Setor automóvel dá gás à Europa. Stoxx 600 fecha perto de novo máximo
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.
- 2
- ...
Juros agravam-se na Zona Euro em dia de maior apetite pelo risco
Os juros da dívida soberana na Zona Euro encerraram a sessão desta quinta-feira com agravamentos, num dia em que os investidores reforçaram a exposição das suas carteiras ao risco, com as principais praças europeias a terminarem a negociação em alta.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência, aceleraram 2,4 pontos base para 2,769%, enquanto a "yield" das obrigações francesas ganhou 3,2 pontos para 3,522%. Já, em Itália, agravaram-se 2,2 pontos para 3,466%.
Pela Península Ibérica, a tendência manteve-se, com os juros da dívida portuguesa e da espanhola com a mesma maturidade a subirem ambos 2,6 pontos base para 3,093% e 3,243%, respetivamente.
Fora da zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas negociarem com a tendência inversa, caíndo 1,3 pontos base para 4,433%, enquanto a "yield" das "Treasuries" norte-americanas avançam 3,1 pontos para 4,094%.
Ouro recupera com expectativas de corte de taxas. Prata recua depois de atingir recorde
Depois de ter atingido máximos históricos, a prata recua esta quinta-feira, interrompendo uma sequência de oito dias de ganhos enquanto os investidores retiram mais-valias, num momento em que o ouro recupera ligeiramente.
A prata recua 1,81% para 57,56 dólares por onça, enquanto o ouro ganha 0,24% para 4.243,20 dólares.
Os movimentos seguem-se à divulgação dos dados dos pedidos de subsídio de desemprego semanais dos EUA, que caíram para um mínimo de três anos, indicando que o mercado de trabalho está robusto.
Os dados não alteraram significativamente as expectativas de um corte das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) na reunião da próxima semana, o que normalmente impulsiona os metais preciosos, que não pagam juros.
Contudo, no caso da prata, a aceleração repentina em direção a um recorde de 59 dólares por onça levou a que houvesse uma correção por parte dos investidores. “Não pensamos que o ritmo de ganhos que vimos este ano para a prata seja sustentável daqui em diante”, referiu Ewa Manthey, estratega de commodities do ING Bank.
Petróleo acelera mais de 1% após ataque da Ucrânia a oleoduto russo
Os preços do petróleo estão a valorizar no mercado internacional, depois de um ataque ucraniano a uma infraestrutura energética russa ter levantado, mais uma vez, preocupações com o abastecimento global da matéria-prima. A ofensiva aconteceu numa altura em que as negociações para acabar com o conflito que vai entrar no seu quarto ano não estão a dar frutos, com os investidores a perderem a esperança de um acordo no curto prazo.
O WTI - de referência para os EUA – valoriza 1,36% para os 59,75 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 1,09% para os 63,34 dólares por barril. Os dois contratos já tinham encerrado a sessão anterior com ganhos expressivos, depois de o Presidente da Rússia ter rejeitado várias das propostas apresentadas pelos EUA para alcançar a paz na Ucrânia, apesar de Vladimir Putin até ter demonstrado abertura para continuar a negociar.
Esta quarta-feira, Kiev atingiu o oleoduto Druzhba na região central de Tambov, na Rússia - o quinto ataque ucraniano nesta infraestrutura, que serve países como a Hungria e Eslováquia. Apesar de a ofensiva ter causado estragos, o operador do oleoduto já esclareceu que não levou à interrupção da atividade, com as operações a funcionarem com normalidade.
"A campanha de ataques de drones da Ucrânia contra a infraestrutura de refinação russa passou para uma fase mais sustentada e estrategicamente coordenada", explicam os analistas da Kpler, num relatório de "research" a que a Reuters teve acesso. "Os ataques fizeram com que a produção russa caísse para cerca de 5 milhões de barris por dia (bdp) entre setembro e novembro - uma queda de 335 mil bpd em relação ao ano anterior, com a gasolina a ser a mais afetada", acrescentam.
Dólar estável à espera de indicador favorito da Fed para a inflação
A moeda norte-americana negoceia com oscilações reduzidas perante as principais divisas, com os traders a aguardarem pela divulgação, na sexta-feira, do índice de preços de consumo pessoal (PCE), o indicador preferido da Reserva Federal (Fed) para avaliar a inflação, referente a setembro. A maioria dos analistas continua a apostar que a Fed reduza as taxas federais na reunião deste mês.
