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Rússia expulsa 60 diplomatas americanos e encerra consulado dos EUA

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros anunciou uma "resposta recíproca" à decisão de Washington de expulsar diplomatas russos. Lavrov revelou que Moscovo vai expulsar 60 diplomatas americanos colocados na Rússia e encerrar o consulado dos EUA em São Petersburgo.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 18:38
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Olho por olho, dente por dente. O provérbio adapta-se na perfeição à retaliação da Rússia contra os Estados Unidos. Depois de Washington ter anunciado a expulsão de 60 diplomatas russos em solo americano (48 diplomatas russos e 12 agentes diplomáticos junto das Nações Unidas), esta quinta-feira, 29 de Março, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, anunciou que Moscovo decidiu enviar 60 agentes diplomáticos americanos para os EUA.

Lavrov anunciou ainda que as autoridades russas para proceder ao encerramento do consulado americano em São Petersburgo. O provérbio volta a encaixar, porque na segunda-feira os EUA também anunciaram o encerramento do consulado russo in Seattle, Washington.

De acordo com o Russia Today (RT), o embaixador americano em Moscovo, Jon Huntsman, já foi informado esta tarde da decisão do Kremlin, que lhe terá sido transmitida pelo vice-ministro dos Estrangeiros da Rússia, Sergey Ryabkov. Em conferência de imprensa, Lavrov defendeu que trata-se de "medidas recíprocas" que incluem a "expulsão de um número equivalente de diplomatas" e o encerramento do consulado que operava até aqui em São Petersburgo. 

O Kremlin tinha avisado que "no momento certo" iria responder às expulsões do elementos dos corpos diplomáticos russos em diversos países ocidentais, entre os quais a maior parte dos Estados-membros da União Europeia (Portugal não está incluído), a Austrália e o Canadá. Também a NATO expulsou sete diplomatas acreditados junto da organização atlântica.

Esta é a resposta do Kremlin ao movimento de expulsão de diplomatas russos iniciada na sequência do ataque por envenenamento de um ex-espião russo, Sergei Skripal, e da sua filha, que foi realizado em solo britânico, cuja responsabilidade Londres atribui a Moscovo. A toada de expulsões começou com a expulsão de 23 diplomatas russos decretada pelo Reino Unido, ao que Moscovo respondeu também na exacta medida ao enviar para casa 23 pessoas do corpo diplomático britânico. 

As autoridades russas continuam a negar qualquer envolvimento na tentativa de assassinato de Skripal com um agente neurotóxico produzido na Rússia. O Kremlin garantiu que apresentaria provas mas até ao momento não o fez. 

Num caso sem relação ao envenenamento do duplo-espião russo, no final de 2016 os Estados Unidos, então ainda presididos por Barack Obama, decretaram a expulsão de 35 funcionários públicos russos destacados em território norte-americano, uma resposta à alegada ingerência russa nas eleições presidenciais americanas de Novembro desse ano. Um dia depois, o governo russo também respondeu na mesma moeda ao expulsar 35 diplomatas norte-americanos.


(Notícia actualizada às 19:13)
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