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Ao minuto18h12

Semana termina com recorde para o Stoxx 600. Glencore dispara 10%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

Novo recorde para o Stoxx 600
Novo recorde para o Stoxx 600 Luca Bruno/AP
18:12
18h10

Semana termina com recorde para o Stoxx 600. Glencore dispara 10%

bolsa europa euronext

As bolsas europeias terminaram a última sessão da semana pintadas de verde, à exceção da praça espanhola que terminou quase inalterada. O otimismo surgiu com o relatório de emprego nos EUA, que cimentou as expectativas de um novo corte de juros em 2026. Na reunião deste mês, os analistas acreditam que o banco central norte-americano deixe os juros inalterados. 

Os especialistas consultados pela Bloomberg dizem que os dados não são "catastróficos" e que a Reserva Federal deverá contentar-se com os números hoje publicados - que demonstraram um crescimento lento no mercado laboral norte-americano. 

Assim, o índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, está de regresso aos recordes, tendo hoje subido 0,97% para 609,67 pontos, um novo máximo histórico. O impulso surgiu sobretudo do das ações de tecnologia, com o setor a disparar 3,5%. Também o setor que agrega as ações ligadas ao petróleo e ao gás subiu 2,5%, os recursos básicos somaram 2% e os títulos de media 2,5%. 

Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 recuou 0,03%, o francês CAC-40 ganhou 1,44%, o britânico FTSE 100 saltou 0,8%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,1% e o alemão Dax avançou 0,53%. O neerlandês AEX disparou 2,4%. 

Entre os principais movimentos do mercado, o setor "tech" atingiu máximos de 18 meses nos 907,99 pontos, contagiado pelas receitas da taiwanesa TSMC, A holandesa ASML valorizou mais de 6%, .


No dia em que se duas gigantes da mineração, a primeira terminou com ganhos de quase 10% e a segunda acabou por cair 6,27%.

Já a L'Oréal saltou 6,32% para a maior subida desde setembro de 2024, após o UBS ter começado a recomendar a compra das ações da empresa, prevendo melhorias no crescimento do negócio. 

17h32

Juros aliviam na Zona Euro. "Gilts" com maior queda desde abril

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão maioritariamente com alívios ligeiros, conseguindo ignorar os movimentos do outro lado do Atlântico, depois de uma nova leitura sobre o mercado de trabalho ter alimentando a narrativa de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana não vai cortar nas taxas de juro na reunião deste mês. 

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, mantiveram-se inalteradas nos 2,861%, enquanto os juros da dívida francesa com a mesma maturidade cederam 0,6 pontos base para 3,521% e os das obrigações italianas caíram 1,4 pontos para 3,493%. 

Pela Península Ibérica, a tendência também foi de ligeiros alívios, com os juros da dívida portuguesa também a dez anos a deslizarem 0,9 pontos base para 3,096% e a "yield" das obrigações espanholas a recuar 0,8 pontos para 3,245%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos registaram o maior alívio semanal desde abril do ano passado, aliviando 3 pontos base para 4,373%, numa altura em que os investidores estão cada vez mais otimistas em relação a novos cortes nas taxas de juro por parte da Fed. 

17h31

Ouro avança apesar de mercados apostarem numa pausa no corte de juros

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro está a negociar em território positivo esta sexta-feira, apesar de os investidores estarem convencidos de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana vai manter os juros diretores na reunião de janeiro, após a taxa de desemprego nos EUA ter caído mais do que o esperado em dezembro. 

A esta hora, o metal amarelo acelera 0,65% para 4.506,58 dólares por onça, encaminhando-se para fechar mais uma semana de ganhos, com os "traders" ainda a apontarem para dois cortes nas taxas de juro este ano. O ouro tende a beneficiar de uma política monetária mais flexível, uma vez que não rende juros, com os alívios do ano passado a darem ao metal precioso o melhor desempenho desde 1979. 

Em dezembro, a economia norte-americana criou 50 mil empregos, abaixo dos 60 mil esperados pelos economistas. Os dados de novembro foram revistos em baixa, passando dos 64 mil postos de trabalho para 56 mil. No entanto, a taxa de desemprego acabou por cair de forma inesperada, atingindo os 4,4%. 

