembro, depois de uma tempestade ter interrompido a produção de petróleo bruto dos EUA, enquanto um dólar mais fraco e contínuas interrupções de produção no Cazaquistão dão um suporte adicional aos preços do crude.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 1,30%, para os 63,17 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,12% para os 68,33 dólares por barril.

Ambos os preços de referência estão a caminho da maior valorização mensal em termos percentuais desde julho de 2023. Do lado da oferta, as exportações de petróleo bruto dos portos da costa do Golfo do México caíram para zero no domingo, antes de recuperarem na segunda-feira, influenciados por uma forte tempestade do lado de lá do Atlântico.

Já noutros locais, a diminuição na produção do Cazaquistão também está a sustentar o aumento dos preços, embora o membro da OPEP+ espere que a produção no campo de Tengiz possa ser retomada gradualmente dentro de uma semana. Ainda do lado da oferta, espera-se que o cartel mantenha a pausa no aumento da produção de petróleo para março, decisão que será tomada na reunião da OPEP+ de 1 de fevereiro.

28.01.2026

Ouro ultrapassou 5.300 dólares e valoriza mais de 1%

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro está a negociar com ganhos nesta quarta-feira, depois de ter superado os 5.300 dólares por onça pela primeira vez durante a sessão de hoje, fixando um novo máximo nos 5.311,440 dólares por onça.

Depois de alguns "traders" terem aproveitado para retirar-mais valias, a esta hora, o metal amarelo pula 1,56%, para os 5.261,130 dólares por onça.

Já a prata soma 0,94% neste momento, para os 113,135 dólares por onça, depois de ter tocado na segunda-feira num novo máximo histórico de 117,713 dólares por onça.

Os preços do ouro seguem impulsionados pela incerteza económica e pelo enfraquecimento do dólar, com os investidores a aguardarem pela decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed) do lado de lá do Atlântico, enquanto se mantêm as preocupações em torno da independência do banco central.

Nesta linha, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que anunciaria em breve a sua escolha para substituir Powell, cujo mandato como presidente da Fed termina em maio.

O metal amarelo já valorizou mais de 20% desde o início do ano, sendo que a prata já soma quase 60% no mesmo período temporal.

28.01.2026

S&P 500 ultrapassa fasquia dos 7 mil pontos pela primeira vez. "Big tetch" impulsionam índices

S&P 500 ultrapassa os 7 mil pontos, impulsionado pelas 'big tech' em Wall Street

Os principais índices norte-americanos estão a negociar com uma maioria de ganhos na sessão desta quarta-feira, num dia histórico para o S&P 500 que ultrapassou hoje os 7 mil pontos pela primeira vez. Uma recuperação das “big tech” continua a impulsionar os índices bolsistas do lado de lá do Atlântico, com os investidores agora à espera da , enquanto aguardam pela , conhecida nesta quarta-feira.

O “benchmark” S&P 500 soma 0,23%, para os 6.994,90 pontos, depois de ter tocado num novo máximo histórico de 7.002,28 pontos no arranque das negociações. Já o Nasdaq Composite ganha 0,61%, para os 23.962,36 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,05% para os 48.981,21 pontos.

O “boom” das cotadas ligadas à área da inteligência artificial continua a desafiar as preocupações com o possível excesso de investimento das empresas nesta área. Os investidores terão mais pistas sobre este tema quando a Microsoft e a Meta Platforms divulgarem os seus resultados após o fecho da sessão.

Antes disso, espera-se que a Fed mantenha as taxas diretoras inalteradas e os investidores irão olhar para as perspetivas apresentadas por Jerome Powell, presidente do banco central, sobre o estado de saúde da maior economia mundial e sobre a trajetória da política monetária daqui para a frente.

“Neste momento, não se justificam cortes nas taxas, tendo em conta a melhoria dos dados do mercado de trabalho, os dados estáveis da inflação e o simples facto de a Reserva Federal ter acabado de concluir três cortes consecutivos nas taxas, sendo prudente adotar agora uma abordagem de esperar para ver”, disse à Bloomberg Glen Smith, da GDS Wealth Management.

Já quanto ao início da época de divulgação dos resultados das grandes empresas tecnológicas, Smith afirma não esperar muitas surpresas. “As ‘Sete Magníficas’ continuam a gerar fluxos de caixa extraordinários e, embora algumas das suas ações tenham tido um desempenho inferior ao do mercado em geral, continuamos a esperar que o setor tecnológico esteja entre os setores com melhor desempenho em 2026”, referiu o especialista.

