Ryanair acrescenta quatro rotas em Portugal. Lisboa fica de fora por "esgotamento artificial"
Michael O'Leary continua a defender a solução dual Lisboa-Montijo a curto prazo para a capacidade aumentar e diz que não consegue crescer na capital. Para já, a Ryanair cresce nos outros aeroportos, onde há espaço.
A Ryanair vai acrescentar quatro novas rotas a Portugal, com partidas dos aeroportos do Porto e de Faro. Admitindo que não existe surpresa, a capital portuguesa continua sem receber novos destinos com a companhia aérea "low-cost".
Em conferência de imprensa, Michael O'Leary revelou que Varsóvia, Gotemburgo e Rabat são as ligações escolhidas. O aeroporto algarvio vai receber uma ligação direta a Varsóvia, onde vai estacionar permanentemente uma nova aeronave, num investimento de 100 milhões de euros, enquanto o Porto ganha três rotas diretas para Varsóvia, Gotemburgo e Rabat.
Isto significa que os aeroportos portugueses passam a contar com 30 aeronaves permanentes em solo nacional. Mas o CEO da companhia aérea irlandesa não está satisfeito e continua a defender a solução de abrir a infraestrutura do Montijo para complementar a Portela, para que o aeroporto de Lisboa continue a crescer.
"A Portela está artificialmente esgotada. Temos quatro aeronaves estacionadas em Lisboa, mas não conseguimos crescer porque não conseguimos ter mais 'slots'", destacou o irlandês.
"Portugal deve abrir no Montijo antes de 2028", sustentou O'Leary, adiantando que esta seria uma forma da Ryanair expandir a sua operação em Lisboa, indicando que podem duplicar a capacidade até 2030, caso a abertura desta solução avance antes de Alcochete.
Na visão do CEO da companhia "low-cost", o Governo português poderia optar por aumentar a capacidade atual do terminal 2 da Portela, o que permitiria transportar mais passageiros e "desconstranger" o bloqueio atual. "Têm um aeroporto disponível e não o usam, é uma desgraça. Todas as capitais da Europa matariam para ter um segundo aeroporto como o Montijo", vincou na apresentação.
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