Mesmo com os investidores menos otimistas em relação ao futuro da política monetária, os analistas da Metals Focus antecipam que o preço do ouro e outros metais preciosos continue numa tendência altista, "à medida que as persistentes incertezas económicas e geopolíticas continuam a apoiar a diversificação de carteiras" dos investidores. 

Neste momento, o metal amarelo continua a beneficiar de um aumento das tensões geopolíticas, após o ataque dos EUA à Venezuela e as ameaças de Donald Trump à soberania de outros países, e das tensões comerciais entre China e Japão, depois de Pequim ter banido a exportação de produtos de "dual-use", ou "dupla utilização", para empresas militares. 

17h29

Dólar lidera ganhos após dados do emprego e adiamento do Supremo

dólar

O dólar norte-americano é a divisa que mais sobe esta sexta-feira, depois de os dados da criação de emprego nos EUA terem cimentado as apostas de que a Reserva Federal dos EUA vai manter as taxas de juros inalteradas na reunião deste mês. 

O euro cede 0,18% para 1,1639 dólares e, face à divisa nipónica, o dólar soma 0,71% para 157,99 ienes. Já o índice do dólar DXY ganha 0,18% para 99,108 pontos, o valor mais alto em quase um mês e o quarto dia de avanços consecutivo. Na semana, o índice deverá valorizar 0,5%. 

, abaixo das estimativas dos analistas, o que significa que as empresas estão cautelosas nas contratações. Já a taxa de desemprego desceu para 4,4%. Os dados vieram lançar dúvidas sobre a profundidade dos cortes de juros pelo banco central este ano, o que tende a favorecer a moeda americana.

A impulsionar a subida da "nota verde" está ainda que poderia agitar as águas do mercado de câmbio. Caso sejam consideradas ilegais, os EUA podem ter de devolver cerca de 150 mil milhões de dólares. 

"É possível que o Tribunal encontre uma maneira de mitigar o impacto do fluxo fiscal em termos de reembolsos ou do que podem fazer no futuro. Mas se anularem tudo completamente, acreditamos que o mercado de títulos reagirá muito mal", explicou Steve Englander, da Standard Chartered, à Reuters.

Os analistas consultados pela Bloomberg dizem que os investidores têm cada vez mais dificuldade em fazer perspetivas para o dólar e para os mercados em geral este ano, com os EUA nas mãos de Donald Trump. 

As tarifas e as ameaças de domínio militar da Casa Branca aumentaram a incerteza e a instabilidade nos mercados, pondo em risco o papel do dólar como moeda dominante. No entanto, a divisa americana parece ter aguentado os desafios. "Os mercados estão a dar conta de que algumas destas coisas são transitórias e que vão ser superadas”, disse Chris Gunster, da Fidelis Capital Partners, que prevê ainda que a "nota verde" negoceie de forma mais estável em 2026.

16h23

Escalada de protestos no Irão dá salto de 2% ao petróleo

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo estão a valorizar esta tarde devido , o que leva o mercado a novas preocupações relativamente a uma possível interrupção da produção e abastecimento, já que o país é um dos maiores produtores de "ouro negro" do Médio Oriente.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado intervir no país caso os manifestantes fossem visados. No entanto, Teerão afirmou que os “manifestantes violentos” que danificarem propriedades públicas ou entrarem em confronto com as forças de segurança poderão enfrentar a pena de morte.

Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 2,58%, para os 59,25 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 2,32% para os 63,45 dólares por barril. Na semana, o Brent está a caminho de uma valorização de 3%, enquanto o WTI sobe 1,8%.

Os protestos têm levado a interrupções no tráfego aéreo do país, que produz mais de três milhões de barris de petróleo bruto por dia. Estes receios vêm juntar-se a outros antigos: as consequências da guerra da Ucrânia e Rússia. 

As tensões renovadas no Médio Oriente ofuscaram os desenvolvimentos na Venezuela. Esta sexta-feira, os preços do crude chegaram a cair, Ainda assim, a perseguição dos EUA aos petroleiros continua.

“O petróleo bruto continua preso numa complexa 'dança' entre o aumento do risco geopolítico e o aumento dos 'stocks'”, disse Robert Rennie, do Westpac Banking, acrescentando que os preços poderão cair para os 50 dólares por barril este trimestre caso se registe um aumento da produção no país. 

O mercado aguarda agora pelo resultado da reunião entre os executivos do setor desta sexta-feira, em Washington. Trump disse já que as gigantes petrolíferas irão investir pelo menos 100 mil milhões na produção venezuelana. 