O euro cede 0,01% perante a "nota verde" para os 1,167 dólares, perdendo 0,38% face à divisa nipónica, para 180,53 ienes e recuando 0,16%, para 0,8726 libras esterlinas.
Já o dólar cai 0,37% em relação à moeda japonesa, para 154,67 ienes, e perde 0,16% perante a divisa britânica, para 0,7476 libras.
Wall Street em ligeira alta à espera de novos catalisadores. Meta acelera mais de 3%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a penúltima sessão da semana em alta ligeira, numa altura em que os investidores continuam confiantes em relação a um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) na próxima semana, mas aguardam por novos catalisadores para levar Wall Street a máximos.
O S&P 500 arrancou a sessão com ganhos de 0,11% para 6.857,49 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,14% para 47.950,87 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,05% para 23.465,08 pontos. Os dois primeiros índices terminaram a negociação anterior em máximos de mais de três semanas, registando a sétima sessão em oito em alta, impulsionados por novos dados que apontam para um mercado laboral em enfraquecimento e uma inflação em queda.
Já esta quinta-feira foi revelado que o número de subsídios de desemprego pedidos na semana passada acabou por ficar abaixo das expectativas dos analistas. Foram 191 mil pedidos contra as previsões de 220 mil, ficando ainda abaixo dos da semana anterior, quando foram realizados 218 mil pedidos. Os dados mantêm um corte nas taxas de juro em cima da mesa, com o mercado de "swaps" a apontar uma probabilidade de 87% da Fed avançar com um alívio de 25 pontos-base na próxima semana.
"Os investidores estão a inclinar-se para a ideia de que uma política mais flexível está a caminho, o que está a alimentar o apetite pelo risco e a impulsionar tudo, desde as 'blue chips' até às empresas com pequena capitalização bolsista", explica Matt Britzman, analista sénior de ações da Hargreaves Lansdown, à Reuters.
Entre as principais movimentações de mercado, a Meta acelera 3,39% para 661,30 dólares, depois de a Bloomberg ter noticiado que a tecnológica vai cortar em 30% o orçamento para desenvolver o metaverso - um espaço social de realidade virtual. Já a Snowflake afunda 9,51% para 239,80 dólares, depois de a empresa de análise de dados em "cloud" ter apresentado uma previsão de receitas para o quarto trimestre que fica abaixo das expectativas - bastante elevadas - dos investidores.
Por sua vez, a Salesforce ganha 0,60% para 240,16 dólares, após a produtora de "software" ter revisto em alta as suas previsões de lucro e receitas para o próximo ano, antecipando um crescimento na sua plataforma de inteligência artificial (IA) devido ao que diz ser uma grande procura empresarial.
Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, no prazo mais longo para um terceiro novo máximo consecutivo desde o início de abril.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,055%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,126%) e a 12 meses (2,254%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,126%, mais 0,013 pontos do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou para um novo máximo desde 03 de abril, ao ser fixada em 2,254%, mais 0,003 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje para 2,055%, mais 0,026 pontos do que na quarta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa negoceia no verde com setor automóvel a pular mais de 2%
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em praticamente toda a linha esta manhã, com o apetite dos investidores pelo risco a manter-se ao início da sessão de hoje, entre sinais de desaceleração do mercado laboral norte-americano, que dão força às expectativas de que a Reserva Federal (Fed) poderá avançar com um corte de juros na sua reunião de dia 10 de dezembro. Setor automóvel está a apoiar a subida dos índices.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,22%, para os 577,47 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,66%, o espanhol IBEX 35 pula 0,33%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,09%, o francês CAC-40 avança 0,43%, o britânico FTSE 100 soma 0,05% e o neerlandês AEX ganha 0,07%.
O principal índice regional está a negociar cerca de 1% abaixo do seu último recorde atingido em novembro. Entretanto, os investidores aguardam pela divulgação dos dados referentes aos pedidos de subsídio de desemprego do lado de lá do Atlântico, conhecidos hoje. Estes números podem dar pistas sobre os próximos passos da Fed em termos de política monetária. A par disso, os valores do índice de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) de setembro - indicador de inflação preferido da Fed - deverão ser divulgados na sexta-feira.
