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Ao minutoAtualizado há 14 min09h34

Ouro muito próximo dos 5.300 dólares. Comentário de Trump afunda dólar e dá gás ao euro

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Ouro ultrapassa os 5.200 dólares com Trump a ajudar
Ouro ultrapassa os 5.200 dólares com Trump a ajudar Mark Baker / Associated Press
09:34
há 15 min.09h33

Trump afunda "nota verde" e leva euro a negociar acima dos 1,20 dólares

Câmbio de moedas com dólar, euro e franco suíço

Pela primeira vez desde 2021, o euro conseguiu quebrar a barreira dos 1,20 dólares. As políticas erráticas de Trump têm deixado o dólar numa posição de fraqueza e os mais recentes comentários de que pressionaram ainda mais a divisa. Leia a notícia completa .

08h30

Petróleo praticamente inalterado perto de máximos de quatro meses

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

O barril de petróleo está a negociar praticamente inalterado esta quarta-feira, com o foco dos investidores desviado para o dólar e para o ouro, numa altura em que o mercado ainda está a digerir as ameaças de Donald Trump, Presidente dos EUA, ao regime iraniano liderado por Ali Khamenei. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,08%, para os 62,44 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,1% para os 67,50 dólares por barril. Os dois contratos acabaram por acelerar mais de 3% na sessão anterior, atingindo o valor mais alto desde setembro, depois de o líder norte-americano ter reiterado que há uma "grande armada" a caminho do Médio Oriente. 

Trump diz esperar não a ter de usar, mas cresce assim a pressão sobre o regime iraniano - que tem enfrentado grande contestação popular e sido acusado de matar milhares de protestante. As tensões têm injetado o petróleo com um prémio de risco que levou a matéria-prima a inverter a tendência depressiva do ano passado, uma vez que o Irão é um dos grandes produtores de crude mundiais. 

"A venda massiva do dólar americano está a impulsionar o petróleo, juntamente com as preocupações persistentes em relação ao Irão", explica Warren Patterson, diretor de estratégia de commodities do ING Groep, à Bloomberg. "Também estamos a observar uma grande força nos 'timespreads', o que coloca em causa a visão amplamente defendida de que existe um excedente" no mercado, acrescenta. 

Para já, a Agência Internacional de Energia prevê que a oferta de petróleo exceda a procura em 2,5 milhões de barris por dia em 2026. A reversão dos cortes na produção de crude no ano passado da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), grupo do qual o Irão faz parte, contribuiu para o cenário, bem como a nova política dos EUA de "drill baby drill". 

08h23

Ouro ultrapassa os 5.200 dólares com Trump a ajudar

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis
Entrevista Paulo.mp4
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É mais um recorde para o ouro. O metal precioso conseguiu ultrapassar a marca dos 5.200 dólares esta quarta-feira, - mas, desta vez, mais impulsionado por um dólar mais fraco do que por uma corrida a ativos de refúgio e redução da exposição ao risco. 

Já depois de a "nota verde" ter atingido mínimos de quatro anos face a um cabaz de divisas concorrentes, onde se inclui o euro, . "O dólar está lindamente", defendeu esta terça-feira o Presidente dos EUA, com os investidores a conjeturarem a hipótese de a Casa Branca querer uma moeda mais fraca para impulsionar a competitividade das exportações do país. 

A esta hora, o ouro avança 2,08% para 5.287,75 dólares por onça, muito próximo do novo máximo histórico de 5.292,143 dólares. Estes ganhos seguem-se a uma valorização de 3,4% no dia anterior, aquele que foi o melhor dia para o metal amarelo desde que Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo no infame "dia da libertação". Desde o arranque do ano, o ouro já acelerou mais de 20%. 

Também os restantes metais preciosos estão a beneficiar com a fraqueza da "nota verde", com a prata a acelerar 2,33% para 114,69 dólares por onça, depois de ter conseguido fixar um novo máximo histórico nos 117 dólares na segunda-feira. Também a platina e o paládio estão a negociar em alta. 