Apesar de ontem o do Presidente para ordenar novos ataques contra a Venezuela, Donald Trump não deverá promulgar o documento.

14h51

Wall Street avança com apostas em corte de juro intactas

Wall Street.

As bolsas norte-americanas estão a registar valorizações, mesmo depois de os dados da criação de emprego do lado de lá do Atlântico não terem ficado de acordo com as expectativas dos analistas, que dizem que o relatório é "uma mistura de coisas boas e más". 

Neste contexto, o S&P 500 sobe 0,32% para 6.943,86 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite soma 0,09% para 23.500,44 pontos e o industrial Dow Jones ganha 0,4% para 49.462,77 pontos. 

abaixo dos 60 mil esperados pelos economistas. Os dados de novembro foram revistos em baixa, passando dos 64 mil postos de trabalho gerados para 56 mil. 

“Continuamos a observar um ambiente em que as empresas são lentas a contratar e lentas a demitir. A principal conclusão do relatório de hoje é que há mais boas notícias do que más no primeiro relatório de empregos entregue no prazo em três meses", disse Art Hogan, da B. Riley Wealth, à Bloomberg. 

Para Jeff Schulze, chefe de estratégia económica e de mercado da ClearBridge Investments, os números "devem manter as intenções da Fed inalteradas por enquanto, embora o FMOC permaneça vigilante a sinais de maior enfraquecimento do mercado de trabalho”.

Os dados reforçaram as apostas dos investidores em como a Reserva Federal dos EUA vai manter as taxas de juro inalteradas no curto prazo. Ainda assim, esperam uma descida de 50 pontos-base este ano.

Os dados do emprego eram apenas o primeiro "teste" do dia. Agora, os investidores aguardam por uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre a legalidade das tarifas impostas por Donald Trump em abril do ano passado.

Entre os principais movimentos do mercado, a Meta Platforms sobe 0,5% para 649,23 dólares por ação, depois de a dona do Instagram e Facebook ter anunciado que

Já a General Motors cede 2,13% numa altura em que a empresa se depara com encargos na ordem dos seis mil milhões de dólares, relacionados com cortes na produção dos veículos elétricos. A Ford está a corrigir dos ganhos de quinta-feira, e recua hoje 0,6% para 14,3 dólares por ação.

11h25

Taxa Euribor sobe a seis e 12 meses e desce a três meses

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A taxa Euribor subiu hoje a seis e a 12 meses e desceu a três meses em relação a quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,019%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,116%) e 12 meses (2,251%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,116%, mais 0,002 pontos que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo a 12 meses, a taxa Euribor avançou de 2,247% para 2,251%.

Em sentido inverso, a Euribor a três meses desceu para 2,019%, menos 0,012 pontos do que na quinta-feira.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses. A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

10h54

Stoxx 600 aproxima-se de novo recorde com impulso das tecnológicas e setor mineiro. L'Oréal sobe 5%

Os principais índices europeus negoceiam com uma maioria de ganhos nesta sexta-feira, à medida que o Stoxx 600 se aproxima novamente de máximos históricos atingidos na sessão de terça-feira. Em destaque na última sessão da semana está o setor mineiro, depois de a Rio Tinto e a Glencore terem confirmado que estão a avançar com conversas preliminares para uma possível fusão entre as duas gigantes do setor.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança neste momento 0,42%, para os 606,34 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,06%, o espanhol IBEX 35 recua 0,33%, o italiano FTSEMIB desvaloriza uns ligeiros 0,02%, o francês CAC-40 pula 0,59%, atingindo máximos de novembro, ao passo que o britânico FTSE 100 soma 0,39% e o neerlandês AEX valoriza 1,56%, impulsionado pela subida de mais de 4% da tecnológica ASML – cotada mais valiosa da Europa.

Durante o dia de hoje, os investidores estarão atentos à divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA e a uma possível decisão do Supremo tribunal de Justiça norte-americano sobre as tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump.

Nesta linha, economistas consultados pela Bloomberg estimam que a economia dos EUA tenha criado cerca de 70 mil novos postos de trabalho em dezembro, um número ligeiramente superior ao registado em novembro, enquanto estimam que a taxa de desemprego deverá cair ligeiramente para 4,5%.

