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Costa diz taxativamente, e em inglês, que "fará o que for preciso para ter finanças públicas saudáveis"

O primeiro-ministro reforçou a importância de manter as finanças públicas saudáveis e garantiu que não vai prescindir desse objetivo.

Miguel Baltazar
Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 03 de Novembro de 2021 às 11:20
"We will do whatever it takes to have sound public finances" – foi assim mesmo, interrompendo o discurso em português para o afirmar em inglês, que o primeiro-ministro reforçou o compromisso com "finanças públicas saudáveis" e "contas certas". António Costa discursava no encerramento da sessão solene comemorativa do 175.º aniversário do Banco de Portugal, em Lisboa.

"Vamos fazer o que for preciso para garantir finanças públicas saudáveis", disse António Costa, evocando o famoso "whatever it takes" de Mario Draghi, fundamental para dar confiança à zona euro no tempo da crise de dívidas soberanas. O primeiro-ministro defendeu que "é preciso garantir um policy mix que não ponha em causa a recuperação económica e que, pelo contrário, a robusteça".

Disse ainda que o objetivo de manter as "contas certas" não é contrário ao aumento do investimento. "Reduzir o défice e a dívida não são um constrangimento, são um objetivo que articulamos com o aumento do investimento, salários, pensões. São as contas certas", frisou Costa.

O primeiro-ministro falava no mesmo dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reúne o Conselho de Estado para decidir se dissolve a Assembleia da República e convoca eleições antecipadas, na sequência do chumbo do Orçamento do Estado apresentado pelo Governo para 2022.

Uma das principais críticas feitas pelos antigos parceiros da esquerda, PCP e BE, em relação à estratégia do Executivo socialista foi manter como prioridade a redução do défice e da dívida pública, em detrimento de mais apoios às famílias e empresas, e de mais dotação para os serviços públicos.

Costa diz que país teve maior investimento empresarial de sempre

Costa defendeu que a estratégia socialista permitiu baixar os custos de financiamento ao país em três mil milhões de euros, face a 2015, e que o Governo conseguiu resolver outros défices estruturais da economia, como a falta de qualificações.

O primeiro-ministro assinalou que no primeiro semestre deste ano foi registado "o nível mais elevado de investimento empresarial em Portugal desde que há registo" e sublinhou a importância das medidas tomadas para reagir à pandemia.

Depois, defendeu que as iniciativas de âmbito europeu serão fundamentais, nomeadamente, a manutenção de condições de financiamento acomodatícias e os programas como o SURE e o NextGeneration EU. António Costa argumentou ainda o país deverá retomar a convergência com os parceiros do euro, aproveitando para isso o PRR e o SURE.

(Notícia atualizada às 12:08 com mais informação)
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