O cenário para as ações europeias é “relativamente positivo” para o novo ano, diz à Bloomberg Ben Ritchie, da Aberdeen Investments, destacando a política monetária favorável dos EUA. “Acho que provavelmente continuaremos a ver um quadro económico bastante estável globalmente”, acrescenta o especialista.
O setor automóvel está a ganhar mais de 2% esta manhã, depois de o Bank of America ter elevado as suas perspetivas para as fabricantes de automóveis do Velho Continente, incluindo a Mercedes-Benz (+4,13%) e a Porsche (+4,03%).
O setor da tecnologia (+0,88%) também está a registar um desempenho positivo, enquanto os setores das "utilities” (-0,60%) e da saúde (-0,41%) estão entre os que mais perdem.
Quanto aos movimentos do mercado, a Schneider Electric avança mais de 3% e a Siemens soma 1,07% depois de analistas do JPMorgan terem aumentado a classificação de ambas as empresas.
Juros da dívida agravam com investidores mais propensos ao risco
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar nesta quinta-feira, num dia em que os investidores estão a mostrar maior apetite por ativos de risco, com as bolsas europeias a negociarem em território positivo. Neste sentido, a procura por obrigações é menor, o que faz aumentar o prémio a pagar. Também o ouro, outro ativo considerado como refúgio, segue a perder terreno.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a subir 1,1 pontos-base para uma taxa de 2,757%. Já em França, a subida dos juros da dívida é de 0,4 pontos-base para 3,494%. Em Itália a subida é de 0,9 pontos-base, para 3,453% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 0,9 pontos para 3,076%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem igualmente 0,9 pontos-base para 3,226%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,448%, uma subida de 0,2 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a agravar 2,1 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,085%.
No contexto internacional, as obrigações emitidas pelo Japão a 30 anos estão a pagar um juro menor, com um recuo de três pontos base para uma rendibilidade de 3,39%, o que reforça a aposta dos investidores nesta tipologia de investimento, numa altura em que o país asiático está a recuperar a confiança dos mercados. Um movimento que, no entanto, poderá não ser de continuidade.
"A pressão ascendente sobre a rendibilidade das obrigações de prazo mais longo poderá abrandar por algum tempo", sublinha o analista Ryutaro Kimura, da Axa Investment, citado pela Bloomberg.
Dólar negoceia estável, euro valoriza
A negociação cambial do dólar segue estável nesta quinta-feira de manhã, com os investidores à espera de mais dados económicos que permitam alinhar as expectativas sobre o rumo da política monetária norte-americana.
Uma nota dos analistas Thu Lan Nguyen e Antje Praefcke, da área de câmbio do Commerzbank, citada pela Reuters, sublinha que os investidores já incorporaram a provável descida de 25 pontos-base nas taxas de juro americanas na próxima semana. "O que vai ser decisivo para o dólar, no entanto, é se haverá pistas sobre a direção da política monetária das reuniões seguintes", lê-se no documento.
O índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, cede uns ligeiros 0,03% para 98.851 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,05% para 1,1677 dólares, enquanto a libra cede 0,07% para 1,3343 dólares. O dólar ganha 0,08% para 0,8002 francos suíços e cede 0,23% face à divisa japonesa, para 154,9000 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,12% para 0,8751 libras e recua 0,19% para 180,8600 ienes.
A valorização do euro acontece numa dia em que a Comissão Europeia avançou com um novo pacote de medidas destinadas a eliminar os obstáculos à integração dos mercados financeiros da União Europeia (UE).
Da Ásia chegam também novidades. O banco central da China fixou esta quinta-feira a taxa de câmbio de referência para o yuan abaixo do previsto pelos mercados, num sinal de que Pequim procura travar a recuperação da moeda face ao dólar. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Popular da China (BPC, banco central) no seu site oficial, a taxa de câmbio oficial foi fixada em 7,0733 yuans por dólar, 164 'pips' (um centésimo de 1%, medida utilizada em análises cambiais) abaixo das previsões mais difundidas entre investidores e analistas.
"O mais provável é que as autoridades queiram um ritmo de valorização mais suave para a moeda, especialmente dada a volatilidade esperada nas taxas de câmbio", afirmou Lynn Song, economista-chefe do ING para a China, citado pela Bloomberg.
