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UE aprova tarifas sobre 21 mil milhões de euros de produtos "made in USA"

A maioria dos países da União Europeia aprovou a sua primeira medida de retaliação contra as tarifas de Donald Trump: vai impor tarifas sobre um conjunto de produtos importados aos Estados Unidos. Na maior parte dos casos, serão de 25%. Algumas entram em vigor já na próxima semana.

Olivier Matthys / Lusa-EPA
09 de Abril de 2025 às 14:11

Os Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram nesta quarta-feira, 9 de abril, uma primeira onda de retaliação às tarifas de Donald Trump: contra os 25% sobre a entrada de aço e alumínio europeu nos Estados Unidos (EUA), Bruxelas vai impor 25% sobre um conjunto de bens norte-americanos e 10% sobre uma outra parte. 

A maioria dos 27 estados-membros da UE votou na quarta-feira a favor das tarifas, sendo que algumas vão entrar em vigor já na próxima semana, dia 15 abril. Segundo a Bloomberg, as tarifas vão afetar estados norte-americanos politicamente sensíveis, incidindo sobre produtos como a soja da Louisiana, estado do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, além de diamantes, produtos agrícolas, aves e motos.

Esta é a primeira resposta europeia à crescente guerra comercial global iniciada pelos EUA, que impuseram uma tarifa universal de 20% sobre quase todas as exportações europeias, em cima de um taxa aduaneira de 25% sobre aço e alumínio e de25% sobre automóveis. Trump prometeu ainda tarifas adicionais sobre a madeira, chips, semicondutores e produtos farmacêuticos. As tarifas de Trump atingem cerca de 380 mil milhões de euros em produtos da UE.

A UE espera introduzir as taxas sobre um segundo conjunto de produtos nesta lista em meados de maio e, por fim, sobre os restantes a 1 de dezembro (dando assim tempo para negociar com os EUA). 

A lista - que inclui mais de 1600 grupos de produtos, num total de 21 mil milhões de euros de importações aos EUA- resulta de um processo de consulta com os Estados-membros e a indústria e foi elaborada com o objetivo de "evitar retaliações mais prejudiciais à economia europeia", segundo um diplomata europeu. 

O bourbon escapou às contramedidas da UE, depois de a França e Itália terem pressionado a Comissão Europeia, já que o presidente dos EUA ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e destilados se o whiskey americano fosse incluído.

(Notícia atualizada às 14:27 com mais informação)

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