pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Irão ainda trava ganhos mas Wall Street consegue terminar no verde. Delta dispara 6%

Os investidores conseguiram manter o otimismo até ao final da sessão, apesar de Donald Trump ter reconhecido a falta de apoio dos países da NATO e as hostilidades terem continuado no Médio Oriente.

Wall Street.
Wall Street. AP
20:12

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta terça-feira em território positivo, embora sem a pujança inicial, num dia em que os investidores aproveitaram as desvalorizações mais recentes para reforçarem a sua exposição às ações dos EUA - mesmo com o conflito no Médio Oriente e a escalada dos preços do petróleo a não darem trégfuas.

O S&P 500, "benchmark" para a negociação do país, acelerou 0,25% para 6.716,09 pontos, prolongando os ganhos do dia anterior após quatro sessões consecutivas no vermelho. Já o industrial Dow Jones cresceu 0,1% para 46.993,26 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,47% para 22.479,53 pontos. Desde o estalar da guerra no Irão, que já se encontra na sua terceira semana, o S&P 500 perdeu apenas 4% - um valor inferior aos pares asiáticos e europeus, que têm sido mais castigados com o conflito, muito devido à sua dependência de petróleo da região. 

"O S&P 500, embora esteja ligeiramente em baixa, encontra-se apenas a cerca de 4% dos máximos registados antes do conflito", explica Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, à Bloomberg. "Isso indica-me que o mercado e o sentimento dos investidores mantêm-se estáveis. No final de contas, os mercados norte-americanos continuam a oferecer as melhores oportunidades de valorização para o investimento, o que certamente está a atenuar, pelo menos em parte, o receio", acrescenta. 

No Médio Oriente, os ataques continuam e Israel afirmou ter matado o chefe de segurança do Irão. O regime liderado por Mojtaba Khamenei teve ainda na mira uma série de infraestruturas energéticas dos países do Golfo Pérsico e, apesar de os preços do petróleo continuarem a subir, os EUA referiram mesmo que podem alargar as hostilidades agora contra campos petrolíferos do Irão. 

Na segunda-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha pedido aos seus aliados da NATO e outros países para ajudarem na proteção do estreito de Ormuz e na escolta de navios. No entanto, o apelo acabou rejeitado por parte de vários líderes europeus, que se recusavam a integrar uma guerra que dizem não ter começado e ser da responsabilidade dos EUA e de Israel. Já esta terça-feira, o líder norte-americano referiu que, afinal, não precisa de ajuda.

Os investidores estiveram ainda atentos ao arranque da reunião de dois dias da Fed, na qual os economistas não antecipam qualquer mexida na política monetária. Antes da guerra, os mercados ainda apontavam para, pelo menos, dois cortes nas taxas de juro este ano, depois de o banco central norte-americano ter optado por uma posição muito mais cautelosa face aos pares mundiais, mas com a chegada do conflito os investidores só já veem um alívio de 25 pontos-base no radar. 

Apesar de os preços do petróleo continuarem a crescer, as companhias aéreas - que figuram entre as empresas mais penalizadas pelos investidores com o estalar da guerra - estão agora a beneficiar das boas previsões da Delta para este trimestre. A empresa decidiu rever em alta as estimativas de receitas para os primeiros três meses do ano, o que fez com que as ações disparassem 6,56% e devolvessem o otimismo ao resto do setor

Por sua vez, a Nvidia perdeu 0,7%, depois de ter valorizado mais de 1% na sessão passada, beneficiando das previsões de receita apresentadas pelo CEO da empresa. Numa conferência sobre inteligência artificial (IA) realizada na segunda-feira, Jensen Huang procurou mais uma vez acalmar a ansiedade dos investidores em torno da tecnologia e revelou que antecipa que a 

Ver comentários
Publicidade
C•Studio