As ações da administração Trump têm sido o principal motor do "rally" do ouro este ano. Desde as ameaças tarifárias à Europa que levaram a uma guerra diplomática por causa da Gronelândia até à intervenção na Venezuela que culminou na captura de Nicolás Maduro, o metal amarelo tem servido de reserva de valor e beneficiado de um aumento das tensões geopolíticas a nível global. 

Nesta terça-feira, numa análise no programa do Negócios no canal NOW, Paulo Monteiro Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, .

"Honestamente, não me surpreende esta subida do ouro. Surpreende-me mais a velocidade, a rapidez com que o tem feito, do que a tendência (...) Isto não se trata de uma bolha clássica, é uma mudança estrutural no sistema monetário internacional. Ou seja, o ouro, a meu ver, volta a reassumir o seu papel histórico como reserva de valor num mundo cada vez mais fragmentado. (...) Desde a guerra da Ucrânia, entrou um novo paradigma na negociação do ouro. Deixou de ser tanto um ativo financeiro e passou a ser também, cada vez mais, um ativo geopolítico".

07h43

Ásia renova recordes. Resultados da ASML dão ímpeto à Europa

Foi mais uma sessão de recordes para a Ásia. O índice MSCI AC Asia Pacific Index acelerou mais de 1% esta quarta-feira, com as principais praças da região a serem impulsionadas pelas tecnológicas, numa altura em que os investidores aumentam a exposição ao setor em atencipação aos resultados de quatro das "sete magníficas" já esta semana. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, depois de a ASML ter apresentado resultados ao mercado e ter conseguido bater as previsões de encomendas dos analistas.

As atenções estão agora todas viradas para a Reserva Federal (Fed) norte-americana. O banco central deve manter as taxas de juro inalteradas, mas, mais do que mudanças na política monetária, os investidores vão estar à espera de pistas sobre o futuro da própria entidade e da sua liderança. Isto numa altura em que a Fed se movimenta sob a sombra da ameaça à sua própria independência, com o Departamento de Justiça dos EUA a investigar Jerome Powell. 

Pela China, o Hang Seng de Hong Kong liderou os ganhos regionais, ao avançar quase 2,4%, beneficiando da sua grande exposição ao setor tecnológico. Já o Shanghai Composite terminou a sessão com ganhos mais modestos, ao crescer apenas 0,27%. 

Já no Japão, o Kospi contrariou a tendência das restantes praças asiáticas e encerrou a negociação no vermelho, ao perder 0,79%. Por sua vez, o Nikkei, que passou grande parte da sessão em território negativo, conseguiu acelerar na reta final e acabar na linha d'água, com ganhos de 0,05%. Ambos os índices acabaram por ser penalizados pela valorização do iene face ao dólar, uma vez que as empresas japonesas são grandes exportadoras e uma divisa mais forte tende a deixá-las menos competitivas.

A "nota verde" já estava a negociar em mínimos de quatro anos contra o euro, quando Donald Trump, Presidente dos EUA, veio afirmar que . Em reação, os investidores acabaram por se afastar ainda mais da divisa norte-americana, numa altura em que a Casa Branca parece querer um dólar mais fraco para tornar as exportações mais competitivas. 

"A administração Trump está a assumir um risco calculado", explica Win Thin, economista-chefe do Bank of Nassau 1982, à Bloomberg. "O mercado cambial é o principal indicador do desconforto do mercado em relação às políticas e às perspetivas económicas de um país, por isso vale a pena ficar atento a esta fraqueza do dólar", acrescenta.

Pela Coreia do Sul, o Kospi atingiu novos máximos históricos, ao acelerar 1,69%, com o Presidente dos EUA a adotar um tom mais conciliador em relação às suas mais recentes ameaças tarifárias contra o país. "Vamos conseguir chegar a algum acordo", disse numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

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