Ouro e prata desvalorizam com retirada de mais-valias
Os preços do ouro negoceiam com perdas esta manhã, à medida que os “traders” aproveitam para retirar mais-valias, depois das recentes subidas do preço do metal precioso. Os investidores parecem estar a adotar uma postura mais cautelosa antes da reunião de dezembro da Reserva Federal (Fed) norte-americana, enquanto aguardam pela divulgação de importantes dados económicos que poderão indicar com maior clareza qual o rumo que a Fed irá seguir.
O metal amarelo perde 0,22%, para os 4.193,900 dólares por onça.
O mercado está, em grande parte, a prever que a Fed irá reduzir os juros diretores em 25 pontos-base na reunião da próxima semana. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, os “traders”apontam neste momento para uma probabilidade de cerca de 89% de um corte nas taxas na próxima semana, enquanto as principais corretoras também esperam uma flexibilização da política monetária na reunião de 9 a 10 de dezembro.
Os empregos no setor privado dos EUA recuaram em 32 mil no mês de novembro, a queda mais acentuada em mais de dois anos e meio, de acordo com o relatório de emprego da ADP divulgado na quarta-feira.
O foco passa agora para os dados semanais de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, a serem divulgados ainda hoje, e para o índice de despesas de consumo pessoal (PCE) de setembro, o indicador de inflação preferido da Fed, com divulgação prevista para esta sexta-feira.
No que toca à prata, o metal precioso desvaloriza 1,86%, para 57,41 dólares por onça, após ter atingido ontem um novo recorde nos 58,98 dólares por onça. A prata já valorizou mais de 100% até agora este ano.
Petróleo valoriza com ataques a oleoduto na Rússia. Fitch reduz previsões para preços do crude
Os preços do petróleo negoceiam com ganhos esta manhã, depois de ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas sinalizarem possíveis restrições ao abastecimento de crude, à medida que a paralisação das negociações em curso para pôr fim à guerra na Ucrânia estão a moderar as expectativas de um acordo para restaurar o fluxo de exportações de petróleo russo para os mercados globais.
O WTI - de referência para os EUA – valoriza 0,44% para os 59,21 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 0,30% para os 62,86 dólares por barril.
A Ucrânia atingiu o oleoduto Druzhba na região central de Tambov, na Rússia, de acordo com uma fonte de informação militar ucraniana citada pela Reuters. Mais tarde, a operadora do oleoduto afirmou que o abastecimento estava a decorrer normalmente através da infraestrutura de transporte de ”ouro negro".
“A campanha de drones da Ucrânia contra a infraestrutura de refinação russa passou para uma fase mais sustentada e estrategicamente coordenada”, avançou à agência de notícias a consultora Kpler através de um relatório.
“Isto fez com que a produção russa caísse para cerca de cinco milhões de barris por dia entre setembro e novembro, um declínio de 335 mil barris por dia em relação ao ano anterior, com a gasolina a ser a mais afetada e a produção de gasóleo também significativamente mais fraca”, acrescentou o relatório.
A perceção de que o progresso num plano de paz para a Ucrânia estava a estagnar também sustentou os preços, depois de os representantes do Presidente dos EUA, Donald Trump, terem saído das negociações para um acordo de cessar-fogo com o Kremlin sem avanços tangíveis. Trump afirmou que não era claro o que iria acontecer agora.
“O petróleo bruto provavelmente permanecerá preso numa faixa estreita enquanto os esforços de paz na Ucrânia continuam”, disse à Reuters Vandana Hari, da Vanda Insights, empresa de análise do mercado petrolífero.
Os ataques ucranianos a elementos e infraestruturas energéticas russas levou mesmo a Turquia a alertar para a ameaça ao transporte de petróleo e gás no mar Negro.
Noutro ponto, nesta quinta-feira, a Fitch Ratings reduziu as suas previsões para os preços do petróleo para 2025-2027, de modo a refletir o excesso de oferta no mercado e o crescimento da produção, que se prevê que ultrapasse a procura.
Ásia fecha em alta com Japão a liderar ganhos. Dados dos EUA impulsionam ações
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira em alta, com o Japão a liderar os ganhos entre os principais mercados bolsistas, entre sinais de que a recuperação global das ações está a ganhar força na reta final do ano. Os futuros do Euro Stoxx 50 avançam cerca de 0,70% a esta hora, apontando para uma abertura das praças do Velho Continente em alta.
