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Recessão na Zona Euro começa mais cedo e será mais severa que nos EUA, diz Fitch

Desde 1980 será a quarta vez que as duas maiores economias do mundo terão uma recessão simultânea, prevê a Fitch, mas terão ritmos e profundidades distintas, com os Estados Unidos a entrarem mais tarde e a saírem mais cedo.

EPA
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 21 de Novembro de 2022 às 17:17
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De acordo com uma nota sobre as perspetivas das dívidas públicas para 2023, a agência de notação financeira prevê uma "recessão moderada nos EUA à medida que a Reserva Federal ajusta a política de taxas de juro para conter a elevada inflação, verificando-se uma deterioração da procura e da evolução do emprego". Mesmo assim, a Fitch acredita que se tratará de uma "recessão modesta pelos padrões históricos", uma vez que a capacidade financeira das famílias não está demasiadamente alavancada e as taxas de juro deverão "ter um pico próximo dos 5%".


Já para a Zona Euro, as perspetivas não são tão animadoras. "A recessão na Zona Euro vai começar mais cedo – ainda em 2022 – e será mais severa que nos Estados Unidos, uma vez que a crise do gás natural deverá conduzir a uma volatilidade considerável". A suportar esta conclusão está o facto de os indicadores do sentimento económico sugerirem que as "famílias e empresas estão preparadas para um choque e reduzir a despesa". Mais, estas condições não deverão "melhorar no curto prazo" e o ajustamento entre a procura e oferta de energia ainda será feita no futuro.


Inflação alta e persistente


A Fitch acredita que o pico da inflação deverá ser alcançado ainda em 2022, à "medida que o efeito das disrupções da oferta relacionado com a pandemia nos preços dos bens será menor, os preços mais baixos das commodities também serão transmitidos a outros preços e os efeitos base combinados acabarão por fazer descer a taxa de inflação em 2023".

 

Mas a recessão que se prevê nas duas maiores economias mundiais terá efeitos para lá das fronteiras destes blocos, o que deverá fazer sentir-se pelo enfraquecimento das importações das economias desenvolvidas. "As novas ordens aos países asiáticos com setores produtivos orientados para as exportações na China, Coreia do Sul e Taiwan têm estado em contração há vários meses e pressagiam maior debilidade em 2023."


A recuperação da China será mais modesta, prevê a agência de notação financeira, devido à "política covid zero e debilidades do mercado imobiliário".

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