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Multimilionário canadiano compra mais de um quarto da The Economist aos Rothschild

Stephen Smith adquiriu a posição de quase 27% da empresária britânica Lynn Forester de Rothschild na empresa que detém a The Economist por cerca de 347 milhões de euros. O negócio ainda tem de ter a aprovação do conselho de administração e acionistas do The Economist Group, bem como dos "trustees" independentes.

The Economist
The Economist AP Photo/Kin Cheung
17 de Março de 2026 às 18:56

O multimilionário canadiano Stephen Smith comprou uma participação de 26,9% no The Economist Group, detentor do jornal com o mesmo nome, à empresária britânica Lynn Forester de Rothschild. É apenas a terceira vez em 183 anos de história que a estrutura da empresa sofre grandes mudanças, com o Financial Times a indicar que a posição foi adquirida por cerca de 300 milhões de libras (aproximadamente 347 milhões de euros, à taxa de câmbio atual). 

É a primeira vez que Smith investe num grupo de media. O multimilionário e a sua família controlam a Smith Financial Corp, que, por sua vez, detém uma série de negócios financeiros, incluindo uma participação no grupo de consultoria Glass Lewis e na Canada Guaranty Mortgage Insurance. "Este investimento reflete o total apoio de Smith à tradição de longa data da revista The Economist em matéria de independência editorial rigorosa e vai garantir que a estratégia e as operações da revista continuem inalteradas», explica a Smith Financial no comunicado que anunciou a aquisição. 

O negócio ainda tem de ter a aprovação do conselho de administração e acionistas do The Economist Group, bem como dos "trustees" independentes. A empresa de investimentos Exor, da família Agnelli, detém mais de 43% do grupo, enquanto o resto do capital está espalhado por uma série de famílias britânicas ligadas ao mundo empresarial, que incluem os Cadbury, Schroder e os Layton, bem como antigos funcionários.

Apesar de o multimilionário Stephen Smith (caso o negócio avançar) e a família Agnelli serem os principais acionistas, estão limitados a 20% dos direitos de voto. De acordo com informação oficial disponibilizado pela The Economist, esta estrutura permite que o jornal seja "capaz de ter uma visão independente do mundo - livre para questionar o pensamento convencional e as concentrações de poder". 

O Financial Times indica ainda que o processo de venda da posição dos Rothschild atraiu pelo menos uma dúzia de interessados, nos quais se conta particulares e até outros grupos de comunicação social. Em 2025, a empresa mãe da The Economist registou um ligeiro aumento nas vendas, atingindo os 368,5 milhões de libras, com um lucro operacional de 48,1 milhões. As subscrições do jornal subiram 3% para 1,3 milhões. 

Os Rothschild entraram no capital do The Economist Group em 2002. Desde aí, a estrutura acionista do grupo só mudou outra vez em 2009, quando a família Agnelli adquiriu uma pequena participação na empresa que detém o jornal económico, posteriormente reforçada, em 2015, com a compra de grande parte do capital detido pela Pearson. Aí, a posição da Exor passou de 4,7% para 43,4%. 

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