Entre os setores, o tecnológico (+2,19%) e o dos recursos naturais (+1,98%) lideram as valorizações. Este último está a beneficiar da

A Bloomberg destaca que a possível compra da Glencore pela Rio Tinto vai criar um gigante de 207 mil milhões, enquanto o Financial Times é mais audaz e dá um valor de 260 mil milhões de dólares.

“Muitos investidores querem reforçar a sua posição no setor mineiro, na sequência do aumento dos preços dos metais”, disse à agência de notícias financeiras David Kruk, da La Financière de l'Echiquier. “Mas, como em qualquer grande acordo de fusão e aquisição, não há garantias de que o acordo entre a Rio Tinto e a Glencore vá para a frente”, acrescentou.

Entre outros movimentos do mercado, a L'Oréal está a valorizar quase 5%, registando o seu maior aumento em bolsa desde julho, depois de o UBS ter elevado a classificação do grupo de “neutra” para “comprar”, prevendo uma melhoria no crescimento do setor. Por outro lado, as ações da Sainsbury’s seguem a tombar quase 6%, após a retalhista ter reportado vendas abaixo do esperado durante a época festiva.

10h28

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro depois de idas ao mercado

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro seguem a registar alívios em toda a linha, depois das idas ao mercado de ontem de Portugal, Itália, Espanha e França.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 0,4 pontos base para 2,857%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caem 0,9 pontos para 3,517%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 1,4 pontos para 3,493%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos aliviam 0,8 pontos base para 3,097%, , com a "yield nos 3,22%, tendo captado 1,62 mil milhões de euros. Em Espanha, a "yield" das obrigações cede 1 ponto para 3,243%.

Fora da Zona Euro, a tendência é de subida no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a agravarem-se em 0,3 pontos base para 4,406%.

09h14

Dólar estável em dia que se conhece legalidade das tarifas

A moeda norte-americana está a negociar de forma estável, num dia em que se conhecem os dados do emprego nos Estados Unidos da América (EUA) e em que o Supremo Tribunal se vai pronunciar sobre a legalidade das tarifas comerciais impostas por Donald Trump. 

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,09%, para os 99,024 pontos.

Os dados relativos ao emprego não-agrícola nos EUA vai ajudar a dissipar a incerteza que resultou do recente 'shutdown'. Estes são dados que podem ajudar a descodificar o sentido dos juros americanos, mas os analistas não estão confiantes que estes dados ajudem a definir o rumo deste indicador.

"O mercado poderá demonstrar considerável tolerância a um número de empregos relativamente fraco", apontam os analistas do ING num relatório citado pela Reuters. "A menos que sejam dados dramática, o número de maior impacto provavelmente será a taxa de desemprego", adiantam, uma vez que os últimos dados dos pedidos de subsídio de desemprego revelaram um aumento marginal.

Noutras notícias a impactar o dólar, o Supremo Tribunal dos EUA prepara-se para determinar se o Presidente americano pode invocar a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional para impôr tarifas sem a aprovação do Congresso. Após diversos meses a colocar pressão em parceiros comerciais, nomeadamente à China, o Supremo Tribunal pode desestabilizar a política comercial que tem vindo a ser implementada.

Caso a decisão vá em sentido contrário a Trump, há quem já se esteja a preparar para pedir reembolsos ao Governo dos EUA, num montante global que pode ascender a 150 mil milhões de dólares.

Já pela Europa, a moeda única desvaloriza 0,09%, para os 1,1649 dólares, quando se conhecem dados das vendas a retalho de novembro e das casas no terceiro trimestre. Em destaque na Zona Euro estarão ainda dados económicos específicos, como a balança comercial e a produção industrial da Alemanha. A libra segue a mesma tendência e recua 0,16%, para os 1,3418 dólares.

08h40

Ouro recua ligeiramente e prata ganha terreno antes de dados do emprego pelos EUA

O ouro está a negociar com desvalorizações contidas esta manhã, pressionado por um dólar mais forte, à medida que os “traders” aguardam pela divulgação dos dados sobre o emprego do lado de lá do Atlântico, que poderão ajudar a perceber qual será o rumo da política monetária na maior economia mundial.

Nesta linha, o metal amarelo perde agora 0,07%, para os 4.473,510 dólares por onça, afastando-se do seu último recorde de 4.549,71 dólares por onça, atingido a 29 de dezembro.