Pelo Japão, o Nikkei pulou 2,33% e o Topix somou 1,92%. O sul-coreano Kospi cedeu 0,19%, depois de ter registado fortes ganhos nas últimas sessões, e o índice de referência de Taiwan subiu ligeiros 0,0096%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,56% e o Shanghai Composite caiu 0,057%.
O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu mais de 0,70%, fixando o seu melhor dia em cerca de uma semana, com setores como o industrial e o financeiro entre os que mais contribuíram para os ganhos.
Dados divulgados na quarta-feira mostraram que as empresas americanas reduziram o número de empregados em novembro pela primeira vez desde o início de 2023, reforçando as preocupações com um enfraquecimento mais pronunciado do mercado de trabalho. Nesta linha, os dados reforçaram as apostas dos investidores de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana irá avançar com uma nova flexibilização da política monetária na sua reunião deste mês. Os mercados atribuem agora uma probabilidade de mais de 90% de a Fed vir a reduzir os juros em 25 pontos-base este mês.
“O alívio com os dados de emprego da ADP de novembro nos EUA e as crescentes esperanças de uma redução das taxas pela Fed na próxima semana parecem estar a contribuir para um melhor sentimento”, disse à Bloomberg Homin Lee, da Lombard Odier Singapore.
O comércio e a geopolítica também estão a centrar as atenções dos investidores, com o encontro de hoje entre o Presidente francês Emmanuel Macron e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, onde se espera que ambos discutam uma série de temas, incluindo laços económicos, tensões comerciais, Taiwan e a guerra na Ucrânia. O secretário do Comércio norte-americano, Howard Lutnick, disse que os EUA esperam um grande compromisso de investimento por parte de Taiwan nas negociações comerciais entre estes dois países.
Entre os movimentos do mercado, as empresas de mineração asiáticas acompanharam a alta do cobre, já que um aumento nos pedidos para retirar o metal dos armazéns da London Metal Exchange agravou as preocupações de que as possíveis tarifas dos EUA sobre este metal possam alimentar uma redução na oferta global. O Zijin Mining Group, por exemplo, ganhou mais de 2%, enquanto a Jiangxi Copper avançou 1,58%.
Setor automóvel dá gás à Europa. Stoxx 600 fecha perto de novo máximo
As principais praças europeias encerraram a penúltima sessão da semana maioritariamente em alta, com Amesterdão a escapar à tendência, numa altura em que os investidores estão certos de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana vai avançar com um corte nas taxas de juro, apesar de o mercado laboral dos EUA dar alguns sinais de resiliência.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avançou 0,45% para 578,84 pontos, ficando a menos de 10 pontos dos máximos históricos atingidos no arranque de novembro. O setor automóvel liderou os ganhos desta quinta-feira, depois de o Bank of America ter revisto em alta a recomendação para uma série de empresas do ramo, incluindo a Mercedez-Benz Group e a Porsche.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,79%, o espanhol IBEX 35 pulou 0,97%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0329%, o francês CAC-40 avançou 0,43% e o britânico FTSE 100 somou 0,19%. Já o neerlandês AEX perdeu 0,20%.
Com o principal índice da região a aproximar-se de valores recorde, Ben Ritchie, analista da Aberdeen Investments, considera que o cenário em 2026 para as ações europeias é "relativamente positivo" - muito devido à continuação do ciclo de flexibilização monetária nos EUA. "Acho que provavelmente vamos continuar a ver um cenário económico bastante estável a nível global", antecipa.
Os investidores vão estar atentos a uma nova ronda de negociações entre os EUA e a Ucrânia. O enviado dos EUA para a Ucrânia, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, vão reunir-se com o principal negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, em Miami, após um encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, que acabou sem grandes avanços.
Entre as principais movimentações de mercado, a Schneider Electric acelerou 3,51% e a Siemens Energy ganhou 2,72%, depois de o JP Morgan ter revisto em alta a recomendação para as duas empresas, afirmando que continuam otimistas em relação ao setor europeu de bens de capital. Já a Philips afundou 5,61%, a maior queda do "benchmark" europeu, após analistas do banco norte-americano Citi terem alertado para o impacto das tarifas e do mercado chinês nas contas da empresa em 2026.
Últimos eventos
Últimos eventosMais lidas