Entre os movimentos do mercado, a fabricante de semicondutores Texas Instruments segue a ganhar quase 8%, depois de ter apresentado uma previsão robusta para o primeiro trimestre deste ano. Já a farmacêutica Eli Lilly perde mais de 2%, depois de ter fechado um acordo no valor de mais de 1,1 mil milhões de dólares com a empresa alemã de biotecnologia Seamless Therapeutics, para desenvolver terapias genéticas para perda auditiva.

Quanto às "big tech”, a Nvidia pula 1,81%, a Meta ganha 0,35%, a Apple cai 0,71%, a Alphabet valoriza 0,12%, a Amazon soma 0,86% e a Microsoft sobe 0,26%.

28.01.2026

Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,026%, continuou abaixo das taxas a seis (2,149%) e a 12 meses (2,246%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,149%, menos 0,005 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor cedeu, para 2,246%, menos 0,002 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também caiu, ao ser fixada em 2,026%, menos 0,013 pontos do que na terça-feira.

Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.

A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

28.01.2026

Europa no vermelho com resultados da dona da Louis Vuitton a eclipsarem ASML

bolsa europa euronext traders operadores

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em território negativo, com os maus resultados da dona da Louis Vuitton a eclipsarem uma euforia no setor tecnológico, provocada pelas encomendas acima das expectativas registadas pela ASML - a maior empresa do Velho Continente. 

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, cai 0,41% para 610,59 pontos, apesar de até ter chegado a negociar em território positivo esta manhã. O setor dos produtos de consumo, do qual a LVHM faz parte, é o principal fator de pressão para as ações da região neste momento, enquanto o setor mineiro e o tecnológico estão a conseguir amparar as quedas do principal índice do Velho Continente. 

As principais praças europeias têm tido alguma dificuldade em encontrar novos catalisadores para romperem com a turbulência que afetou os mercados financeiros na semana passada. O Stoxx 600 continua a negociar perto dos máximos históricos atingidos a meados de janeiro, mas não tem conseguido escapar do intervalo limitado em que tem vindo a negociar desde segunda-feira. No entanto, os analistas acreditam que o cenário pode mudar no curto prazo. "O setor tecnológico deverá impulsionar ainda mais os mercados, pelo que a recuperação ainda não terminou", antecipa Claudia Panseri, diretora de investimentos da UBS Wealth Management, à Bloomberg.

Um novo catalisador pode ainda vir do outro lado do Atlântico, com a Reserva Federal (Fed) norte-americana a terminar uma reunião de dois dias esta quarta-feira. Não se esperam novas mexidas nas taxas de juro, mas os investidores vão estar atentos à conferência de imprensa de Jerome Powell à procura de pistas sobre o futuro da liderança do banco central - numa altura em que a independência da autoridade monetária parece estar ameaçada pela atual administração dos EUA. 

Entre as principais movimentações de mercado, a ASML chegou a avançar 7,5% para um novo máximo de 1.309 euros, tendo entretanto reduzido os ganhos para 4,17%, depois de a tecnológica ter registado um recorde de encomendas em torno dos 13,2 mil milhões de euros no quarto trimestre do ano passado - um valor que fica bastante acima das previsões dos analistas, que apontavam para apenas 6,32 mil milhões. A empresa reviu ainda em alta o "guidance" para 2026 e anunciou que ia despedir 1.700 pessoas. 

Já a LVMH cai afunda 4,63% para 545,50 euros, depois de ter visto os seus . A queda foi, em parte explicada pela redução nas vendas, que recuaram 5% no ano passado para 80.807 milhões de euros - uma queda que a empresa atribui à evolução da taxa de câmbio das moedas nos diferentes mercados em que opera. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 0,32%, o espanhol IBEX 35 perde 0,703%, o italiano FTSEMIB desliza 0,54%, enquanto o britânico FTSE 100 desvaloriza 0,15%. Por sua vez, o francês CAC-40 lidera as perdas, ao cair 1,07%, enquanto o neerlandês AEX destoa da tendência, ao ganhar 0,81%, impulsionado pela ASML.

