Trump vai anunciar nome do novo presidente da Fed na próxima semana
Depois da pressão sobre o atual líder do banco central, Jerome Powell, para baixar as taxas de juro, o Presidente dos EUA deve nomear um aliado para o cargo.
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Após vários nomes terem sido considerados, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta quinta-feira que vai anunciar quem será o sucessor de Jerome Powell na liderança da Reserva Federal dos EUA "na próxima semana". "Será uma pessoa que, penso, fará um bom trabalho", referiu.
Numa reunião do executivo na Casa Branca, Trump disse ainda que as taxas de juro - que na quarta-feira a Fed manteve num intervalo entre 3,5% e 3,75% - deveriam estar "dois a três pontos mais baixas". “Estamos a pagar demasiados juros na Fed”, disse Trump. "Devíamos ter as taxas de juro mais baixas do mundo", referiu.
O Presidente dos EUA tem pressionado a Fed a cortar mais rapidamente os juros e numa maior dimensão, esperando-se que o próximo presidente do banco central tenha uma postura mais “dovish” – ou favorável a taxas de juro mais baixas – como forma de estimular a economia.
O nome mais recente a ser falado é o de Rick Rieder, da BlackRock, um veterano de Wall Street que deverá trazer uma abordagem mais próxima dos mercados à Fed. Em setembro, defendeu cortes mais agressivos de 50 pontos base, em vez dos 25 pontos base implementados pela Fed. Defendeu também a eliminação do "dot plot": o gráfico onde os responsáveis da Fed antecipam a evolução das taxas de juro.
Chegaram a ser considerados pelo menos uma dezena de nomes, incluindo o de Kevin Hassett, que lidera o Conselho Económico Nacional. Hassett chegou a ser considerado o favorito, mas Trump disse recentemente que preferia mantê-lo no atual cargo. Antes, já tinha feito o mesmo em relação a Scott Bessent, secretário do Tesouro.
O atual presidente da Fed, Jerome Powell, que termina o atual mandato em maio, tem sido frequentemente insultado e pressionado por Trump por não baixar as taxas de juro. No início de janeiro, foi intimado pelo Departamento de Justiça por alegada fraude nas obras de renovação do edifício-sede da Fed, o que foi visto como mais uma tentativa de intimidação por parte da Administração Trump.
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