Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil. Japão afasta operação no estreito de Ormuz
Acompanhe os desenvolvimentos desta segunda-feira relativos ao conflito no Médio Oriente. Guerra dos EUA e Israel contra o Irão, que se alastrou a outros países, entrou na terceira semana.
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Teerão ameaçou atacar as infraesturas da televisão Iran International
As Forças Armadas do Irão ameaçaram os países da região que cooperam com a televisão Iran International, sediada em Londres, afirmando que as infraestruturas regionais do canal foram consideradas objetivos militares.
No domingo, as autoridades iranianas anunciaram a detenção de pelo menos 18 pessoas no Irão acusadas de enviar imagens e informações para a estação de televisão.
O Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado no domingo à noite disse que o canal de televisão utiliza satélites e infraestruturas mediáticas de "certos países da região".
Para os militares de Teerão o canal de televisão cria tensões, "fabrica narrativas falsas" que servem os interesses dos Estados Unidos e o Governo de Israel.
Em 2022 o Irão classificou a Iran International como "organização terrorista" relacionando-a com o Governo de Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal estaria sujeita a sanções.
Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil sobre veículo
Um palestiniano foi esta segunda-feira morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.
As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado.
A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.
Japão liberta reservas estratégicas e não prevê operação no estreito de Ormuz
O Japão vai libertar as reservas estratégicas de petróleo, dando início a uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia, mas não considera enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, como pediu Donald Trump.
Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram na quarta-feira a libertação de 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão.
Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos.
A agência tinha dito no domingo que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março".
O Japão, muito dependente do petróleo da região em guerra, confirmou hoje que iria recorrer - a partir de hoje - às suas reservas estratégicas.
O Governo reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo nacional.
Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, manifestou a intenção de libertar também 'stock' proveniente das reservas do Estado, representando um mês de consumo. Tal poderá ocorrer no final de março.
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