28.01.2026

Juros aliviam na Zona Euro após comentários de Kocher

Os juros das dívidas da Zona Euro estão a aliviar esta quarta-feira, com os investidores a aumentarem as expectativas em torno de um corte nas taxas de juro este ano por parte do Banco Central Europeu (BCE), depois de o governador austríaco, Martin Kocher, ter afirmado ao Financial Times que a autoridade monetária poderia ter de agir caso o euro continue a valorizar. 

"Se o euro continuar a valorizar-se cada vez mais, em algum momento isso poderá criar, naturalmente, uma certa necessidade de reagir em termos de política monetária", afirmou ao jornal britânico. "Não por causa da taxa de câmbio em si, mas sim porque essa taxa de câmbio se traduz em menos inflação, e isso, obviamente, é uma questão de política monetária", acrescentou Kocher.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam em 1,5 pontos-base para 2,857%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade perde 1,3 pontos para 3,422%. Já em Itália, os juros das obrigações a dez anos deslizam 1,3 pontos para os 3,452%.

Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a cair 1,7 pontos-base para 3,204% e as espanholas a perderem 1,5 pontos para 3,214%. Portugal vai esta quarta-feira ao mercado para emitir nova dívida a cinco e nove anos.  duplo de obrigações do Tesouro, com o qual pretende captar até 1.500 milhões de euros.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, estão a negociar inalterados nos 4,524%.

28.01.2026

Trump afunda "nota verde" e leva euro a negociar acima dos 1,20 dólares

Câmbio de moedas com dólar, euro e franco suíço

Pela primeira vez desde 2021, o euro conseguiu quebrar a barreira dos 1,20 dólares. As políticas erráticas de Trump têm deixado o dólar numa posição de fraqueza e os mais recentes comentários de que pressionaram ainda mais a divisa. Leia a notícia completa .

28.01.2026

Petróleo praticamente inalterado perto de máximos de quatro meses

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

O barril de petróleo está a negociar praticamente inalterado esta quarta-feira, com o foco dos investidores desviado para o dólar e para o ouro, numa altura em que o mercado ainda está a digerir as ameaças de Donald Trump, Presidente dos EUA, ao regime iraniano liderado por Ali Khamenei. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,08%, para os 62,44 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,1% para os 67,50 dólares por barril. Os dois contratos acabaram por acelerar mais de 3% na sessão anterior, atingindo o valor mais alto desde setembro, depois de o líder norte-americano ter reiterado que há uma "grande armada" a caminho do Médio Oriente. 

Trump diz esperar não a ter de usar, mas cresce assim a pressão sobre o regime iraniano - que tem enfrentado grande contestação popular e sido acusado de matar milhares de protestante. As tensões têm injetado o petróleo com um prémio de risco que levou a matéria-prima a inverter a tendência depressiva do ano passado, uma vez que o Irão é um dos grandes produtores de crude mundiais. 

"A venda massiva do dólar americano está a impulsionar o petróleo, juntamente com as preocupações persistentes em relação ao Irão", explica Warren Patterson, diretor de estratégia de commodities do ING Groep, à Bloomberg. "Também estamos a observar uma grande força nos 'timespreads', o que coloca em causa a visão amplamente defendida de que existe um excedente" no mercado, acrescenta. 

Para já, a Agência Internacional de Energia prevê que a oferta de petróleo exceda a procura em 2,5 milhões de barris por dia em 2026. A reversão dos cortes na produção de crude no ano passado da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), grupo do qual o Irão faz parte, contribuiu para o cenário, bem como a nova política dos EUA de "drill baby drill". 

28.01.2026

Ouro ultrapassa os 5.200 dólares com Trump a ajudar

Entrevista Paulo.mp4
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É mais um recorde para o ouro. O metal precioso conseguiu ultrapassar a marca dos 5.200 dólares esta quarta-feira, - mas, desta vez, mais impulsionado por um dólar mais fraco do que por uma corrida a ativos de refúgio e redução da exposição ao risco. 

Já depois de a "nota verde" ter atingido mínimos de quatro anos face a um cabaz de divisas concorrentes, onde se inclui o euro, . "O dólar está lindamente", defendeu esta terça-feira o Presidente dos EUA, com os investidores a conjeturarem a hipótese de a Casa Branca querer uma moeda mais fraca para impulsionar a competitividade das exportações do país. 

