EUA expulsam 60 diplomatas russos. Alemanha e outros países expulsam quatro cada
A medida insere-se numa acção coordenada dos países ocidentais e foi divulgada no mesmo dia em que a Alemanha, França, Polónia e Canadá anunciaram a expulsão de quatro diplomatas russos cada um, a República Checa e a Lituânia três, a Itália, a Holanda e a Dinamarca dois, a Estónia um e a Ucrânia 13.
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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou que 14 países membros da UE decidiram expulsar diplomatas russos devido ao caso Skripal e que medidas adicionais serão anunciadas nos próximos dias e meses.
Em Washington, um responsável da administração norte-americana precisou que 48 dos diplomatas são "agentes de informações conhecidos" a trabalhar na embaixada em Washington e os outros 12 na representação da Rússia na ONu, em Nova Iorque.
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O responsável disse que a medida visa transmitir a Moscovo que a administração norte-americana recusa o número "inaceitavelmente alto" de agentes dos serviços secretos russos nos Estados Unidos.
O encerramento do consulado em Seattle deve-se a preocupações de segurança devido à proximidade de uma base naval norte-americana.
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Os diplomatas expulsos têm sete dias para abandonar o território.
Na Alemanha, o Ministério dos Negócios Estrangeiros justificou a expulsão dos quatro diplomatas russos com o facto de "a Rússia não ter contribuído para esclarecer o envenenamento de Salisbury", que vitimou o ex-espião e a filha, em estado crítico desde que foram encontrados inconscientes naquela cidade do sul de Inglaterra, a 4 de Março.
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O caso Skripal provocou uma crise diplomática entre a Rússia e os países ocidentais e levou o Reino Unido a expulsar 23 diplomatas russos do território britânico e a congelar as relações bilaterais, ao que Moscovo respondeu expulsando 23 diplomatas britânicos e suspendendo a actividade do British Council na Rússia.
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