Banco de Inglaterra mantém taxa de referência em 3,75%. Fantasma da inflação afastou hipótese de corte
O Banco de Inglaterra manteve esta quinta-feira a principal taxa diretora em 3,75%, adiando indefinidamente o regresso ao objetivo de inflação de 2%, devido à explosão dos preços da energia com o conflito no Médio Oriente.
A decisão foi amplamente antecipada depois de os Estados Unidos e Israel começarem a bombardear o Irão em 28 de fevereiro.
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Até então, era visto como quase certo que o Banco da Inglaterra cortaria as taxas de juros, já que a inflação no Reino Unido deveria cair para o objetivo de 2% nos próximos meses.
A guerra no Irão fez muito para desestabilizar aquelas previsões, bem como as estimativas económicas globais mais amplas, especialmente no que diz respeito ao impacto que terá nos preços.
Quanto mais longa for a guerra no Irão e o bloqueio associado do Estreito de Ormuz, maior será a dor económica. Um quinto do petróleo bruto mundial passa pelo estreito.
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"A guerra no Oriente Médio elevou os preços da energia em todo o mundo", "isso já é visível nos postos de gasolina, e, se continuar, isso contribuirá para contas de energia mais altas para os lares este ano", declarou o governador da instituição monetária, Andrew Bailey.
Na quarta-feira, a Reserva Federal dos EUA (Fed) também manteve as taxas de juro e alertou para perspetivas cada vez mais incertas.
A próxima reunião de política monetária do Banco de Inglaterra realiza-se em 30 de abril.
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