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Rússia pede “cabeça fria”. China pede à Coreia que pare. EUA pedem sanções mais duras

Os EUA defendem que é preciso impor sanções históricas à Coreia do Norte. Já a Rússia e a China apelam ao diálogo.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 04 de Setembro de 2017 às 17:06

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se esta segunda-feira, a pedido dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Coreia do Sul, por causa dos testes nucleares da Coreia do Norte, que diz ter detonado, com sucesso, uma bomba de hidrogénio mais avançada. 

A abordagem dos vários países foram distintas. Rússia e China defendem que só através do diálogo será possível chegar a bom porto. Já os EUA e a Coreia do Sul defendem mais sanções, com os EUA a defenderem que sejam votadas novas sanções já na próxima segunda-feira. 


O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, defendeu que é "urgente manter a cabeça fria e refrear qualquer acção que possa escalar as tensões" entre os envolvidos. "Um acordo abrangente sobre o nuclear e outros assuntos relacionados com a península coreana só pode ser alcançado através dos canais diplomáticos, incluindo através de um aumento dos esforços de mediação do secretário-geral das Nações Unidas", defendeu o representante russo.

 

Já a China apelou à Coreia do Norte "para parar com acções que são erradas". "Apelamos veementemente [para que a Coreia do Norte] pare de tomar acções que são erradas, que deterioram a situação e que não estão em linha com os seus próprios interesses e que regresse verdadeiramente ao caminho de resolução da situação através do diálogo", afirmou o embaixador da China na ONU, Liu Jieyi.

 

Já os EUA defendem que chegou o momento de impor "as sanções mais duras possíveis" à Coreia do Norte, depois do país ter encetado o sexto, e maior, teste nuclear. "Basta", defendeu Nikki Haley, perante o conselho de segurança da ONU. A representante dos EUA afirmou que Kim Jong-un está a "pedir uma guerra".

 

"Apesar dos nossos esforços, o programa nuclear da Coreia do Norte está mais avançado e mais perigoso do que nunca", salientou a responsável americana. "Guerra não é algo que os EUA queiram. Não queremos isso agora. Mas a paciência do nosso país não é ilimitada", acrescentou. Dito isto, a responsável adiantou que os EUA estão a preparar um projecto de resolução de novas sanções e que o objectivo é que este seja votado já na próxima segunda-feira, 11 de Setembro.

Paralelamente, os presidentes da Rússia e da Coreia do Sul, Vladimir Putin e Moon Jae-in respectivamente, realizaram uma chamada telefónica onde falaram sobre a situação da região. Putin, apesar de condenar a actuação da Coreia do Norte, reiterou que a situação só poderá ser resolvida por via diplomática.

 

Kremlin defende que o último teste nuclear realizado por Pyongyang cria sérias ameaças à paz e à segurança da região.

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