A esta hora, o ouro avança 2,08% para 5.287,75 dólares por onça, muito próximo do novo máximo histórico de 5.292,143 dólares. Estes ganhos seguem-se a uma valorização de 3,4% no dia anterior, aquele que foi o melhor dia para o metal amarelo desde que Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo no infame "dia da libertação". Desde o arranque do ano, o ouro já acelerou mais de 20%. 

Também os restantes metais preciosos estão a beneficiar com a fraqueza da "nota verde", com a prata a acelerar 2,33% para 114,69 dólares por onça, depois de ter conseguido fixar um novo máximo histórico nos 117 dólares na segunda-feira. Também a platina e o paládio estão a negociar em alta. 

As ações da administração Trump têm sido o principal motor do "rally" do ouro este ano. Desde as ameaças tarifárias à Europa que levaram a uma guerra diplomática por causa da Gronelândia até à intervenção na Venezuela que culminou na captura de Nicolás Maduro, o metal amarelo tem servido de reserva de valor e beneficiado de um aumento das tensões geopolíticas a nível global. 

Nesta terça-feira, numa análise no programa do Negócios no canal NOW, Paulo Monteiro Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, .

"Honestamente, não me surpreende esta subida do ouro. Surpreende-me mais a velocidade, a rapidez com que o tem feito, do que a tendência (...) Isto não se trata de uma bolha clássica, é uma mudança estrutural no sistema monetário internacional. Ou seja, o ouro, a meu ver, volta a reassumir o seu papel histórico como reserva de valor num mundo cada vez mais fragmentado. (...) Desde a guerra da Ucrânia, entrou um novo paradigma na negociação do ouro. Deixou de ser tanto um ativo financeiro e passou a ser também, cada vez mais, um ativo geopolítico".

28.01.2026

Ásia renova recordes. Resultados da ASML dão ímpeto à Europa

Foi mais uma sessão de recordes para a Ásia. O índice MSCI AC Asia Pacific Index acelerou mais de 1% esta quarta-feira, com as principais praças da região a serem impulsionadas pelas tecnológicas, numa altura em que os investidores aumentam a exposição ao setor em atencipação aos resultados de quatro das "sete magníficas" já esta semana. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, depois de a ASML ter apresentado resultados ao mercado e ter conseguido bater as previsões de encomendas dos analistas.

As atenções estão agora todas viradas para a Reserva Federal (Fed) norte-americana. O banco central deve manter as taxas de juro inalteradas, mas, mais do que mudanças na política monetária, os investidores vão estar à espera de pistas sobre o futuro da própria entidade e da sua liderança. Isto numa altura em que a Fed se movimenta sob a sombra da ameaça à sua própria independência, com o Departamento de Justiça dos EUA a investigar Jerome Powell. 

Pela China, o Hang Seng de Hong Kong liderou os ganhos regionais, ao avançar quase 2,4%, beneficiando da sua grande exposição ao setor tecnológico. Já o Shanghai Composite terminou a sessão com ganhos mais modestos, ao crescer apenas 0,27%. 

Já no Japão, o Kospi contrariou a tendência das restantes praças asiáticas e encerrou a negociação no vermelho, ao perder 0,79%. Por sua vez, o Nikkei, que passou grande parte da sessão em território negativo, conseguiu acelerar na reta final e acabar na linha d'água, com ganhos de 0,05%. Ambos os índices acabaram por ser penalizados pela valorização do iene face ao dólar, uma vez que as empresas japonesas são grandes exportadoras e uma divisa mais forte tende a deixá-las menos competitivas.

A "nota verde" já estava a negociar em mínimos de quatro anos contra o euro, quando Donald Trump, Presidente dos EUA, veio afirmar que . Em reação, os investidores acabaram por se afastar ainda mais da divisa norte-americana, numa altura em que a Casa Branca parece querer um dólar mais fraco para tornar as exportações mais competitivas. 

"A administração Trump está a assumir um risco calculado", explica Win Thin, economista-chefe do Bank of Nassau 1982, à Bloomberg. "O mercado cambial é o principal indicador do desconforto do mercado em relação às políticas e às perspetivas económicas de um país, por isso vale a pena ficar atento a esta fraqueza do dólar", acrescenta.

Pela Coreia do Sul, o Kospi atingiu novos máximos históricos, ao acelerar 1,69%, com o Presidente dos EUA a adotar um tom mais conciliador em relação às suas mais recentes ameaças tarifárias contra o país. "Vamos conseguir chegar a algum acordo", disse numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

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