O ouro segue pressionado numa semana em que a Bloomberg irá reajustar o seu índice de matérias-primas - um ajuste periódico das ponderações das "commodities" para manter o índice alinhado com as condições do mercado.

Em relação aos dados sobre o emprego pela maior economia mundial, analistas esperam um crescimento modesto de 60 mil postos de trabalho e uma ligeira queda na taxa de desemprego, de 4,6% para 4,5%.

Apesar das recentes quedas, os preços do metal amarelo poderão atingir os 5 mil dólares por onça no primeiro semestre de 2026, devido, em grande parte, ao aumento dos riscos geopolíticos, segundo analistas do HSBC.

Ao contrário do ouro, a prata soma 0,98%, para os 77,753 dólares por onça. O metal branco está agora a caminho de registrar um aumento semanal de mais de 6%.

08h25

Petróleo soma ganhos com "traders" atentos a desenvolvimentos na Venezuela e Irão

Petróleo.

Os preços do petróleo seguem a negociar com ganhos nesta sexta-feira, marcando o segundo dia consecutivo de avanços à medida que caminham para a terceira semana consecutiva de valorizações, com a incerteza sobre o futuro do abastecimento da Venezuela e o aumento das preocupações com a produção no Irão devido protestos no país a marcarem a negociação.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,85%, para os 58,25 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,89% para os 62,54 dólares por barril.

Ambos os preços de referência subiram mais de 3% na quinta-feira, após dois dias consecutivos de quedas, e o Brent está a caminho de subir cerca de 2,7% no conjunto da semana, enquanto o WTI já soma um avanço de 1,4% na semana.

Pela Venezuela, Trump exigiu que o país concedesse aos EUA acesso total ao seu setor petrolífero poucos dias depois de ter capturado Nicolás Maduro. Autoridades americanas afirmaram que Washington controlará as vendas e receitas de petróleo do país da América Latina por tempo indeterminado.

Já no Irão, foi experienciado um apagão nacional que cortou o acesso à internet no país na quinta-feira, enquanto se intensificam os protestos contra o regime em várias cidades do país do Médio Oriente.

Apesar da subida registada nos preços do crude, o excesso de oferta de petróleo esperado para o primeiro semestre deste ano continua a ser o principal foco dos “traders”. Nesta linha, a recuperação dos preços deverá manter-se limitada.

07h56

Ásia fecha última sessão da semana com ganhos. Dona da Uniqlo dispara quase 11%

Os principais índices asiáticos encerraram a última sessão da semana com ganhos em praticamente toda a linha, depois de terem perdido terreno nas últimas duas sessões, num dia em que dados sobre o emprego nos EUA e uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça norte-americano sobre tarifas serão acompanhados de perto pelos investidores. Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 ganham cerca de 0,40%, apontando para uma abertura em alta.

Pelo Japão, o Nikkei subiu 1,61% e o Topix ganhou 0,85%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – avançou 0,75%, ao passo que o índice de referência de Taiwan deslizou 0,24%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,24% e o Shanghai Composite pulou 0,92%, tendo atingido um novo recorde durante a sessão nos 4.121,72 pontos.

No Japão, os índices foram impulsionados por um iene mais fraco e um salto nas ações da Fast Retailing (+10,67%), após a multinacional que possui marcas como a Uniqlo ter apresentado resultados que ficaram acima do esperado.

Já pela China, o Alibaba Group subiu mais de 4%, atingindo máximos de finais de novembro, após os planos da China de aprovar algumas importações dos chips H200 da Nvidia ainda neste trimestre. Outras empresas chinesas ligadas à área da inteligência artificial, como a Kuaishou Technology (+4,03%) e JD.com (+2,86%), também ganharam com o anúncio.

A empresa chinesa de inteligência artificial com subidas de 42,7% na abertura, após outro dos rivais da OpenAI no país, a Zhipu AI, ter subido 13% na estreia em bolsa.

Agora, os investidores estão a preparar-se para dois eventos que poderão trazer uma acrescida volatilidade aos mercados, marcando um dos maiores testes para as ações globais desde o “sell-off” do “Dia da Libertação” de Donald Trump em abril. Os dados sobre o emprego nos EUA em dezembro são particularmente importantes pelas pistas que poderão dar sobre a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.

Além disso, o Supremo Tribunal norte-americano também decidirá hoje o destino da maioria das tarifas de Trump.

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